segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Gratidão a quem merece

Não sei nem como começar, mas sei que é preciso.

Tentarei começar pelas lembranças da infância,
Embora eu saiba que mesmo antes, vocês já me amavam.
Não posso me esquecer dos momentos em que me machucava,
Fosse física, ou emocionalmente,
Sempre procurava um de vocês.
Porque não sabia o que fazer sem tê-los por perto.
Cresci aprendendo valores que guardo até hoje,
E que fizeram de mim um homem;
Mas um homem que só existe porque um outro homem
Muito melhor do que eu; me ensinou com o seu exemplo
Como um homem de verdade vive.
E porque uma mulher maravilhosa também me fez ver
Através do amor que dispensava, e dispensa a esse homem
O quanto é maravilhoso ter uma família e cuidar bem dela.
Hoje, estou aqui selando o meu pacto de amor,
E, embora eu tenha falhado em seguir plenamente o vosso exemplo
Vocês me honraram, e sobretudo, me perdoaram
Quando mais precisei.
Por isso, o que mais me resta, senão dizer-lhes:
Obrigado meu Pai, e obrigado minha Mãe.
Prometo viver a vida de um homem de verdade.

13 de janeiro de 1996
Ioséias C. teixeira.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

COMPREENDENDO OS DONS MINSTERIAIS - O PASTOR

TEXTO CHAVE

“E vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com ciência e com inteligência.”

Jeremias 3.15

VERDADE TEOLÓGICA

“Ser pastor é cuidar de pessoas que não te pertencem, mas que você pertence a elas.”

Pr. Ioséias



ESTUDO DE PREPARAÇÃO SEMANAL

►Segunda – Jo 10.1-11

Jesus, o Bom Pastor.

► Terça – Lc 10.16-20

Jesus transferiu a sua autoridade aos seus discípulos.

►Quarta – 1Tm 3.1-7

As qualificações para o ministério pastoral.

► Quinta – Tt 1.5-9

Exigências para o pastorado.

► Sexta – 1Co 4.1-4

O pastor, um mordomo.

► Sábado – 1Co 9.7-10

O pastor, um lavrador.



LEITURA BÍBLICA CONGREGACIONAL

João 10.1-5

1. NA VERDADE, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.

2. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas.

3. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora.

4. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz;

5. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.



ELUCIDAÇÃO TEXTUAL

No nosso texto base Jesus está ensinando a diferença fundamental entre o Bom Pastor, Ele, e o mercenário, Satanás. Esse discurso do mestre serve muito bem como base para a vida do bom pastor, que tem Jesus morando em seu coração, e o mau pastor, que é mercenário e vive insuflado pela síndrome de Lúcifer (desejo de autossuficiência).



INTRODUÇÃO

Você conhece o que a Escritura ensina acerca do ministério pastoral? Sabe qual deve ser o modelo de conduta de um autêntico pastor? Conhece as exigências bíblicas para se exercer esse ministério? E as figuras que a Bíblia usa para ilustrar o alcance e a seriedade do ministério pastoral?

Nossa lição abordará essas questões acerca do ministério de um pastor. Se você sabe alguma das respostas ou todas elas, participe acrescentando o seu conhecimento para o crescimento de todos. Se você não sabe nenhuma das respostas, participe contribuindo com suas perguntas inteligentes, pois perguntas caracterizam inteligência e não a falta dela.

Envolva-se. Cresça e permita que outros cresçam com a sua ajuda.



I – JESUS, O PADRÃO PERFEITO DO PASTOR.

Jesus é o paradigma de todo pastor verdadeiro e suas características devem ser absorvidas por aqueles que exercem o ministério da Palavra. Para isso, nos basearemos no texto do bom pastor (Jo 10) para a nossa avaliação do ministério pastoral.

O Senhor afirma que o Bom Pastor tem livre acesso ao aprisco das ovelhas (Jo 10.1,2), referindo-se assim à sua autoridade que, depois foi transferida à igreja (Lc 10.16-19).

Jesus continua seu ensino afirmando que o Bom Pastor guia as suas ovelhas com pala-vras e exemplo (Jo 10.7). Ele vive próximo delas e é conhecido por todas (Jo 10.3,4). Guia o rebanho para uma vida de bênção aqui e a vida eterna no porvir (Jo 10.4,10,17,28). O Mestre também ensina que o Bom Pastor é o exemplo moral das ovelhas e vai adiante delas (Jo 10.4), sendo plenamente leal ao rebanho e estando pronto para, inclusive, morrer por ele (Jo 10.11). Significando assim que o Bom Pastor garante a segurança do rebanho, agora e por toda a eternidade (Jo 10.27-30).

O modelo de Jesus é muito importante para todo pastor. Assim como Ele os pastores também têm que procurar instruir suas ovelhas através do conhecimento da Palavra e do exemplo de vida, estando sempre próximo a elas como um amigo sempre presente, guiando-as a toda verdade e fazendo-as sentirem-se seguras e confiantes, pois sabem que o seu líder as está guiando ao caminho da eternidade com Cristo.

Infelizmente muitos “pastores” hoje não passam de “homens do palco”. Seu “ministério” se restringe exclusivamente ao púlpito, onde ele faz suas performances e ganha por elas. O foco de tais homens está apenas na apresentação de uma “boa mensagem”, cheia de técnicas de oratória, e manipulação psicológica, mas não participam da vida de suas ovelhas e nunca estão acessíveis a elas. Esse não é o modelo de Jesus.

Se o ministro não segue o modelo de Jesus então ele não é pastor coisa nenhuma. Embora ninguém possa ser como o Senhor, o pastor deve ser o mais próximo possível do modelo de Cristo; sobretudo no que concerne ao amor pelas suas ovelhas e pelas almas perdidas.



II – O DOM PASTORAL.

O pastor é um dom de Deus à Igreja. Isto é, o pastor é um presente que Deus dá à igreja e como todo presente ele deve ser útil àquele que o recebe. Sendo assim, o verdadeiro pastor deverá ser possuidor de alguns dons espirituais para o serviço ao povo de Deus. Com certeza o pastor deve possuir o dom de governos, sendo esse um dom específico do seu ministério (1Co 12.28). Também deve ter o dom da fé, pois se o pastor não for um homem de fé como esperar que a igreja sob o seu pastoreio seja?

Além do que foi apresentado o pastor deve ser capaz de ensinar (1Tm 3.2b), embora nem todos os pastores sejam mestres (1Tm 5.17). Sobretudo, o pastor deve ser cheio de compaixão e simpatia e ser um homem que gosta da companhia das pessoas.

Além de tudo o que foi exposto acima as cartas de Paulo a Timóteo e a Tito, chamadas de cartas pastorais, apontam as qualificações exigidas daqueles que se propõe ao ministério pastoral. Entre uma variação e outra em cada carta a essência do ensino de Paulo é que o pastor deve ser um homem de auto-domínio (1Tm 3.1), liberto de vícios, pacífico e sem excessos (1Tm 3.3). Deve ainda governar bem a sua casa (1Tm 3.4,5), ter boa reputação dos não cristãos (1Tm 3.7), ser contrário à maledicência (2Tm 2.16), não ser ganancioso (Tt 1.7), viver em santificação (2Tm 2.21), ser forte na fé e mestre na mesma (1Tm 4.12), ter ousadia no ensino e ser cheio de amor e paciência (1Tm 6.11), ser perseverante (1Tm 4.16) e caracterizar-se por suas boas obras (Tt 2.7). Deve ser puro na doutrina (Tt 1.9; 2.8), de linguagem sadia (Tt 2.8) e reconhecido pela piedade (Tt 1.1) e não ser um crente novo, mas um cristão maduro (1Tm 3.6).

Como constatamos acima, as exigências para o exercício do ministério pastoral são elevadíssimas. Mas, o que esperar daqueles que devem ser os guias e modelos de conduta da igreja de Jesus (Hb 13.7)? Você teria como modelo de vida um homem que vivesse abaixo desses padrões? Confiaria suas lutas e angústias mais íntimas a alguém que não vivesse em conformidade com os padrões acima? Pediria sua ajuda e orientação?

Jesus ama muito a sua igreja para confiá-la a homens que não sejam dignos de tão honrosa posição.

Mas você poderá perguntar: “e os ditos ‘pastores’ que tantos males vêm promovendo à sociedade? Porque Jesus os permite à frente da igreja?”

Na verdade a questão é mais profunda e a pergunta correta é: “essa denominação exprime em sua doutrina a essência do Evangelho?” Se a resposta for sim, então cedo ou tarde, esse falso pastor será desmascarado. Se a resposta for não, então Jesus não tem nenhum compromisso com essa igreja e esses “pastores” e nenhum deles pertence ao rebanho de Cristo.



III – IMAGENS BÍBLICAS DO MINISTÉRIO PASTORAL.

Para que possamos compreender a grandeza da responsabilidade do ministério pastoral a Escritura usa algumas imagens que retratam o papel desses ministros de Cristo e que exploraremos aqui, ainda que brevemente, utilizando como base a excelente obra de Irland de Azevedo, Imagens Bíblicas do Ministério Pastoral.

A primeira das imagens bíblicas que Paulo utiliza e que citaremos aqui é a de mordomo (1Co 4.1,2; 2Tm 1.14; 2.1,2). O mordomo é aquele funcionário de confiança de um nobre. Esse funcionário tem sob sua responsabilidade todos os bens do seu senhor e deve administrá-los com afinco. Assim, o pastor é chamado de mordomo. Ele tem acesso ao precioso tesouro da dispensa de Deus para alimentar o seu povo. Paulo chama esse mordomo de “encarregado dos mistérios de Deus” (1Co 4.1).

A segunda imagem a ser explorada aqui é a do soldado (2Tm 2.3,4). O soldado é o homem preparado para sofrer privações e suportar o sofrimento. O pastor deve ser esse homem. Poucas pessoas provarão mais privações e enfrentarão mais sofrimento pelos outros do que o pastor. Ele também deve viver de forma disciplinada e estar sempre disposto para a ação. O soldado não se envolve com coisas da vida civil, assim o pastor também não deve se envolver com nada que comprometa o cumprimento de sua missão no Reino de Deus.

A terceira imagem utilizada pela Escritura é a do lavrador (1Co 9.7-10; 2Tm 2.6). Este profissional é diligente e perseverante em sua tarefa como o pastor deve ser em sua missão de semear o evangelho. Do mesmo modo como o lavrador não depende exclusivamente de suas capacidades para que sua lavoura seja farta, também o pastor não depende exclusivamente de suas capacidades para que a igreja seja uma bênção. O pastor entende que a “lavoura de Deus” (1Co 3.9) é uma obra de cooperação divino-humana e não vive em função do tamanho da igreja, se frustrando, pois sabe que a ele o que importa é ser fiel em sua semeadura da genuína semente da Escritura e que o crescimento já não é mais um problema seu, mas de Deus. Os pastores não serão avaliados pelo tamanho da igreja que pastorearam, mas por sua fidelidade e diligência em cuidar dessa igreja.

Outras imagens que não poderemos abordar aqui por uma questão de espaço são: o atleta (2Tm 2.5), o obreiro (2Tm 2.15), a mãe (1Ts 2.7,8), o pai (1Ts 2.9-12), o ministro (servo) (1Co 4.1), o construtor (1Co 3.10) e por fim, o pastor (Ef 4.11,12).

Essas imagens reforçam a importância e a seriedade do ministério pastoral. Se todos os que almejam ao pastorado (1Tm 3.10) e todos os ordenam ministros na igreja avaliassem bem o que essas imagens significam as igrejas teriam pastores muito melhores. Você concorda?



CONCLUSÃO

Tendo Jesus como o modelo do ministério pastoral é de suma importância que a igreja aprenda a honrar aqueles que o Senhor tem designado para tal ministério. Também é de igual importância que os pastores não abusem dessa honra visando privilégios, mas que vivam assim como o seu Modelo, Jesus, de forma modesta e sendo sempre acessíveis aos seus discípulos.

O pastor deve ser o homem em quem a igreja confia. Afinal, repousa sobre os seus ombros a missão de levar esse povo a uma vida com Deus nessa terra e à eternidade na glória celeste.

Oremos por nossos pastores para que a cada dia mais eles possam exercer os seus dons no seio da igreja levando-nos a um conhecimento cada vez maior do único e verdadeiro Deus.



GLOSSÁRIO

Afinco – constância, tenacidade, dedicação.

Paradigma – modelo, padrão.



BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo Pentecostal, Edição de 1995, SBB e CPAD.

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, R. N. Champlin e J. M. Bentes, Volume 5, pg. 105-106, Ed. Candeia.

Chave Linguística do Novo Testamento Grego, Edições Vida Nova, 1995, p. 393.

A Igreja e as Sete Colunas da Sabedoria, CPAD, Severino Pedro, 1998.

Teologia Pastoral, CPAD, José Deneval Mendes, 1999, p.28

Imagens Bíblicas do Ministério Pastoral, Vida, Irland de Azevedo, 2004, 142 pg.

Sites:

HTTP://WWW.PRAZERDAPALAVRA.COM.BR/

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Defendendo a fé com lógica e coerência.

Fazer apologética é função fundamental na vida de qualquer cristão autêntico, até porque somos constantemente desafiados em nossa fé.
Para que possamos defender a fé é preciso que usemos de violência na argumentação contra aqueles que nos questionam. Contudo essa violência não é referente ao nosso tom de voz ou gestos, mas à força do nosso argumento. Se não formos fortes em nosso argumento nossos oponentes não se darão conta do absurdo de sua posição.
Quando, por exemplo, alguém nos pergunta: "Se Deus existe e é bom, então por que há tanto mal na terra?" Muitos crentes são tentados a começar a responder sem avaliar a incoerência que essa pergunta contém e deixam o incrédulo com um sorriso no rosto como se a sua pergunta fosse a mais inteligente da história. Porém vejamos.
Em que o fato de haver diversos males na terra anula a existência e a bondade de Deus? O fato de um filho ser um bandido incorrigível anula a honradez e a honestidade do seu pai? Ou um filho que se torna homossexual anula a masculinidade do seu pai?
Na verdade, a pergunta acima não passa de uma tremenda idiotice sem nenhuma lógica.
Conta-se uma história em que um barbeiro cortava o cabelo de certo cliente e sabendo que ele era cristão lhe  fez o seguinte comentário: "Sabe, enquanto eu vinha para cá vi muitas pessoas sofrendo, crianças abandonadas, famílias sem um teto, e males diversos; então concluí: se Deus existisse essas situações de sofrimento não seriam uma realidade". Depois de pensar um pouco o cliente cristão lhe respondeu: "Sabe, também cheguei a uma conclusão. Você não é barbeiro!" O homem ficou assustado e perguntou o por que de tal afirmação. O irmão lhe respondeu: "enquanto eu vinha para cá vi muitas pessoas cabeludas e barbudas e isso me fez pensar: esse homem não é barbeiro, senão essas pessoas não estariam assim". Então o homem assustado lhe retruca: "Ora, é claro que sou barbeiro! Se essas pessoas vierem até aqui eu farei a barba e o cabelo delas." Então o irmão chega onde queria e lhe afirma: "O problema do mal na terra segue o mesmo princípio. Se os homens se voltarem para Deus também terão suas vidas mudadas para melhor, mas enquanto estiverem distantes do Altíssimo é apenas o mal que sofrerão".
Embora a história acima possa lhe parecer simples ela ensina uma lição fundamental; imagine como seria o mundo se todos decidissem viver em conformidade com os ensinamentos do Senhor Jesus resumidos em seus dois mandamentos fundamentais: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Responda a si mesmo, quantas mortes seriam promovidas por mãos humanas? Quantas crianças ou adultos passariam fome? Quantas famílias estariam sem casa? Quanta violência seria praticada?
A resposta a essas perguntas e a outras que poderíamos fazer seria uma só: nenhuma. Pois quem ama ao próximo não mata, não abandona e não agride, mas promove a vida, acolhe e protege.
A verdade é que a humanidade vai de mal a pior por desprezar a Deus e à sua vontade; inclusive muitos cristãos professos não cultivam essa realidade em suas vidas.
O mal na Terra não é uma questão da existência ou não de Deus e do seu caráter bom, mas do afastamento da humanidade desse bondoso Criador.
Pastor Ioséias.
  

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Profeta e o dom da profecia

INTRODUÇÃO


Nesta lição vamos abordar um ministério fascinante no seio da igreja, o do profeta. Mas, se Jesus disse que os profetas duraram até João, então qual a explicação para o Novo Testamento falar sobre o dom da profecia e o ministério de profeta? Também, qual a diferença entre o dom da profecia e o ministério de profeta? Há alguma?

Esse é o escopo do presente estudo. Avaliar, ainda que muito superficialmente, o ministério do profeta da Antiga Aliança e a contemporaneidade do dom de profecia e do ministério de profeta na Nova Aliança.

Envolva-se e dê a sua colaboração para a discussão do tema a fim de que todos possam crescer em conhecimento.



I – O PROFETA NA ANTIGA ALIANCA.

O ministério profético sempre foi uma realidade para o povo de Israel. Abraão foi o primeiro homem a ser chamado de profeta na Escritura (Gn 20.7) enquanto Moisés foi o primeiro profeta nacional de Israel (Dt 18.15-19).

Os profetas da Antiga Aliança tinham algumas características peculiares à sua época. Durante o período do Antigo Testamento o cânon da Escritura ainda não estava completo e o Messias ainda não havia se encarnado para nossa salvação. Sendo assim, o ministério do profeta da Antiga Aliança era, além de representante do Senhor diante dos homens, também preditivo, ou seja, ele falava sobre coisas que apontavam para o Messias que viria para salvar a humanidade.

Embora o conteúdo das profecias tivessem uma aplicação e um sentido para os receptores originais, pois Deus estava falando com eles acerca das coisas e eventos dos seus dias, também havia nelas elementos que iam além da realidade daqueles ouvintes e que apontavam para o futuro, após a vinda do Messias.

Jesus disse que a Lei e os profetas duraram até João exatamente por causa disso (Lc 16.16). Após João Batista já não havia mais a necessidade de nenhum profeta que anunciasse a vinda do Messias. Ele já estava entre nós.

O ministério dos profetas na Antiga Aliança tinha como objetivo instruir o povo de Israel, através do ensino e admoestação do Senhor (Os 12.10; Hb 1.1), e anunciar a vinda do Messias, como Pedro ensina no seu discurso no Templo de Jerusalém após a cura de um coxo (At 3.18-24).

O ministério profético da Antiga Aliança durou até João, mas o Senhor não deixou de falar com a sua igreja por meio de profecias. Apenas o método e a finalidade foram mudados, como veremos a seguir no dom de profecia e no ministério de profeta na Nova Aliança.



II – O DOM DE PROFECIA.

Esse é o principal da lista dos dons espirituais que Paulo apresenta em 1 Coríntios 12 (1Co 14.1) e é a aptidão de, por inspiração do Espírito Santo, entregar uma mensagem que vai além daquela que é geral, mas que se aplica diretamente à vida da pessoa (ou grupo) que a recebe.

Pouco antes de ser preso em Jerusalém o apóstolo Paulo recebeu uma mensagem profética de um servo do Senhor, chamado Ágabo, que lhe revelava o que o esperava em Jerusalém (At 21.10,11). Essa mensagem era exclusiva para Paulo e não se aplicava a mais ninguém.

O profeta fala mediante um discernimento que ultrapassa o que é natural, através da revelação divina para aquele momento e aquela circunstância.

O dom de Profecia não pode ser confundido com o dom ministerial de profeta (Ef 4.11), que veremos a seguir, principalmente por sua característica temporal e pessoal. Isto é, o dom de profecia é exercido na igreja para que o Senhor exorte, console ou edifique (1Co 14.3) acerca das situações que aquele que recebe a mensagem está vivendo. O dom ministerial de Profeta (Ef 4.11), por sua vez, está circunscrito à categoria do ministério de ensinamento e proclamação da Palavra universal de Deus, que se aplica a todos as pessoas em todas as épocas e lugares.

Enquanto o que exerce o dom de profecia o faz no âmbito particular o que exerce o ministério de profeta o realiza no âmbito total, a todas as pessoas, cristãs ou não. Enquanto o dom de profecia visa a exortação, consolação e edificação de uma pessoa ou grupo especifico (1Co 14.3), o ministério profético visa a doutrina que realiza o aperfeiçoamento, a capacitação para o ministério e a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.12).

O dom de profecia é extremamente importante para nós, pois há momentos em que estamos fragilizados ou desorientados e o Senhor então nos envia um servo dEle e nos fala acerca daquilo que estamos vivendo e o que devemos fazer. Na verdade, a função do dom de profecia é, de fato, nos suprir em nossa fraqueza. É como se Deus nos desse um “suplemento alimentar” para que nossas forças sejam restabelecidas e assim possamos continuar a caminhada cristã.

Não despreze jamais o dom de profecia, mas não o supervalorize acima do ministério de profeta, pois ambos têm objetivos diferentes e devem ser honrados por nós como veremos agora em nosso último tópico de estudo.



III – O PROFETA NA NOVA ALIANCA.

O ministério de profeta na Nova Aliança difere do ministério da Antiga Aliança em muitos aspectos. Primeiro que ser profeta do AT era um oficio (profissão), enquanto que no NT um dom (Ef 4.8,11). Segundo que no AT Deus estava sobre o homem (2Re 2.9; 2 Cr 15.1; 2Cr 20.14; Is 61.1), no NT Deus está dentro do homem (1Co 6.19). Terceiro, o ofício de profeta do AT durou até João Batista (Lc 16.16) porque apontava para a vinda do Messias, Jesus; o ministério de profeta no NT anuncia o cumprimento das promessas do AT e aponta para o retorno do Messias para buscar o seu povo. O profeta do AT ministrava a Israel, o profeta do NT ministra à igreja em toda a Terra.

O ministério de Profeta (Ef 4.11), juntamente como os demais ministérios citados ali, visa alicerçar a igreja nas verdades basilares e universais da Eterna Palavra de Deus com o propósito de que todos “cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus” (Ef 4.13).

O profeta exerce o seu ministério na igreja interpretando a Escritura e proclamando as suas verdades eternas pelo poder do Espírito Santo.

O ministério de profeta hoje é comumente chamado de ministério da pregação, mas esse ministério vai além da simples proclamação daquilo que a Bíblia diz, pois é possível que alguém pregue a Bíblia sem crer ou viver em conformidade com ela.

O profeta pode ainda ser usado pelo Senhor para predizer coisas referentes ao futuro enquanto proclama a Palavra de Deus (At 20.29-31), mas deve, acima de tudo anunciar a justiça, a vontade do Senhor, o juízo futuro e ainda confrontar o pecado conforme a Escritura.

Quando alguma igreja rejeita os profetas do Altíssimo está rejeitando a Palavra do próprio Deus e assim se afastará cada dia mais dEle. Afinal, Bíblia é a suprema profecia e aquele que a expõe com submissão e graça é o seu profeta. “Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça, então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3, 12-22)” (site: gospelprime).

Jamais menospreze a palavra profética como nos exorta o apóstolo Paulo (1Ts 5.20), pois somente assim poderemos ser felizes (Pv 29.18).



CONCLUSÃO

O ministério do profeta sempre foi de suma importância para o povo de Deus. O Senhor criou esse ministério para que o seu povo não ficasse sem uma direção e orientação.

A igreja deve sempre ter os seus ouvidos atentos àqueles que proclamam com ousadia e autoridade a Palavra do Senhor de forma pura, sem misturas com conceitos, ideologias ou políticas humanas.

Valorize os profetas de Deus na Casa do Senhor, mas não os adore. Não fique andando atrás deles, pois quando o Senhor quiser lhe falar Ele os enviará a você.

Jamais despreze as profecias, quer sejam mediante o dom da profecia, quer sejam mediante o ministério profético de pregação da Palavra, pois “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é bem-aventurado” (Pv 29.18).

Que o Senhor nos abençoe.



GLOSSÁRIO

Basilares – básicas, fundamentais, principais.

Escopo – alvo, objetivo, meta.



BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo Pentecostal, Edição de 1995, SBB e CPAD.

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, R. N. Champlin e J. M. Bentes, Volume 1, pg. 239-243, Ed. Candeia,

HTTP://ESTUDOS.GOSPELPRIME.COM.BR/O-DOM-MINISTERIAL-E-DOM-DE-PROFECIA/

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Apologética dos Milagres

A Questão dos Milagres Hoje


Sempre se levanta a questão se a igreja moderna pode desfrutar do mesmo poder de realizar milagres como ocorria no início do NT. Deve-se considerar que Deus é onipotente e pode capacitar os seus para realizar milagres hoje. Apesar de estar claro pela história que Deus parou de operar através de “sinais” no final do NT, os milagres continuam acontecendo. Ocorrências bem comprovadas de curas milagrosas aconteceram e continuam acontecendo em nossos dias. Entre o povo das tribos, estes milagres serviram para comprovar a mensagem e o mensageiro, em sua primeira apresentação do Evangelho. Naquelas mesmas tribos os milagres aparentemente não ocorreram com tanta freqüência depois que a igreja se estabeleceu. Isto não significa que os milagres não ocorreram ou não ocorrerão sob outras condições.

O dom de realizar certos tipos de milagres está sempre relacionado à condição espiritual da igreja, e é confirmado que se a igreja dos nossos dias fosse mais espiritual, ela poderia exercer os dons como fez a igreja do primeiro século. Veja, entretanto, que a igreja de Corinto estava exercendo os preciosos dons, mesmo vivendo em uma condição carnal. Além disso, 1 Coríntios 12 deixa claro que nem todos recebem do precioso Espírito os mesmos dons, mas são dados dons variados aos diferentes membros do Corpo de Cristo. Aparentemente, os dons são concedidos de acordo com a soberana vontade de Deus, e não necessariamente de acordo com a espiritualidade do vaso (veja Dons Espirituais). Deve-se lembrar que alguns dos homens mais espirituais na Bíblia Sagrada - como, por exemplo, Abraão e João Batista (que foi cheio do Espírito desde o ventre materno) - não realizaram milagres. E o apóstolo Paulo nem sempre realizou milagres; lembre-se de que ele deixou Trófimo doente em Mileto.

Fica claro pelas Escrituras, que a realização dos milagres apostólicos em geral está relacionada a um programa ou cronograma Divino. Pode muito bem ser que alguma outra grande manifestação de milagres ocorra nos últimos dias antes da volta de Cristo. No Sermão do Monte das Oliveiras, o Senhor Jesus Cristo profetizou que falsos profetas e cristos realizariam milagres, e seriam tão astutos que, se fosse possível, enganariam até os próprios escolhidos (Mt 24.24). Outras indicações semelhantes podem ser encontradas em 2 Tessalonicenses 2.9 e Apocalipse 13.12-15 (cf Mt 7.21-23). Se no plano de Deus as falsas operações de milagres deverão ser neutralizadas, podemos presumir que Deus permitirá aos crentes uma nova demonstração apostólica de sinais Divinos e maravilhas com esta finalidade específica.

Jamais nos esqueçamos de que o Senhor é o mesmo ontem, hoje e eternamente, e assim busquemos, recebamos e desfrutemos os seus milagres hoje.



Fontes Não-Cristãs de Poder para Operar Milagres

Já observamos que, no final dos tempos, os milagres serão realizados pelo poder demoníaco. Podemos presumir que o trabalho de Simão, o mágico; e Elimas, o encantador, deveriam ser classificados na mesma categoria (At 8.9-24; 13.6-12), assim como no caso dos mágicos egípcios que competiram com Moisés (Êx 7–8). Para uma discussão sobre esse assunto veja a obra de M F. Unger, Biblical Demonology.

sábado, 16 de outubro de 2010

Matéria de Apologética

A Plausibilidade dos Milagres


O homem que vive na época da ciência tem dificuldade de aceitar os milagres. Desde o início da nossa época de escola, ficamos impressionados com a lei natural - com a constância ou uniformidade das operações do universo. Quando crescemos e começamos a desenvolver um mundo e uma visão da vida por nós mesmos, um conflito surge entre este ponto de vista sobre a natureza e o sobrenatural. Como podemos resolver esta questão? Podemos aceitar os milagres?

O fundamento para a solução de qualquer problema desta natureza é uma visão adequada de Deus. Uma forma de começar a chegar a este conceito é através de argumentos filosóficos para a existência e a natureza de Deus.

a) Argumento Ontológico. O primeiro deles é o argumento ontológico, aquele que simplesmente afirma e argumenta que o homem tem dentro de si a idéia de um ser perfeito. Se este ser é perfeito, ele deve existir porque a perfeição inclui existência. Alguns filósofos alegam que é impossível discutir a existência real a partir de um pensamento abstrato; mas Hegel, dentre outros, sentiu que o onto-lógico era o argumento supremo para a existência de Deus.

b) Argumento Moral. Kant, por outro lado, acreditava que o argumento moral era o mais importante. Começando com o “deve” ou com um imperativo categórico no homem, ele defendia a existência de um ser que tinha o direito absoluto de comandar o homem - um legislador e juiz. Outros expressam este argumento de forma diferente, e sustentam que a ampla divergência entre a conduta do homem e sua presente prosperidade requer um acerto de contas no futuro, o que por sua vez requer um juiz absolutamente justo. Contudo, alguns que utilizam o argumento moral enfatizam que a alma ou o espírito religioso no homem exige um objeto pessoal que seja infinito, ético e que possa ser conhecido.

c) Argumento Cosmológico. Um terceiro argumento é chamado cosmológico ou argumento da casu-alidade. Cada parte do universo é dependente de algo. Nem mesmo o universo é eterno, mas é um acontecimento, e por isso deve ter uma causa. O argumento retorna através da relação de causa e efeito à causa que não foi induzida, e Àquele que é auto-existente. Ao pensarmos na causa do univer-so, concluímos que: (1) seja qual for a sua causa, o universo é algo real; (2) o próprio universo é uma grande causa que pode ser infinita; (3) esta causa deve ser livre ou autodeterminada; (4) deve ser uma causa única ou unificada; se existissem muitos deuses, eles estariam necessariamente trabalhando juntos.

d) Argumento Teológico. Um quarto argumento é o teológico. Há uma ordem, um ajuste, e um pro-jeto visível em todos os lugares no universo. Existe a evidência de um projetista do universo. A partir deste argumento, podemos concluir que: (1) este Criador deve ter um grande poder; (2) Ele deve ter grande inteligência; (3) a partir de uma inteligência tão grande, podemos concluir que este Glorioso Ser possui a sua personalidade e autoconsciência. Através de uma cuidadosa consideração, podemos ir mais além nestes argumentos teístas chegando a uma possibilidade, a uma probabilidade, e até mesmo a uma alta probabilidade de um teísmo total: uma crença em um Deus pessoal, sobrenatural, e onipotente. Embora possamos chegar a certezas morais, não poderíamos chegar à verdadeira certeza intelectual sem restar nenhuma dúvida intelectual por parte do indivíduo. A certeza intelectual a respeito de um Deus pessoal e ético só pode ser alcançada através dos fatos da revelação cristã, e, de forma conclusiva, apenas através de uma experiência interior com Deus. Não é razoável concluir que o onipotente projetista do universo não teria poder para revelar a si mesmo, ou que não teria interesse em se revelar às suas criaturas (isto é, através da Palavra escrita, a Palavra Viva). Uma vez que admi-timos a existência de Deus, não podemos negar a sua atividade sobrenatural no universo, no tempo e no espaço. Boettner comenta. “Se a oposição ao sobrenatural for realizada de forma consistente, ela não pode apenas negar os milagres, mas deve levar a pessoa diretamente ao agnosticismo ou ao ate-ísmo. A pior e mais acentuada inconsistência para o modernista é admitir a existência de Deus e, contudo, negar os milagres registrados nas Escrituras, por considerar que estes se opõem à lei natural. Uma pequena reflexão deveria convencer qualquer um de que uma concepção teística do universo como um todo coloca em risco a crença nos milagres” (Loraine Boettner. Studies in Theology, p. 53). Porém muitos encontram pouca ou nenhuma ajuda nos argumentos teístas para o estabelecimento dos milagres. Então considere uma outra abordagem. olhe as próprias leis da natureza. O que elas são? Será que elas impedem a possibilidade dos milagres? Quanto ao caráter das leis da natureza, Boettner observa. “Elas não são por si só forças na natureza, mas simplesmente declarações gerais do modo como estas forças atuam, de maneira que possamos ser capazes de observá-las. Elas não são forças que governam toda a natureza forçando a obediência, mas sim meras abstrações sem uma existência concreta no mundo real” (ibid., p. 61). Nesse mesmo ponto, C. S Lewis conclui. “Temos o hábito de falar como se as leis da natureza induzissem os acontecimentos; mas estes nunca foram induzidos... E estas leis não induzem; elas ditam o padrão a que cada acontecimento – se é isto que está sendo considerado como indução - deve se adequar, assim como as regras da aritmética definem o padrão a que todas as transações com dinheiro devem se adequar – se houver algum dinheiro. Assim, por um lado, as leis da natureza cobrem todo o campo do tempo e do espaço; e, por outro, o que elas deixam de fora é precisamente o universo real e inteiro - uma torrente incessante de eventos que fazem a verdadeira história. Isto deve vir de algum outro lugar. Pensar que as leis podem produzir, é como pensar que você pode criar dinheiro verdadeiro apenas fazendo contas” (Lewis, op. cit., p. 71). Então deve ficar claro que as leis da natureza são meramente observações da uniformidade ou da constância na natureza. Elas não são forças que dão início à ação. Elas simplesmente descrevem a forma como a natureza se comporta – quando o seu curso não é afetado por um poder superior. No plano humano, observamos uma constante introdução de novos fatores ou forças para interferirem no curso normal da natureza. É contrário às leis da natureza, imensos navios de aço flutuarem, ou aeronaves pesando toneladas voarem. Outros fatores têm sido introduzidos. De acordo com as leis da natureza, produtos químicos misturados em certas quantidades produzirão um composto benéfico para o homem. Se outra força, como o calor ou outro produto químico for introduzido, o resultado pode ser uma explosão ou um veneno mortal. O homem está constantemente realizando “milagres” à medida que interfere na natureza. Milhares de suas invenções aparentemente violam as leis da natureza. Será que Deus é menos do que o homem? Lewis chegou a uma boa conclusão. “Quanto mais certos estivermos da lei, mais claramente saberemos que se novos fatores forem introduzidos, o resultado variará. O que não sabemos, como cientistas, é se o poder sobrenatural pode ser um desses fatores... O milagre é, sob o ponto de vista do cientista, uma forma de tratar, e até mesmo de falsificar (como alguns preferem), ou mesmo de trapacear. Ele introduz um novo fator na situação, ou seja, a força sobrenatural que o cientista não tinha avaliado” (ibid., pp. 70-71). Não precisaria haver um conflito básico entre ciência e religião. “A ciência... para a maioria agora, mostrou claramente que procurar descrever uma ordem na natureza não implica em negar um fundamento da natureza” (C. J. Wright, Miracle in History and in Modern Thought, p. 178). Há uma tendência crescente de se reconhecer que a ciência é uma coisa e a religião é outra. A ciência procura descrever o fenômeno e desenvolver novas invenções no mundo físico. Ela tenta responder à pergunta “Como?” A religião procura descrever o fenômeno e ampliar os horizontes no mundo espiritual. Ela busca as razões que estão por trás do fenômeno. Ela se esforça para responder à pergunta “Por quê? A ciência e a religião podem se harmonizar através de uma abordagem inteligente do problema. Fica claro que uma harmonização é possível pelo fato de muitos cientistas proeminentes em nossos dias serem totalmente sobrenaturalistas – crentes em milagres. A dificuldade vem quando os homens “agem sob a hipótese de que os milagres são algo impossível de acontecer”. Assim, uma visão ateísta de mundo se torna o critério da história. Ao invés de examinar o mundo para obter uma visão de mundo, os incrédulos usam as suas visões de mundo para tentar construir a história do mundo, e a história que eles construíram é autocontraditória” (Gordon H. Clark, “The Ressurrection”, Christianity Today, 15 de abril de 1957, p. 19). Uma defesa dos milagres no final do séc. XX requer um entendimento da opinião e do pensamento moderno. Por algum tempo houve uma tendência de abandonar a posição extrema de uma negação dos milagres. Na virada do século, Adolf Harnack, um grande liberal, escreveu. “Muito do que foi rejeitado anteriormente tem sido re-estabelecido sob uma investigação mais profunda, e à luz da experiência geral. Quem hoje, por exemplo, poderia desprezar ou escrever apenas resumidamente a respeito da obra de curas miraculosas como aquelas que são descritas nos Evangelhos, como faziam os eruditos de antigamente?” (Adolf Harnack, Christianity and History, p. 63). Desde a sua época, estabeleceu-se uma tendência ainda maior nessa direção. O antigo liberalismo não tinha uma mensagem para o mundo que estava convulsionado e chocado devido a duas guerras mundiais, a corrida das armas nucleares, as guerras frias e quentes entre o Ocidente e o Oriente, os constantes conflitos no Oriente Médio, e os desafios da era espacial. Gradualmente, os baluartes do antigo liberalismo desmoronaram diante dos mundos em colisão, e dos ataques da neo-ortodoxia ou do neo-supernaturalismo. A lei da relatividade de Einstein, e outros fatores, modificaram o antigo conceito Newtoniano do universo, e outras variáveis foram introduzidas, o que abriu a porta para um retorno à posição conservadora sobre os milagres. Isto não significa que o mundo esteja sendo convertido a um cristianismo conservador, mas que a crença em milagres tem sido muito mais intelectualmente respeitada do que costumava ser. Podemos então concluir que uma crença nos milagres não é apenas plausível nos nossos dias, mas que é a única esperança para uma humanidade presa no redemoinho do poder político e de uma iminente guerra atômica. Sem o elemento miraculoso, o cristianismo não teria uma mensagem e nem um consolo para a nossa era. Um Jesus que é simplesmente um mártir da verdade, um príncipe dos filantropos, um modelo de professores éticos, não poderia apresentar aos homens mais do que um idealismo conhecido e desgastado. A única resposta para os mares agitados da vida é um Salvador que possa dizer, “Cala-te, aquieta-te” (Mc 4.39). A única esperança para a vitória sobre o poder de Satanás, é Aquele que os demônios reconhecem e obedecem. A única esperança para o corpo nesta vida e na próxima reside naquele que é o Senhor da vida e da morte. A única esperança para a alma descansa naquele que morreu pelos nossos pecados, ressuscitou e ainda vive para interceder por nós.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Razão versus emoção não, razão filha da emoção sim.

A razão enlouquece, mas a emoção enriquece.

Viaje na poesia da Palavra de Deus e se emocione com o que os racionalistas chamam de loucura do evangelho.

A arte faz bem à alma porque sonha com o que não existe e projeta o impossível e por isso ela se parece tanto com a fé. Já o racionalismo se prende à mediocridade desse mundo e não consegue conceber nada além daquilo que pode ver. Contudo me pergunto: quem é louco? Aquele que tem uma perspectiva ampla do pensamento, racional e imaginativo, ou o escravo de uma fixação por uma única forma de pensar?

É importante frisar que tudo aquilo que a razão provou começou com uma suposição imaginativa. Portanto, quem depende de quem?

Não há descoberta científica que não tenha sido fruto de uma suposição imaginativa ou do acaso. A razão nasce da emoção e não o contrário.

Razão sem emoção é filha sem mãe. Órfã, entregue às agruras de uma existência sem proteção, apoio ou amor. Sem um seio que a amamente. A razão se alimenta da emoção e cresce sempre mais forte quando a sua mãe está por perto, cuidando dela.

Como dizia G. K. Chesterton, poetas não enlouquecem, mas jogadores de xadrez e matemáticos sim. A saúde da razão está na emoção. Chesterton afirma que os homens devem duvidar de si mesmos e jamais da verdade, mas os homens de hoje estão seguros de si e duvidosos da Verdade. Devíamos duvidar mais de nós mesmos e menos da Verdade, pois quando duvidamos de nós então vamos buscar sempre mais da Verdade e quando estamos seguros de nós mesmos nos acomodamos com a mediocridade do que já sabemos.

Sendo assim, cultive sua vida emocional e não negocie o inegociável. Você pode duvidar até de si mesmo, mas jamais deve duvidar da Verdade.

Pastor Ioséias Carvalho Teixeira.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Escatologia - As Setenta Semanas

As Setenta Semanas de Daniel




Elementos da Profecia

Ver Daniel 9:24. O Profeta decretou 70 semanas (para serem calculadas em anos, um dia representando um ano) para cumprir um período crítico na história de Israel. Os elementos a serem alcançados:

1- Acabar com a transgressão através da missão do Messias

2- Pôr fim aos pecados

3- Efetuar a reconciliação

4- Trazer a retidão eterna

5- Selar a visão profética

6- Ungir o mais Santo, o Messias.

De modo geral , estes intérpretes seguem as idéias da interpretação tradicional. Mas eles fazem um grande parêntese entre as semanas 69 e 70, preservando a última semana para depois do arrebatamento da igreja. Esta semana será (segundo a idéias deles), o tempo do poder do anticristo.


Este último método de interpretação será analisado mais detalhadamente neste estudo, tendo em vista ser o mais aceito entre os cristãos atualmente.



A conversão de Israel

Estudando as setenta semanas de Daniel teremos um quadro geral sobre Israel, sua rejeição ao Messias, sua dispersão e reconciliação final ao aceitarem o Messias.



1- Daniel lê a Bíblia (Dn 9:2). O povo judeu se encontrava cativo na Babilônia.

a) Quando lia o livro do Profeta Jeremias, Daniel encontrou a passagem que diz a respeito da promessa de Deus em restaurar Israel (Jr 25:11-13)

b) Buscou a Deus em jejum e oração para entender a revelação desta palavra (Dn 9:2-19)

c) Deus enviou o anjo Gabriel para declarar a interpretação deste mistério (Dn 9:21,22)

d) Deus ouviu a oração de Daniel. “És mui amado” (9:23).



2- A Explicação das Semanas

a) Setenta Semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a cidade santa (Dn 9:24a)

b) Estas semanas eram de anos (Lv 25:8; Nm 2:5; Ez 4:6)

c) Setenta semanas somam 490 anos



3- Durante estes 490 anos sucederiam 06 coisas:

a) Extinguir a transgressão

b) Dar fim aos pecados

c) Expiar a iniquidade

d) Trazer a justiça eterna

e) Selar a visão e profecia

f) Ungir o santo dos santos



Tem-se passado mais de 2500 anos e ainda não se cumpriram estas coisas. Por quê?



4- Explicação deste Mistério

a) Com a morte de Cristo, Deus colocou um intervalo na história

b) As 70 semanas são concernentes ao povo de Israel

c) Deus não revelou o período da Igreja aos profetas

d) Este é o período de graça que breve se findará (Rm 11:31)

e) Por isso há um intervalo entre a 69ª semana e a 70ª semana que só Deus sabe o tempo de sua duração (Rm 11:11,25)

f) Este intervalo se encerrará com o Arrebatamento da Igreja (Rm 11; II Ts 2:7; I Ts 4:16,17)



5- a divisão das Setenta Semanas (Dn 9:25-27)

a) Desde a saída da ordem ... 07 semanas (49 anos – 445a.C.)

• este período iniciou-se no reinado de Artaxerxes (Nm 2)

• a reconstrução levou aproximadamente 49 anos

b) Até o Messias o Príncipe 62 semanas somam 434 anos

• 07 semanas mais 62 semanas somam 483 anos

• até o Messias (ano 33 A.D.)

• ao ser tirado o Messias Deus colocou um intervalo na história (a época da Igreja) que não foi revelada aos profetas.



6- A última semana de Daniel (Dn 9:27)

a) Este é o período que ocorrerá imediatamente após o Arrebatamento da Igreja. Festa de anos é o período chamado : “A Grande Tribulação”

b) No versículo 27 notamos cinco coisas que acontecerão na última semana de anos, ou seja, os sete anos do reinado do anticristo, “no tempo do fim”

• Ele, o príncipe do versículo 26, fará uma aliança com os judeus por 07 anos;

• A aliança será quebrada na metade da semana. Isto é, após três anos e meio (Ap 11:2,3,9; 12:6,14; 13:5)

• A grande tribulação será terrível, principalmente para o povo judaico. “Sobre as asas da abominação virá o assolador”(Mt 24:15-22)

• Anticristo, dominará... até a consumação (Ap 6:2; 16:17)

• “E o que está determinado será derramado sobre o assolador”. Cristo aparecerá para destruir o anticristo e livrar o povo judeu que o receberá como Messias.



7- A Conversão de Israel (Rm 11:26)

a) Após Ter rejeitado o Messias Israel foi disperso pela face da Terra

b) Mas Deus havia prometido que os traria de volta à sua terra (Is 27:6)

c) A visão de Ezequiel cumpre-se literalmente em nossos dias (Ez 37)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Matéria de Apologética

A Natureza do Miraculoso


Visto que o termo milagre é popularmente aplicado a ocasiões incomuns, até mesmo por aqueles que professam não acreditar no sobrenatural, nem sempre é fácil atribuir o verdadeiro significado bíblico à palavra. É provável que a definição mais simples seja. “Uma interferência na natureza por um poder sobrenatural” (C.S Lewis, Miracles, p.15). Uma definição de Machen também é útil. “Um milagre é um evento no mundo exterior, que é trabalhado pelo poder imediato de Deus” (J. Gresham Machen, The Christian View of Man, p.117). Com isto ele quer dizer que uma obra Divina é milagrosa quando Deus “não usa meios, mas utiliza o seu poder criativo, como o utilizou quando fez todas as coisas a partir do nada” (loc. cit.). Em outras palavras, um milagre acontece quando Deus dá um passo para fazer algo além do que poderia ser realizado de acordo com as leis da natureza, do modo como a entendemos, e que na verdade pode estar em desacordo com elas e ser até uma violação delas. Além disso, um milagre está além da capacidade intelectual ou científica do homem.



Termos Gregos

Quatro palavras gregas aparecem nos Evangelhos para descrever as obras sobrenaturais do Senhor Jesus. teras (traduzido como “maravilha”) fala do seu caráter extraordinário; sēmeion (“sinal”) simboliza a verdade Celestial e indica a imediata conexão com um mundo espiritual mais elevado; dynamis (“poder”) descreve um exercício de poder Divino e demonstra o fato de que forças superiores penetraram e estão trabalhando neste nosso mundo inferior; ergon (“trabalho”) se refere aos feitos miraculosos que Cristo veio realizar. Os primeiros três desses termos estão reunidos em Atos 2.22. “A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas [ou milagres, dynamesi], prodígios [terasi] e sinais [sēmeiois], que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (veja W. Graham Scroggie, A Guide to the Gospels, pp.203-204).



O Propósito dos Milagres

Alguns tendem a ver os milagres como eventos isolados na vida dos profetas ou do Senhor Jesus Cristo. Presumivelmente, o desespero medonho de uma pessoa, a seriedade de uma situação, ou a iniciativa de Elias ditaram se um milagre deveria ou não ser realizado. Mas os milagres não estão espalhados em uma confusão geral ao longo da Bíblia Sagrada. Eles estão caracterizados em quatro períodos na história bíblica: os dias de Moisés e Josué, Eliseu e Elias, de Daniel, da igreja primitiva, e do próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em cada caso, os milagres serviram para dar crédito à mensagem e ao mensageiro de Deus, em ligações importantes no desenvolvimento da tradição judaico-cristã. Eles também preservaram a verdade de Deus da extinção.

a) Moisés. Moisés era um estranho ao seu povo e precisava de alguns meios para demonstrar que havia sido enviado por Deus para guiá-los, tirando-os da escravidão. Além disso, ele precisava de uma forma de persuadir Faraó a libertar os israelitas escravizados. E é claro, uma vez que Deus guiou os israelitas para fora do Egito, Ele tinha que exercer um poder miraculoso para passar com milhões deles pelo deserto até Canaã.

b) Eliseu. Eliseu e Elias ministraram a Israel em uma época em que a adoração ao bezerro e a Baal ameaçavam exterminar a fé no Deus verdadeiro. Atos milagrosos mostraram que a mensagem dos profetas era verdadeira e digna de crédito, e que o Deus deles era o único Deus verdadeiro. Este fato fica especialmente claro no confronto entre Elias e os profetas de Baal no Monte Carmelo.

c) Daniel. Daniel e seus associados foram impulsionados às posições de liderança, no dia em que o templo e o poder político judeu foram destruídos, e quando uma grande porcentagem de membros e líderes da comunidade hebraica foi exilada da sua terra natal. Muitas questões devem ter passado pela mente dos exilados. Deus não existe mais? Ele estava sempre com eles? Os assírios e babilônios estavam certos quando zombavam, dizendo que o deus deles era mais poderoso do que o Deus dos hebreus? O Deus hebreu era um Deus local capaz de proteger seus adoradores apenas na Palestina? Será que Deus ainda tinha poder, agora que o seu templo estava destruído, e não tinha mais aonde habitar? Daniel e seus associados estavam enganados em sua visão a respeito de Deus e de seu poder? Os milagres realizados na Babilônia responderam várias vezes a todas essas perguntas. O Deus Celestial era o único verdadeiro, universal em seu poder e amoroso em sua terna supervisão para com os seus. Ele honrou o testemunho dos seus servos fiéis; mostrou que a imagem de Nabucodonozor não era nada quando comparada ao seu poder; Ele abateu Belsazar no exato momento em que este ousou profanar as vestes sagradas do templo e ridicularizar a Divindade judaica. Um povo tirado da sua terra natal e de seus padrões normais de adoração precisava de tal demonstração de poder para suportar os seus dias de cativeiro. O fato dos hebreus não se assemelharem à população mesopotâmia, mas manterem a sua nacionalidade distinta, por si só é um milagre. É ainda mais notável que tantos que vieram à Mespotâmia como prisioneiros de guerra e escravos, tenham se tornado proeminentes na sociedade babilônia e persa. Descobertas arqueológicas atestam este fato de uma forma incrível.

d) Jesus. Durante o ministério terreno de Jesus, Ele usou os milagres para demonstrar a sua Divindade, para provar que era o Enviado de Deus, para sustentar o seu Messianato, para ministrar com compaixão às multidões necessitadas, para guiar seus seguidores à fé salvadora, para evidenciar um renascimento espiritual interior (como no caso da cura do paralítico, Mc 2.10,11), e como um auxílio na instrução e preparação de seus discípulos para o ministério que eles estavam prestes a desempenhar (por exemplo, Mc 8.16-21). E também está claro que os milagres da encarnação, ressurreição e ascenção são parte integrante da provisão Divina da salvação para a humanidade.

Depois que o Senhor Jesus Cristo ascendeu ao Céu, os seus discípulos começaram a pregar em seu Nome, interpretando os acontecimentos de sua vida e especialmente de sua morte, escrevendo aos seus convertidos mensagens que traziam em si a autoridade do Espírito Santo.

Então a questão da comprovação (ou da autenticação) surgiu mais uma vez. Eles eram verdadeiros mensageiros de Deus, interpretando corretamente a mensagem e a obra de seu Filho? Os seus pronunciamentos deveriam ser tratados como se fossem inspirados? Os milagres ajudaram a responder estas perguntas de forma afirmativa.



Fonte: http://izaiasneubaner.multiply.com/journal/item/63/63

sábado, 11 de setembro de 2010

O MAL EXISTE?

Embora eu não tenha certeza se esse texto é um relato verídico penso que ele traz uma boa reflexão acerca do problema do mal.
Por favor, leia a analise.



Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:

“Deus criou tudo o que existe?”



Um aluno respondeu com grande certeza:

-Sim, Ele criou!



-Deus criou tudo?

Perguntou novamente o professor.



-Sim senhor, respondeu o jovem.



O professor indagou:

-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?



O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.



Outro estudante levantou a mão e disse:

-Posso fazer uma pergunta, professor?

-Lógico, foi a resposta do professor.



O jovem ficou de pé e perguntou:

-Professor, o frio existe?

-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?



Com uma certa imponência rapaz respondeu:

-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.



-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.

O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!



O estudante respondeu:

-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!



Continuou:

-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.

Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.



Finalmente, o jovem perguntou ao professor:

-Senhor, o mal existe?



Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:

-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!



Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:

-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.



Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça

permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?



E ele respondeu:

Albert Einstein…

sábado, 4 de setembro de 2010

O PROCESSO DE ADMINISTRAÇÃO

A administração eclesiática exige certos conhecimentos que nos permitirão a execução de um trabalho bem sucedido. A esse conhecimento denominamos "Processo de Administração".
Existem quatro aspectos essenciais no gereciamento administrativo:
PLANEJAR - predeterminar um curso de ação.
ORGANIZAR - colocar as pessoas certas nos lugares certos para alcançar determinados objetivos.
LIDERAR - Suprir as necessidades dos seus liderados de forma que eles possam produzir de forma efetiva.
CONTROLAR - Assegurar-se de que o desempenho esteja de acordo com o planejado.

O planejamento adequado exige a obsrvância de cinco elementos essenciais:
Oração - Para que Deus te dê a visão clara daquilo que Ele quer que você faça.
Definição de Ojetivos - Determinar e registrar o que deve ser  realizado.
Programa - Aqui definimos como os objeivos serão alcançados.
Agenda - Nesta etapa você determina quando as diferentes partes do plano devem ser realizadas.
Orçamento - Por fim, você irá orçar quantas pessoas, quanto dinheiro e outros valores serão necessários e como eles devem ser supridos. Orçamento é mais que simplesmente dinheiro. Você estabelece quanto dinheiro vai precisar e como ele será obtido. Também determina quantas pessoas você  precisará e como irá recrutá-las e treiná-las. Tudo isso deve ser orçado.

A organização correta envolve colocar pessoas certas no lugar certo a fim de cumprir os objetivos.
Isso implica em ter uma estratégia antes da estrutura.
Organizar aproveitando os agrupamentos naturais (reúna o grupo por afinidade; ou seja, coloque amigos trabalhando juntos).
Ser específico, as pessoas precisam saber o que devem e o que não devem fazer.
Evite extremos. Nunca seja demasiadamente exigente nem permissivo. Estabeleça objetivos mensuráveis, mas não simplórios.

A liderança é a tarefa que o lider tem de suprir as necessidades dos seus liderados de forma que eles possam desempenhar suas funções a contento.
O líder é alguém que sabe para onde vai. Seus objetivos são claros. E ele também conhece cada um dos que estão a acompanhá-lo.
A liderança é exercida por uma pessoa que está profundamente contagiada por uma visão e faz dessa visão uma missão. Todo visionário é por excelência um missionário.
O líder também é alguém que tem interesse em idéias, mas principalmente em pessoas.
Em suma, o líder não é alguém que aponta o caminho, mas que vai à frente e é seguido pelo exemplo de sua caminhada.

A parte final  é a do controle.
Controlar é estabelecer padrões de desempenho. Avaliar os resultados. Fazer correções.
Haverá momentos em que o líder deverá se sentar para dizer aos liderados o que ele espera deles e depois avaliar se tal expectativa foi alcançada, caso não, talvez seja necessário uma correção na meta, no método de trabalho ou até mesmo na mudança de pessoas.

Quando cumprimos os princípios da liderança podemos não nos ver livres de problemas ou imprevistos. Contudo, tais problemas serão cada vez mais raros.
Aplique os princípios aqui expostos e depois avalie os resultados.
Deus te abençoe.

Pastor Ioséias.
04 de setembro de 2010.

sábado, 10 de julho de 2010

Por que tanta violência?

Os últimos dias tem sido marcados por notícias horríveis. Assassinatos hediondos cometidos por motivos torpes e fúteis. E o pior, isso já não abala tanto as pessoas. Já não choramos mais , chocados com acontecimentos tão bárbaros. Estamos nos tornando insensíveis e indiferentes.
Choramos por uma cena na novela ou no filme, mas não choramos pelos fatos reais que nos cercam. Choramos quando assistimos a depoimentos dramáticos de jogadores de futebol, atores, cantores e os mais diversos artistas lembrando momentos difíceis das suas vidas em programas de televisão, mas não choramos nem nos comovemos com o morador de rua da nossa cidade. Algumas vezes até os julgamos e recriminamos como "vagabundos", "preguiçosos", "desocupados" e coisas do tipo.
O que nos leva a agir assim? O que está fazendo de nós pessoas tão duras? O que leva um atleta consagrado a projetar, ordenar e participar da morte de sua amante? Sinceramente que eu não tenho uma resposta, mas penso que a Bíblia tem.
Literalmente estamos vivendo os últimos dias. Paulo disse que esses dias seriam caracterizados por pessoas que teriam como maior característica o fato de serem "egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem,  traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder" (2Tm 3.2-5 - NVI).  Ou seja, gente que pensa que merece tudo, que não suporta sofrer ou ser contrariado em hipótese alguma, e quando isso acontece tende a reagir negativamente e até violentamente. Para eles o que mais importa é a sua vontade não importando quem tenha que sofrer ou até morrer para que isso aconteça.
O Senhor Jesus, antecedendo a Paulo disse que "devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará" (Mt 24.12 - NVI), e é exatamente essa a realidade dos nossos dias. Temos vivido em um mundo mal, onde as pessoas já não se amam mais e a vida humana tem sido banalizada.
O que leva uma mãe a abandonar o seu bêbe recém nascido em uma lixeira? O que leva um pai a abusar sexualmente de sua filha de oito anos? Uma ingerência maligna ou meramente a expressão "natural" de uma pessoa completamente entregue a si mesma? Seria uma combinação das duas coisas? Não sei, posso até supor, mas sinceramente não sei. Contudo tenho uma certeza inabalável e inalienável: Essas atitudes são próprias da ausência de Deus nessas vidas.
Diante disso tenho uma resposta do por quê de tanta violência. Parafraseando José de Paiva Neto, é verdade que não haverá um mundo bom enquanto o homem for mal e não haverá homem bom sem Deus, pois "toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação" (Tg 1.17). Portanto a proposta para o fim de tanta violência é óbvia: O homem precisa se entregar ao senhorio de Cristo e viver em conformidade com a Sua doutrina revelada através da Escritura.
Só desta maneira teremos um mundo melhor. Entretanto, é preciso que, de fato, os homens "encarnem" a Palavra e a tornem a essência da sua vida e não apenas vivam em "aparência de piedade" como muitos fazem hoje. Cometem as mais absurdas coisas e depois aparecem com uma Bíblia na mão ou se dizendo crentes em Jesus, mas nunca mudam e nunca revelam o caráter de  Cristo em suas vidas.
Em suma, santidade é viver em conformidade com a verdade e isso é a única coisa que pode mudar o mundo.
Pense nisso, viva isso.
Pr. Ioséias.
11 de julho de 2010.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dia de Ação Social - Os advogados que prestaram assistência jurídica

Igreja Congregacional do Conforto - Volta Redonda

A ADORAÇÃO DO MÉTODO EM LUGAR DE DEUS

TEXTO: Números 21.4-9; II Re 18.4.
INTRODUÇÃO:
Nossa reflexão de hoje tem o objetivo de analisar um evento passado na vida de Israel e o método de atuação de Deus para aquele momento e como os homens perpetuaram o método do Senhor, valorizando-o acima do próprio Deus por vários anos.
Ainda iremos ver como o Senhor usou um homem para destruir o “método” e construir o novo de Deus através de uma relação de entrega e comunhão com o Senhor.
1. O PECADO DO POVO TRAZ PUNIÇÃO
a. O povo de Israel pecou gravemente contra o Senhor e contra Moisés acusando-os de tê-los levado até ao deserto para morrerem ali e chamando o maná de “pão tão vil” (Nm 21.5).
b. Com essa murmuração estavam dizendo que Deus não era justo nem capaz de lhes dar algo melhor.
c. O Senhor então se ira contra o povo e o pune com o envio de serpentes que receberam o nome de “ardentes” por causa da inflamação causada pela mordida venenosa (Nm 21.6) que causava a morte de suas vítimas.
2. O MÉTODO DE DEUS TRAZ SOLUÇÃO
a. Diante do juízo divino o povo de Israel se arrepende e confessa o seu pecado, pedindo ao seu líder que orasse por eles (Nm 21.8).
b. Lição: pecado confessado é pecado perdoado (Pv 28.13).
c. O Senhor, na sua misericórdia fornece o escape por meio de uma serpente de metal, indicando que a causa do pecado torna-se a forma através da qual o pecado é expiado (Nm 21.9).
d. Portanto, essa serpente de metal era o método de Deus para aquele momento específico e nada mais. Passado o período de juízo ela deveria ser descartada.
3. A ADORAÇÃO DO MÉTODO TRAZ DESOLAÇÃO
a. Passados cerca de 700 anos aquela serpente ainda estava no arraial do povo de Deus, e pior ainda, ela era adorada (II Re 18.4).
b. Devido ao fato de o Senhor haver feito um grande milagre por meio daquela serpente de bronze as pessoas passaram a adorar a serpente em vez do Senhor.
c. Assim também muitos hoje têm adotado uma postura semelhante à do povo de Israel adorando os métodos de Deus ao invés do Deus do método. Tornando sagrado aquilo que não é.
d. Muitos cristãos hoje estão vivendo com o pensamento no passado dizendo: “antigamente Deus agia assim e assim, hoje já não é a mesma coisa”, “antigamente a música era verdadeira adoração, hoje a música não é mais adoração”, “antigamente o ritmo de louvor era ungido, os ritmos de hoje não têm mais unção”, por aí vai.
e. Valorizar mais o método (tradição) do que o Senhor é pecado de idolatria.
4. A ADORAÇÃO AO SENHOR TRAZ SALVAÇÃO
a. O Rei Ezequias estava disposto deixar o método antigo para fazer algo novo para o Senhor e restituir a adoração a Ele (II Re 18.5).
b. Muito mais importante do que os métodos é a observância dos mandamentos do Senhor (II Re 18.6).
c. Por essa decisão de buscar a Deus acima de todas as coisas (II Re 19.1ss) o Senhor deu a Ezequias todas as condições de enfrentar o seu inimigo (II Re 19.32-34).
d. O Senhor então muda o seu método e lhe dá a vitória sem que ele nem mesmo desembainhasse a sua espada (II Re 19.35-37).
e. A lição ensinada aqui é que não importa quais os métodos os outros têm usado o Senhor nos dará um método específico para o trabalho que ele tem conosco.
f. Portanto, o que precisamos é orar mais para estarmos em perfeita sintonia com o querer de Deus para os nossos dias.
g. Quando adoramos ao Senhor com um coração aberto ele sempre nos revelará a estratégia correta para nós, nos restando apenas confiar e agir de conformidade com a Sua vontade.
CONCLUSÃO:
Embora o Senhor tenha feito coisas grandes e maravilhosas no passado por meio de determinados métodos de trabalho hoje Ele tem métodos novos para realizar coisas novas por nosso intermédio. Embora Deus esteja fazendo coisas maravilhosas em outros lugares por meio de seus servos, Ele tem outras coisas maravilhosas para nós onde estamos, pois cada povo vive uma realidade diferente. Embora Deus possa estar realizando coisas grandes por meio do método que Ele nos deu para esses dias é preciso estar atento ao Senhor, pois a cada dia Ele nos faz conhecer novos meios de Sua ação.
Não fique preso ao passado ou ao método. Prenda-se ao Senhor e às coisas novas que Ele sempre faz.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Quem somos e o que temos

TEMA: QUEM SOMOS E O QUE TEMOS.
Texto: Marcos 4.3-9

Introdução:
Todos foram chamados a semear em nome do Senhor. Porém, devemos conhecer a nossa “semente”, o “terreno” em que semearemos e a “semente” que em nós germina.

I- O semeador.
Tese I: Que tipo de semente você semeia.
“... aquilo que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6.7).

1. Semeadores do mal (Jó 4.8-9) - “..., os que lavram a iniqüidade e semeiam o mal, isso mesmo segam. Com o hálito de Deus perecem, com o sopro da sua ira se consomem”.

 Defraudadores, adúlteros, feiticeiros, mentirosos (Ml 3.5) – “Chegar-me-ei a vós para juízo, e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros e contra adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o trabalhador pervertem o direito da viúva, e do órfão e do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos”.

2. Semeadores de justiça (Pv 11.18b) – “... mas para o que semeia justiça haverá galardão seguro”.

 Verdadeiros, honestos, justos, puros, amáveis, de boa fama (Fp 4.8) – “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. ...e o Deus de paz será convosco”.

II- O Terreno
Tese II: Que tipo de coração temos.
“O homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (I Sm 16.7c).

1. Corações impenetráveis (v.15). – São aqueles que enrijecem seus corações à mensagem do Senhor, desprezando-a.

 “Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a palha se desfaz na chama, assim será a sua raiz, como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó, pois rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel” (Is 5.24).

2. Corações inconstantes e fracos (Hb 10.38; v. 16-17) – “Mas o justo viverá da fé. E se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (II Jo 9).

3. Corações orgulhosos e ambiciosos (v.18) – “Procuras tu grandezas? Não as procures” (Jr 45.5) / “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma. Então, o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20). / “Olhar altivo e coração orgulhoso, a lâmpada dos ímpios, é pecado” (Pv 21.4).

4. Corações dependentes de Deus (v. 20) – “..., o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (Sl 84.2).

III- A semente
Tese III: O que temos no íntimo. (Lc 16.15) – “Mas Jesus lhe disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. O que para os homens é elevado, perante Deus é abominação”.

1. Semente do pecado (Gl 5.19-21) – “As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, pelejas, dissenções, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus”

2. Semente do Espírito Santo (Gl 5.22-23) – “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”.

Conclusão
Sejamos semeadores de justiça, tenhamos corações dependentes de Deus e possuamos a semente do Espírito Santo.

Por: Pastor Ioséias C. Teixeira.