domingo, 20 de setembro de 2015

O QUE FAZER EM MOMENTOS DE CRISE

CARTA AOS FILIPENSES
o que fazer em momentos de crise

Introdução
Todos vivenciamos momentos de crise. Eu já passei por momentos em que não sabia o que fazer tamanha a dificuldade que me cercava. Acredito que todos aqui já tenham passado por momentos semelhantes.
Nesta mensagem hoje vamos pensar um pouco sobre o que fazer quando as crises nos sobrevêm. Para aprofundar nossa reflexão vamos estudar quais foram as reações de Paulo diante da prisão por causa do nome do Senhor Jesus e procurar entender como podemos aprender a reagir de forma que Deus seja glorificado quando as adversidades batem à nossa porta.

texto: Filipenses 1.19-26

Elucidação Textual
No texto em estudo hoje Paulo está relatando à igreja que está certo de que, no fim, a sua prisão resultaria em salvação. Se fosse a termos humanos a salvação seria a sua libertação, mas se ele fosse condenado e morto a sua salvação seria eterna. Por isso ele usa o termo grego “soteria” nesta frase, porque, fosse como fosse Paulo seria salvo.
Ele ainda manifesta a sua divisão quanto a que “salvação” lhe seria melhor, já que se partisse e fosse estar com Cristo isso seria uma maravilha e se fosse liberto e ficasse com os irmãos ficaria satisfeito em poder servi-los.

VERDADE TEOLÓGICA
Nossa fidelidade ao Senhor Jesus é provada pelas reações às diversas situações que vivemos, sejam boas ou ruins.

I – Em momentos de crise devemos orar.
“Porque sei que disto me resultará salvação, npela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo” (Fp 1.19).
Paulo valorizava a prática da oração pelos irmãos e dos irmãos por ele. Ele tinha certeza da ação do Espírito Santo em seu favor função da oração dos santos.
A igreja de Filipos cuidava do apóstolo não apenas nas suas necessidades financeiras, mas também nas suas necessidades espirituais por meio da oração intercessória. Eles estavam sempre levando o nome do apóstolo ao Senhor, orando em favor dele.
A igreja do Senhor jamais é omissa na oração em favor dos seus obreiros locais e daqueles que estão incumbidos da obra do Senhor em outros campos.
Não apenas Paulo orava pela igreja, mas também a igreja orava por Paulo e isso trazia muita alegria ao coração do apóstolo. Ele sabia que não estava só, havia irmãos à sua retaguarda cobrindo-o com orações.
É muito reconfortante quando sabemos que há pessoas orando incessantemente por nós.
A oração deve ocupar lugar prioritário na vida cristã. Martinho Lutero dizia que a oração é para o espírito do cristão o que o oxigênio é para o corpo humano, a sua ausência implica em morte.
Nós temos dado à oração a prioridade que ela precisar ter em nossa vida? Temos orado por nossos líderes e por aqueles que estão a serviço do Reino de Deus nos campos?
O Senhor Espírito Santo está intimamente ligado à prática da oração na vida dos fieis (Rm 8.26,27; Zc 12.10) e é importante notar que as ações de poder do Senhor em favor da igreja estão sempre relacionadas à oração (At 1.14; 4.23-31; 12.5,12), assim como a Palavra de Deus e a oração andam sempre juntas e uma leva à outra (At 6.4).
Todos os homens e mulheres que o Eterno usou ao longo da história e que deixaram marcas tão profundas que impactam as nossas vidas até hoje foram pessoas de oração.
Nossa vida de oração nos fará homens e mulheres que deixarão marcas nas gerações futuras?

II – em momentos de crise devemos ter coragem.
Paulo era sabedor que o Senhor o poderia libertar de forma poderosa e milagrosa em atendimento à oração dos santos. Ele já havia sido liberto por Deus por meio de um milagre extraordinário (At 16.35), assim como também aconteceu com Pedro quando fora preso junto com João (At 5.19) e em outra ocasião enquanto a igreja orava em seu favor (At 12.1-7).
Porém, em Filipenses 1.19 Paulo se refere à esperança da sua soltura não como sendo realizada de forma miraculosa pelo Senhor Deus. Paulo nutria a expectativa de ser liberto porque entendia que ainda era necessário estar servindo a Igreja aqui na terra e, por isso, afirmou sua convicção de que o Senhor o manteria vivo para o bem da Sua igreja (Fp 1.24,25).
É interessante notar que Paulo usa a expressão grega “soteria” (salvação) para se referir à esperança da sua soltura da prisão. Ao usar esse termo propositalmente ele está ensinando aos irmãos que independente do que acontecesse ele seria “salvo”. Se fosse solto seria uma salvação em nível humano. Se fosse morto, seria a salvação eterna.
A fé de Paulo é o antídoto divino para o desânimo que as circunstancias adversas tendem a nos causar. Ser salvo pela soltura ou pela morte seria fruto da obra do Espírito Santo em sua vida, pois lhe proporcionaria salvação de qualquer forma. É esta maturidade espiritual que falta em muitos cristãos contemporâneos; saber que independente do que nos aconteça na carne, o Senhor está sempre no controle e no final, Ele nos salvará.
Esta declaração de Paulo significava dizer para a igreja de Filipos que o Espírito Santo o estava fortalecendo de tal maneira que ele não se deixava abater porque sabia que era verdadeiramente “liberto”. E esta ousadia e coragem era também resposta às orações dos irmãos (Fp 1.19).
Além da oração dos irmãos e do socorro do Espírito Santo, Paulo orava e pedia ao Senhor que o Senhor lhe desse graça para jamais retroceder de sua missão. Veja como a Nova Tradução da Linguagem de Hoje traduz Filipenses 1.20: “O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que eu disser e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza de Cristo”.[1]
Paulo estava convicto de que o Senhor lhe proveria tudo o de que necessitasse para suportar o que estava por vir. A palavra “socorro” (Fp 1.19), utilizada por Paulo, se refere a um patrocinador que cobre todas as despesas de um evento. Sendo assim, o apóstolo dos gentios está expressando sua certeza de que o Senhor lhe forneceria toda graça, força e coragem necessárias para passar pelo que fosse necessário para a glória de Deus Pai.
O medo de Paulo em falhar na sua missão, perdendo a coragem diante dos desafios inerentes a ela e deixando de honrar o Senhor Jesus (Fp 1.20), também é digno de nota. Tudo indica que Paulo, sabedor de que poderia comparecer diante do imperador Nero, o cruel assassino de cristãos, desejava ser revestido de Deus para não fraquejar na fé devido à sua humanidade. Paulo entendia que se fosse dominado pela sua natureza humana tenderia a omitir ou subtrair questões essenciais de sua fé tentando salvar-se, vencido pelo medo natural da morte, ele estaria deixando de glorificar a Cristo.
Se ele tivesse que morrer, que fosse por confirmar a sua fé e não por negá-la. E se tivesse que viver, que fosse para a glória de Deus e não por negar essa glória.
O desejo de Paulo era que, na hora mais crucial de sua vida, diante da mais desafiadora confrontação da sua fé ele não negasse ao Senhor diante dos homens, pois não desejava ser negado diante do Pai (Mt 10.33). Por essa razão ele escreveu a Timóteo já na sua segunda prisão (aquela na qual seria morto) que Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação(2Tm 1.7).
Esta coragem inerente aos verdadeiros homens e mulheres de Deus é proveniente única e exclusivamente da pessoa do Espírito Santo. Ninguém enfrentará a morte com resignação e serenidade, sem tentar a todo custo salvar-se sem uma ação do Senhor em seu espírito, e isto só possível mediante uma vida de íntima comunhão com o Trino Deus Todo Poderoso.

III – em momentos de crise devemos glorificar ao senhor.
Paulo ansiava por glorificar a Cristo não só por meio de suas palavras, mas também por meio do seu corpo (Fp 1.20).
O testemunho de um servo fiel possui um poder descomunal.  Francisco de Assis, demonstrando bem a essência do testemunho de vida, dizia: “Evangelize sempre, quando for necessário use palavras”.  É possível ganhar para Cristo amigos que sempre foram indiferentes às nossas palavras quando eles virem como reagimos diante das adversidades da vida. Como escreveu meu amigo, pastor Carlos Coutinho Rômolo: “Seu obstáculo pode tornar-se o seu púlpito”.
O cristão que continua fiel no seu serviço a Jesus quando tudo está contra ele, exerce grande influencia sobre os que o cercam.
A essência do evangelho é que Cristo seja glorificado em nós de tal maneira que Ele se torne real para as pessoas. Não se trata da ideia equivocada, pregada por muitos hoje, de que Cristo só é glorificado quando eu faço sucesso, pois “não há glória no fracasso de ninguém”, dizem.
A resposta a essa falsa premissa é que Cristo é glorificado em nossas fraquezas pela forma como nos portamos diante delas. A fé é confirmada pela nossa fidelidade em qualquer situação, seja de sucesso, de fracasso, de dor, de alegria, etc., pois todas essas coisas vêm dele e são para atingir os propósitos dele. É possível envergonhar ou glorificar ao Senhor tanto no sucesso quanto no fracasso, na bonança quando na dor, tudo depende das nossas atitudes nestas circunstâncias.
Por essa razão Paulo declara com firmeza: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.[2] Ele estava convicto que a maior tragédia da vida é a falta de Cristo. Quando Jesus está presente em nós, tanto a vida quando a morte se revestem de um novo significado nele, pois, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor (Rm 14.8).
Se Paulo permanecesse vivo o lucro seria da igreja, se ele morresse o lucro seria dele, pois estaria com o Senhor. Morrer é lucro, pois não se trata se estar num sono insconsciente, mas de estar com o Senhor, numa comunhão consciente. O momento de ausência aqui é o momento de presença lá. Morrer para o cristão, portanto, é lucro.

Conclusão: 
Precisamos cultivar uma vida de oração contínua (1Ts 5.17) para aprofundar nossa comunhão com o Senhor e nos revestirmos dele a fim de que tenhamos coragem sempre no serviço a Ele diante dos desafios que nos forem impostos e assim possamos honrá-lo e glorifica-lo com nossas atitudes na mais diversas situações que vivermos, seja na bonança ou na escassez, na alegria ou na tristeza, no sucesso ou no fracasso, na cura ou na enfermidade, etc.
Enfim, ao aplicar os ensinamentos da Escritura à nossa vida diária vamos desfrutar de uma vida mais íntima com Deus a cada dia e estar prontos para viver ou morrer para Cristo, pois somos dele aqui ou lá.
Que a graça do Senhor seja com todos nós.




n 2Co 1.11; Rm 8.9
[1]Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Nova Tradução Na Linguagem De Hoje. Sociedade Bíblica do Brasil, 2005; 2005, S. Fp 1:20
[2]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Corrigida 2009; Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil; Barueri, 2009; 2009, S. Fp 1:21

sábado, 19 de setembro de 2015

Princípios de evangelização aprendidos no diálogo entre Jesus e a mulher de Samaria.

Síntese do Estudo de nosso culto de oração e estudo bíblico ontem, 18/09/15, na Congregacional do Conforto​.

Tema: Princípios de evangelização aprendidos nos diálogo entre Jesus e a mulher de Samaria.

I. Seja acessível.
   a) Jesus sabia que a mulher não falaria com ele por vergonha e por serem de etnias adversárias, então ele tomou a iniciativa de começar um diálogo.
   b) Ao lhe pedir água Jesus fez com que ela se sentisse importante e útil para ele.
   c) Jesus a fez entender que não temos que herdar o mal que nossos antepassados fizeram ou criaram. Todos temos a liberdade de romper com toda herança maldita e cultivar uma herança bendita.

II. Seja atencioso.
   a) Jesus permaneceu atento a todas as questões que a mulher levantou e, por isso, pôde lhe dar respostas precisas.

III. Seja sensível ao Espírito Santo.
   a) Jesus foi direto ao ponto nevrálgico da vida daquela mulher para tratá-la (seu casamento).
   b) Nós também precisamos estar atentos aos insights do Espírito Santo. Mas não devemos nos esquecer que não somos o Senhor Jesus, portanto seguem algumas observações:
      1.Evite fazer afirmações diretas. Prefira perguntas em que a pessoa possa falar sobre o que sente ou pensa.
      2.Ouça sem julgar.
      3.Proponha uma orientação.

IV. Seja um estudioso da Escritura.
   A) Jesus descortinou a Escritura para a samaritana.
   B) Nossa tarefa é também descortinar a Escritura para as pessoas com quem convivemos.

Conclusão:
Seja acessível às pessoas. Não espere que elas o procurem, tome a iniciativa de ir ao encontro delas para ajudá-las.
Seja atencioso. Empreste seu ouvido com atenção e interesse, pois "quem fala sara, quem cala adoece" e nós somos os instrumentos da cura de Deus. Também busque alguém com quem você possa falar para tratar as suas questões.
Seja sensível ao Espírito Santo. Somente o Deus todo poderoso sabe o que cada um de nós traz dentro de si e somente Ele pode nos orientar sobre como ajudar de maneira efetiva as pessoas em suas questões espirituais.
Por fim, conheça a Bíblia. Como poderemos ajudar alguém espiritualmente se não conhecemos o perfeito manual da espiritualidade cristã?
Soli Deo Gloria.

domingo, 6 de setembro de 2015

IMPORTA QUE O EVANGELHO SEJA PREGADO

mensagem 4
CARTA AOS FILIPENSES
importa que o evangelho seja pregado

VERDADE TEOLÓGICA
Fé é fidelidade na adversidade.
Ioséias C. Teixeira


Leitura Bíblica: Filipenses 1.12-18

Elucidação Textual
No texto em estudo hoje Paulo está relatando à igreja que, ainda que pareça que não, a sua prisão em Roma redundou em bênção, promovendo a pregação do evangelho a muitos soldados e o despertamento de muitos irmãos para a obra de evangelização, ainda que alguns a estivessem fazendo por motivos errados. Porém, Paulo não se preocupa em julgar a motivação do coração de ninguém, mas se alegra com o fato de que Jesus estava sendo anunciado.

Introdução
Nesta lição vamos avaliar como o exemplo de Paulo nos ensina sobre nossas limitações em entender Deus e Suas ações. Como não temos uma compreensão exata a respeito do futuro e dos acontecimentos que fogem à nossa vontade, muitas vezes ficamos perplexos e sem entender muitas coisas. Mas a Bíblia não diz que devemos saber de todo o nosso futuro e de todos os planos divinos para nós, mas devemos confiar e obedecer a Palavra. O convite da Escritura a cada servo do Senhor é de que o justo viva pela fé (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38).
Paulo estava preso por amor ao Senhor e ao evangelho. Se fosse hoje, em dias que muitos estão pregando um “evangelho” de facilidades e prosperidade, a análise que muitos fariam é de que alguma coisa estava errada na vida do santo apóstolo. No entanto, ao ler os textos que Paulo escreveu na prisão percebemos o seu entendimento sobre o propósito de Deus. Ele estava convicto de que a sua prisão tinha o propósito de fazer o Senhor conhecido pela guarda romana. Paulo sabia que o Senhor transforma cada dificuldade em oportunidade de fazer a Sua vontade e promover a Sua glória.
Vejamos o que Paulo tem a nos ensinar sobre andar com Deus e experimentar a Sua vontade.
             
I – ENXERGANDO DO PONTO DE VISTA DE DEUS.
“E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho” (Fp 1.12).
No versículo acima Paulo está ensinando aqui que há outro olhar, oculto a nós. A visão humana é limitada, mas a visão de Deus é perfeita, é a visão da eternidade, para a qual não existem limites temporais. O ontem, o hoje e o amanhã são a mesma coisa a partir da perspectiva divina.
Quando passamos por lutas e provações somos tentados a questionar onde está. No entanto, fé descansa na certeza de o Altíssimo está no trono e tem o domínio absoluto de tudo (Is 61.1; Ap 4.2).
Paulo, do seu ponto de vista, planejava ir para Roma como missionário para pregar o evangelho ali (Rm 1.11), mas acabou indo como prisioneiro. O homem de Deus, sempre ativo, agora estava completamento paralisado. Ele ficava algemado a um soldado romano 24 horas por dia.
Esta circunstância tão difícil poderia levar o homem de Deus a uma situação de depressão. A prisão poderia gerar em Paulo uma paralisação total. Porém, o apóstolo não se deixou abater e não parou, porque sabia que a sua vida estava sobordinada à vontade de Deus e que o Eterno estava no controle de tudo.
Paulo permitiu que o Senhor o usasse para a expansão do evangelho onde ele estava e entendeu que Deus estava lhe dando os cerca de 9000 soldados romanos como seu atual “campo missionário”. A cada seis horas um grupo de quatro soldados se revezavam na guarda de Paulo. Isto significa dizer que o apóstolo tinha a oportunidade falar de Jesus com 16 soldados por dia. Como ele ficou preso por cerca de dois anos teve a oportunidade de falar com pelo menos 11600 homens (o que daria 2600 homens a mais do que o efetivo da guarda pretoriana).
Mesmo que não saibamos se todos os soldados a serviço do império cumpriram guarda na prisão de Paulo podemos deduzir que ele pregou, pelo menos, para a grande maioria deles, já que ele mesmo afirma que “toda a guarda pretoriana” tomou conhecimento de sua prisão por causa da fé em Jesus (Fp 1.13). Também com base na afirmação de Paulo de que os irmãos da “casa de César” (a serviço do imperador) saudavam a igreja de Filipos (Fp 4.22) entendemos que muitos daqueles soldados se converteram.
Ao enxergar através do ponto de vista de Deus percebemos que o alcance da pregação de Paulo foi muito maior do que o que ele mesmo havia projetado. Se Paulo tivesse feito o que planejava, ele seria um evangelista pregando em Roma, como Deus fez conforme o Seu plano, Paulo alcançou toda a guarda romana e sua situação ainda serviu de estímulo para que muitos outros irmãos ousassem pregar o evangelho sem nenhum embaraço (Fp 1.13).
A visão de Deus é sempre melhor que a nossa ainda que nós não a entendamos, por causa das limitações da nossa humanidade. Portanto, fortaleça a sua fé e continue confiando no Senhor!

II – PREGANDO O EVANGELHO PURO COM O CORAÇÃO PURO.
“Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho” (Fp 1:15-17).
Entendendo pela fé que a visão do Senhor para nós é a melhor, vamos nos fortalecer para enfrentar os desafios e lutas que se interpõem entre nós e os propósitos de Deus sem nos desanimar.
Como Paulo afirmou, muitos irmãos haviam se animado em anunciar o evangelho por causa da sua prisão e pregavam a Cristo com ousadia. Porém, também houveram aqueles que se levantaram para pregar motivados para alcançar propósitos egoístas, pregando por inveja ou porfia.
 Paulo e os irmãos motivados por seu exemplo tinham o propósito de anunciar o evangelho para a glória de Deus e a salvação de homens e mulheres. Já outro grupo de pessoas anunciava a Cristo com o propósito de auto promoção e de conquistar seguidores para si mesmos.
A palavra grega traduzida por “porfia” traz a ideia de “polêmica, rivalidade e competição que visa o apoio dos outros”. Ou seja, eles pregavam a Cristo com o objetivo de competir com Paulo, querendo se mostrar superiores a ele.
Note que o apóstolo não condena o conteúdo da pregação de tais pessoas, mas a motivação delas.
É possível pregar o evangelho de forma ortodoxa, correta e pura, mas com um coração partidário, que promove a divisão. Eles pregavam o conteúdo certo com o propósito errado, queriam competir com Paulo e se mostrar superiores a ele, pois invejam sua autoridade e poder. Então se aproveitaram da prisão de Paulo para, provavelmente, tentarem se impor a ele, talvez dizendo: “Se ele fosse mesmo fiel a Deus não estaria presos!”.
A lição que aprendemos com Paulo neste caso é que não devemos nos abater se alguém tenta no diminuir no ministério ou na vida com Cristo. Desde que o evangelho seja pregado, que importa? O Senhor pode usar pessoas com propósitos torpes para alcançar os Seus santos propósitos, porém essas pessoas darão contas de si mesmas e dos verdadeiros propósitos do seu coração diante do Senhor naquele dia (Mt 7.21-23). Tão importante quanto a pureza da mensagem de quem prega, canta, interpreta, etc. é a pureza do coração em fazer tais coisas.

III – BUSCANDO A GLÓRIA DO SENHOR, NÃO A NOSSA.
“Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda”. (Fp 1:18).
É interessante notar que Paulo sempre se levantou com muito ímpeto para combater aqueles grupos que se propunham a pregar um “evangelho” híbrido, misturado com falsas doutrinas. Ele chegou a alertar aos próprios filipenses que esses falsificadores do evangelho já estavam entre eles e eram inimigos da Cruz (Fp 3.2,18).
Porém, Paulo não se importa em repreender ou alertar a igreja sobre o grupo que ele cita aqui no capítulo 1. Mesmo que eles pregassem o evangelho apenas por vanglória ou competição, para ele, desde que Cristo fosse o centro da mensagem.
Para o apóstolo do Senhor não importava quem estava recebendo honra ou ganhando prestígio com a pregação. Ele não se via como um competidor (como aqueles o viam), mas como um colaborador na expansão do Reino de Deus.
O coração de Paulo era livre da vaidade da grandeza. O homem de Deus era totalmente voltado para o desejo de tornar Jesus conhecido, pois só Ele é o salvador. A humildade deste santo homem é impactante.
Os verdadeiros homens e mulheres de Deus não se importam se alguém tem mais prestígio ou honra do que eles. Sua procura não é por estas coisas. Por isso eles não atacam essas pessoas apontando-os como “caçadores” de grandeza. A preocupação dos homens e mulheres de Deus é que a mensagem pregada, independente da motivação, seja o verdadeiro evangelho. Eles têm o coração livre de disputas e interesses humanistas e deixam o juízo exclusivamente a cargo de Deus, como Paulo fez.

Conclusão: 
Diante do que estudamos hoje ficam as seguintes reflexões a serem feitas:
Mesmo que os meus propósitos não sejam alcançados e eu não entenda o porquê Deus está permitindo determinadas coisas em minha vida, eu continuo confiando no Senhor e servindo-o com fidelidade no lugar e na condição em que estou?
Eu tenho certeza que a mensagem que anuncio por meio da pregação, da música, do teatro, do evangelismo pessoal, etc. é o evangelho puro e simples?
Quais as verdadeiras motivações que estão no meu coração sempre que me proponho a realizar algo em favor do evangelho?
Deus te abençoe.