segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A contextualização da pregação bíblica



Estive pensando e lendo um pouco acerca do ofício de pregador.
Sempre fui apaixonado por esse ministério que, para mim, é, junto ao ministério de ensino, o mais importante para o crescimento e desenvolvimento na fé.
Durante minhas leituras e estudos encontrei um texto fabuloso do pastor Carlito Paes, acerca da contextualização da mensagem do Evangelho. Fiquei tão impactado com o conteúdo do texto que decidi compartilhar parte dele contigo aqui. Segue abaixo o que o pastor Carlito ensina sobre a contextualização da mensagem do Evangelho:

"Ao contextualizar a mensagem, portanto, lembre-se dos seguintes aspectos:
1. Todos querem ser amados. Pregue com amor. As pessoas já estão alquebradas pela crueldade e indiferença impostas pelo mundo. Pregue 'pastoreando', porque talvez o único cuidado pastoral que essas pessoas encontrem na semana seja sua mensagem. Elas precisam de misericórdia, de boas novas! Aponte o pecado e diga a verdade, sim, mas com amor. Se elas não encontrarem amor na pregação da Verdade, poderão se deixar seduzir por mensagens heréticas, espíritas, da nova era ou qualquer outra filosofia que lhes ofereça amor, acolhimento.
2. Todos desejam sentir-se úteis. Ao pregar, valorize a vida, as habilidades, o conhecimento, o trabalho das pessoas. Deus criou cada um de nós com um claro propósito. Diga isso às pessoas. Elas têm o direito de saber.
3. Todos buscam preencher o vazio interior. Não importa quão ricas ou bem-sucedidas sejam, as pessoas sem Jesus são vazias. Se alguém se propõe ouvir uma mensagem bíblica, certamente busca preencher um vazio espiritual, interior.
4. Muitos se sentem culpados. Há pessoas cujas vidas têm-se consumido pela culpa. Pense nisso antes de imputar mais culpa nesses corações. Você é mensageiro do perdão e da graça de Deus. As pregações de Jesus transmitiam encorajamento, boas novas para seus ouvintes.
5. Muitos estão sendo consumidos por sentimentos negativos. A amargura, a mágoa e o rancor causados por problemas interpessoais, familiares e afetivos têm assombrado a vida de muitas pessoas, levando-as a uma existência de medo, desespero e depressão. Mostre-lhes que é possível livrar-se de tais sentimentos. E a libertação tem início em Jesus, na decisão dela de aceitar a única esperança de vida. Pregue uma mensagem de renúncia ao passado, de libertação e traga as pessoas ao presente de fé, esperança, altruísmo e determinação.
6. Muitos sofrem por temer a morte. De um certo modo, todos tememos a morte: crentes ou não, pobres ou ricos, jovens ou velhos. Creio tratar-se de um sentimento natural, até porque Deus não nos criou originalmente para a dor, o sofrimento e a morte. Fomos feitos para a eternidade. Por isso, esse tema desperta a atenção das pessoas; todos se interessam, embora resistam a enfrentá-lo.
Nossa missão como pregadores é levar a Palavra a toda criatura. O convencimento cabe ao Espírito, mas a exposição da Palavra cabe a nós. Devemos fazer nossa parte, portanto, com eficiência e zelo. Somos o canal de comunicação, e ele deve apresentar o mínimo de interferência.
Esteja atento também à linguagem e vestimenta. Esses fatores podem agir como elementos facilitadores ou limitadores do processo de ensino-aprendizagem. Imagine pregar num culto de adolescentes num sábado à tarde trajando terno e gravata! Isso em nada contribuirá para sua interação com eles, não é mesmo?"

Esse tema é fundamental para que possamos exercer um ministério de pregação eficaz. 
Reflita sobre o que você leu acima e analise-se. Como anda seu ministério? Qual tem sido o alcance da sua pregação? Você está pastoreando pela pregação? Está ajudando pessoas ou tornando-as ainda mais deprimidas?
Essas perguntas são relevantes demais para serem desprezadas, afinal, todos daremos contas diante de Deus daquilo que fizemos com os dons que Ele nos deu.
Que o Altíssimo te abençoe.


Ioséias Carvalho Teixeira.
23 de setembro de 2013.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A Igreja que agrada a Deus conhece a si mesma e à graça de Deus



Sermão
série: A Igreja que Agrada a deus
 
VERDADE TEOLÓGICA
Agradamos a Deus quando reconhecemos nossa incapacidade de viver de forma justa e recebemos essa justiça por meio de Jesus, que nos capacita.
Ioséias Carvalho Teixeira


Leitura Bíblica Congregacional
romanos 3.10-17


I – O pecado perverte a personalidade (Rm 3.10-12).
a)    Não há justo – A perversidade inata ao ser humano deixa claro que todos somos maus.
b)    Não há quem entenda – Somos espiritualmente ignorantes.
c)    Não há quem busque a Deus – Somos rebeldes.
d)    Todos se extraviaram – Somos desobedientes.
e)    A uma se fizeram inúteis – Somos espiritualmente imprestáveis.
f)     Não há quem faça o bem – Somos moralmente corruptos.

II – O pecado perverte a conversação (Romanos 3.13,14).
A verdadeira característica da pessoa inevitavelmente vem à tona na conversação. A Bíblia está repleta de afirmações dessa verdade:
a)      Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Mt 12.34,35
b)      Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.
Mt 15.18
c)      A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada.
Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, só perversidades.
Pv 10.31,32
d)     Um ato de fala maldoso, uma expressão perversa do coração, corrompe cada órgão que é tocado, pois “o que sai da boca” contamina todo o homem (Mt 15.11).

III – O pecado perverte a conduta (Romanos 3.15-20).
a)    Aqui Paulo está citando o Profeta Isaías (59.7,8) falando a Israel. Portanto, não se trata de uma denúncia contra as perversidades pagãs, mas uma acusação formal contra as pessoas religiosas que criam em Deus.
b)    A frase “são és são velozes para derramar sangue inocente” descreve a tendência pecaminosa ao homicídio. Lembremos que Jesus ensina que o ódio é o equivalente moral do homicídio (Mt 5.21,22).
c)    Os pecadores naturalmente são atraídos ao ódio e aos seus resultados violentos. Isso pode ser visto com muita clareza em nossa sociedade.
d)    A perversidade humana é a imperfeição do próprio coração humano.
e)    A Lei carrega a sua própria condenação contra aqueles que não a guardam perfeitamente: “Maldito aquele que não confirmar as palavras dessa lei, não as cumprindo” (Dt 27.26; cf. Gl 3.10).

IV – O pecado perde o seu poder através da graça de Deus em Jesus (Romanos 3.21-27).
a)    O pecado escraviza o homem, mas a graça de Jesus nos oferece a justiça de Deus mediante a fé no Filho de Deus.
b)    Uma vez que somos todos pecadores só podemos ser justificados pela redenção realizada através do sangue de Jesus que gratuitamente se ofereceu por nós, para nos purificar dos pecados que cometemos  sob a paciência de Deus.
c)    Assim, Jesus é o único merecedor de honra e glória, pois não há nada em nós do que possamos nos gloriar. Somente o Senhor é justo e pode nos justificar mediante a fé nele.
d)    Por essa razão o homem não tem do que se gloriar, pois a lei das obras não pode ser cumprida por pecadores, somente a lei da fé (convicção moral, certeza).

Conclusão: 
A conclusão óbvia a que chegamos com Paulo é que nós somos declarados justos por Deus, sem nenhuma obra da lei. Deus não anula a Lei, antes justifica tanto gentios e judeus pela graça e nós estabelecemos o valor da Lei ao recebermos pela fé o seu cumprimento por meio de Jesus.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A apostasia como sinal da Vinda do Senhor Jesus Cristo



            INTRODUÇÃO:

            O presente estudo tem por objetivo analisar o significado do termo apostasia, e averiguar quais as suas implicações na vida da igreja e qual a sua relação com a volta de Jesus para buscar os seus eleitos.
            Longe de ser um estudo exaustivo sobre o tema, este documento apenas procura nos alertar para nossa condição de líderes da igreja do Senhor, pois conforme veremos, os dias atuais são fartos em casos de apostasias, conforme previu o próprio apóstolo Paulo em I Timóteo 4.1, nos alertando “(...)que, nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, (...)”[1].
            Se estivermos conscientes do grande perigo que nos ronda, teremos melhores condições de nos mantermos íntegros diante da missão que recebemos do Senhor, de mantermos a boa conduta e, sobretudo procurarmos nos apresentar a Deus aprovados, sem nenhum motivo de vergonha (cf. II Tm 2.15) [2].
            A igreja Cristo precisa estar atenta a estas recomendações bíblicas para que não aceite as falsas doutrinas que Satanás tem disseminado mundo afora. E que o povo santo não se corrompa, cedendo a um evangelho de facilidades e comodismos.
            Que o Altíssimo Deus nos ilumine a mente para que possamos nos manter puros no meio de uma geração perversa. Amém.


            DEFINIÇÃO DE APOSTASIA.

            Com base no original grego, apostasia (apostasia) significa rebelião, infidelidade, abandono. É cognata da palavra divórcio (gr. apostasion), que se refere a uma separação consciente, que envolve desgosto, insatisfação, e, em alguns casos, ódio e traição:
  Ela multiplicou todavia as suas prostituições, lembrando-se dos dias da sua mocidade em que se prostituíra na terra do Egito. E enamorou-se dos seus amantes, cujas carnes são como carnes de jumentos e cujo fluxo é como o fluxo de cavalos. Assim trouxeste à memória a apostasia da tua mocidade, quando os do Egito apalpavam os teus seios, os peitos da tua mocidade.                                                                                                                       Ezequiel 23.19-21[3]
            Diante da etimologia chega-se a conclusão que a apostasia é uma rebelião consciente contra Deus e sua vontade, e que envolve uma separação promovida pelo desgosto, insatisfação, e, sobretudo, traição, para com o Senhor e sua Palavra.


            QUEM PODE APOSTATAR?
           
            Se a apostasia consiste em uma separação de Deus e de sua vontade (sempre promovida pelo homem), então ela só pode acontecer no seio da igreja, pois, obviamente, só há divórcio entre duas pessoas que já foram íntimas, mas que agora já não querem mais viver juntas, talvez por um deles ter quebrado o pacto de casamento. Portanto, só o cristão pode apostatar da fé. E a história vem mostrando que a igreja vem apostatando de sua fé por várias vezes nesses dois mil anos de existência. Para exemplificarmos o que estamos afirmando, basta citar a paganização da igreja da Idade Média, que acabou gerando a Reforma Protestante; os cruzados ingleses, que ao invés de pregarem o evangelho aos árabes, invadiram a Palestina, matando-os em nome de Deus; mais recentemente tivemos uma situação muito semelhante, quando o presidente dos EUA, George W. Bush, para justificar uma guerra contra o Iraque, assumiu o púlpito de uma igreja para dizer que esta era “uma guerra de Deus contra o diabo”; e também os constantes conflitos entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte, onde os católicos têm sido massacrados pelos seus “oponentes” cristãos.
            Veja que aquele que quebrou o pacto do casamento, o fez por estar descontente com o seu relacionamento, ou por não reconhecer o grande amor que lhe é dispensado. Já aquele que foi traído com a quebra do pacto se vê inocente diante de tal situação, e pode tentar reatar tal casamento, porém, sempre dependerá também da vontade e do arrependimento do traidor nesse reenlace. Assim acontece entre o apóstata e Deus. O apóstata quebra o pacto de fidelidade com o Senhor, por encontrar algo que lhe satisfaça melhor o  ego, e o Senhor não tem culpa diante do pecado deste apóstata, pois Ele não mede esforços em amá-lo, porém, não é reconhecido em seu  amor. Para que o apóstata seja restaurado ele precisa arrepender-se e voltar ao único que o ama de verdade: o único Deus verdadeiro.
            Não é sem motivo que a analogia do casamento é usada com tanta freqüência na Escritura (Jr 2.32; Os 2.16-20; Jo 3.29; Ap 19.7; 21.2,9; 22.17).


            COMO A APOSTASIA ACONTECE?

            Há vários fatores que contribuem para o surgimento da apostasia. Entretanto, este trabalho se prenderá a apenas três destes aspectos, por considerá-los mais pertinentes ao que se  propõe analisar, e também, a fim de evitar uma extensa divagação que não chega a lugar algum. São eles:

1.      Perda do temor de Deus.

A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê, que mau e quão amargo é deixares ao Senhor teu Deus, e não teres o meu temor contigo, diz o Senhor Jeová dos Exércitos.
Jeremias 2.19[4]


                        O verbo temer (no hebraico yãre ) aparece por 330 vezes na Escritura, e em todos os períodos.
                    Basicamente, este verbo conota a reação psicológica de “medo” . (...) Não se trata de simples medo, mas de reverência, por meio da qual o indivíduo reconhece o poder e a posição do indivíduo reverenciado e lhe presta respeito formal. Nesse sentido, a palavra implica submissão a uma relação ética formal com Deus.[5]         
Essa perda de temor consiste em:
·         Não praticar a justiça, nem buscar a verdade.

Dai voltas às ruas de Jerusalém, e vede agora, e informai-vos, e buscai pelas suas praças, a ver se achais alguém, ou se há um homem que pratique a justiça ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei.
                                                       Jeremias 5.1[6]

·         Desatenção com a palavra do Senhor (desprezo à Bíblia).

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento. Porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.Como eles se multiplicaram, assim contra mim pecaram; eu mudarei a sua honra em vergonha                                                                                   Oséias 4.6,7[7]
2.      Retenção do engano.

Por que pois se desvia este povo de Jerusalém com uma apostasia contínua? retém o engano, não quer voltar.
                                                       Jeremias 8.5[8]

            A retenção do engano consiste, basicamente, na “criação” de “novas interpretações” da Escritura, rejeitando a interpretação coerente da mesma, afirmando e criando “doutrinas” e dogmas com base em textos isolados da Escritura.
            Um belo exemplo disso é o ensino da aniquilação da alma, baseado em Ezequiel 18.4,20, contrariando outros vários textos que afirmam que a alma fica plenamente consciente enquanto aguarda o dia do juízo, ou do arrebatamento (Lc 16.19-31; I Pedro 3.19; Ap 6. 9,10). 


3.      A criação de uma mensagem antropocêntrica (humanista) – II Timóteo 3.1-9.

A pregação do apóstata consiste em colocar o homem como o centro do universo, e seus desejos como algo que Deus tem a obrigação de conceder-lhes.
A mensagem não gira mais em torno daquilo que Deus espera do homem, mas daquilo que o homem pode obter de Deus.
Alguns hoje têm ensinado que nós precisamos amar a nós mesmos para depois amar os outros; porém, a Bíblia não diz isso, ela diz que você deve amar o próximo como já se ama (Mateus 19.19). o homem se ama naturalmente; caso contrário ele sofre de algum distúrbio psíquico.
Conforme o texto de II Timóteo 3 relata, os apóstatas são, sobretudo, “amantes de si mesmos”, mais “amigos dos deleites do que amigos de Deus”. Entretanto, o pior problema com eles, é que se parecem com homens e mulheres de Deus, “tendo aparência de piedade”.
Não estamos dizendo que o Senhor não cura mais hoje, ou que não dá mais riqueza a ninguém. Ao contrário, estamos afirmando que essas coisas são secundárias no plano divino para a humanidade. Se não fosse assim, Pedro e João, os dois grandes expoentes da igreja nascente de Atos 2, não teriam dito ao mendigo na porta Formosa (At 3) que não tinham ouro nem prata, pois com base na sua fidelidade eles deveriam ser milionários. E também não podemos nos esquecer de  Paulo. Será que o apóstolo dos gentios, e maior missionário da história da humanidade depois de Jesus, tinha algum problema espiritual que não merecesse ter retirado o seu espinho na carne?  (II Co 12.7). Ao contrário, a Escritura nos diz que tal espinho tinha uma função específica na vida do apóstolo: não permitir que ele se vangloriasse diante da grandeza das revelações.
Muitos “líderes” atuais estão pregando um evangelho de facilidade e comodidade. Um evangelho que mais se parece com jogar na mega-sena do que viver na dependência de Deus. Basta ter fé na fé; isto é, se você tem fé suficiente para obter tal coisa, então ela está determinada a ser sua (queira Deus, ou não), e se você não obteve aquilo que buscava, a resposta é imediata: você não teve fé suficiente.
Diante do foi apresentado acima, constatamos que a mensagem de hoje em muitos púlpitos tem sido humanista e antropocêntrica, não levando em consideração a soberania de Deus sobre a sua criação e sobre a sua igreja.


ENFIM; QUE RELAÇÃO HÁ ENTRE A VINDA DE JESUS E A APOSTASIA?

Para responder a esta pergunta o presente trabalho se atém, principalmente, no texto de II Tessalonicenses 2.1-12, onde Paulo se propõe a responder aos irmãos as questões concernentes à vinda de Jesus, à revelação da apostasia, e a manifestação do homem da iniqüidade, seu caráter, e sua derrota.

Alguns líderes da igreja, baseando-se na primeira epístola de Paulo aos tessalonicenses, estavam ensinando que Jesus viria muito em breve para buscar o seu povo, dizendo haverem recebido revelações, profecias e notícias do apóstolo. Porém, Paulo escreve a eles para dizer-lhes que não tivessem motivos de perturbação, pois havia alguns sinais que deveriam preceder a vinda do Senhor (vv. 1,2); a saber:
1.                  O primeiro sinal é a apostasia (v.3). Uma rebelião consciente da igreja contra o seu salvador. Levada a efeito pelos motivos aqui já expostos. E essa apostasia se deve ao fato de o “mistério da iniqüidade” (uma referência à origem sobrenatural) já estar operando no seio de várias igrejas, onde o homem tem tentado tomar o lugar de Deus e determinar o que deve vir sobre a sua vida, contrariando Deuteronômio 28.8.  
2.                  A revelação do homem da iniqüidade, chamado pelo apóstolo João de “anticristo” (I João 2.22).
Paulo afirma categoricamente que este homem da iniqüidade vai se revelar antes do arrebatamento da igreja.
Os pós-milenistas, amilenistas e pré-milenistas históricos, usam esse texto para afirmar que a igreja passará pela grande tribulação, e entendem que a expressão “aquele que o detêm”, refere-se à pregação do evangelho a todo o mundo,e que o seu principal agente nesse caso era o próprio Paulo; uma vez que no versículo 6 o gênero do verbo está no neutro, e no versículo 7 o  gênero está no masculino. Já os pré-milenistas dispensacionalistas dizem que tão logo o anticristo seja revelado ao mundo, então Jesus arrebatará a igreja ou que a igreja deverá ser arrebatada primeiro para que depois o anticristo seja revelado, afirmando que ele ainda não se manifestou porque o Espírito Santo, que está na igreja, é aquele que o detém (v. 6). Embora, partindo do ponto de vista Paulino é provável que o apóstolo estive se referindo ao império romano e ao imperador, que necessariamente, deveria deixar de existir para que o anticristo pudesse assumir todo poder terreno.
3.                  A reivindicação do anticristo em ser Deus (v.4). O “filho da perdição”será manifesto ao mundo realizando toda espécie de sinais e prodígios (milagres), porém pela eficácia de Satanás. O motivo de ele alcançar tamanha popularidade, e chegar a ser considerado deus, se devem ao fato de o amor das pessoas não estar alicerçado na verdade que produz salvação (v. 10), mas nos sinais que ele realiza, não importando a mentira que ele esteja pregando, uma vez que nenhum dos seus seguidores atenta para a verdade (v. 11).
Basta vermos o que acontece hoje em muitas igrejas pelo Brasil. Muitos homens sem caráter têm assumido púlpitos de várias denominações e pregado, especialmente, sobre milagres, prosperidade, e ausência de lutas na vida do cristão verdadeiro. Fazendo fortunas, mas vivendo uma vida dissoluta e luxuriosa. Explorando a credulidade de nosso povo que se importa muito mais com a aparência do que com o caráter. Resta aqui apenas um alerta; jamais convide para assumir o púlpito de sua igreja, uma pessoa que você, e ninguém do seu rebanho possa atestar o seu caráter.







CONCLUSÃO:

            A Bíblia é clara ao afirmar que nos últimos dias alguns apostatariam de sua fé, abrindo mão da própria salvação para atender a seus anseios egocêntricos em detrimento da vontade de Deus. Hoje, todos nós temos ao menos uma história de alguém que desprezou sua fé em Jesus para poder seguir “seu próprio caminho”, ou porque “cansou-se dessa besteira de igreja, afinal lá está cheio de pessoas desonestas, mentirosas, falsas, etc.”. Entretanto, cabe a nós, lutarmos honrosamente, para que jamais nos deixemos seduzir pelos encantamentos do “mistério da iniqüidade” que tem assolado a vida de tantos crentes hoje,  e os feito deixar a verdade para seguirem ao pai da mentira (João 8.44) que lhes satisfaz os desejos carnais. Nunca abra mão das verdades do Evangelho eterno, mas questione sempre aqueles que sempre querem ensinar com base em experiências e sentimentos.
            Que o bom Deus possa nos achar fiéis naquele dia. Amém.















BIBLIOGRAFIA:

            BÍBLIA DE JERUSALÉM,  Editora Paulus, 2a impressão, 2003, SP.
            BÍBLIA VIDA NOVA, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova e Sociedade Bíblica do Brasil, 2a edição, reimpressão 1996, SP
            BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, CPAD, segunda impressão 1996, RJ
            BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA, Editora Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1a impressão, 1999, SP.
            MANUAL BÍBLICO DE HALLEY, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 4a edição, reimpressão 1995, SP.
            MANUAL BÍBLICO VIDA  NOVA, Edições Vida Nova, 1a edição 2001, SP
            TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO, George Eldon Ladd, Editora Hagnos,              1a edição-agosto de 2003, SP.
            DICIONÁRIO VINE, CPAD, 1a edição / 2002, RJ.


[1] BÍBLIA VIDA NOVA, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova e Sociedade Bíblica do Brasil, SP, 1996.
[2] Ibidem -  passim
[3] CD-ROM BIBLOS, Edições Vida Nova, SP (utilizando a versão Corrigida).
[4] CD-ROM BIBLOS, Edições Vida Nova, SP, (utilizando a versão Corrigida).
[5] Dicionário Vine, CPAD, 1a ediçao/2002, RJ, p. 301
[6] Ibidem
[7] Ibidem
[8] Ibidem