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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Não mande seus filhos para a Escola Bíblica Dominical.

O amor é fruto do conhecimento.
A escola bíblica dominical é um lugar onde o conhecimento de Deus é semeado e cultivado no estudo bíblico e na participação dos irmãos.
O maior conhecimento de Deus através da Escritura aumenta nosso respeito, admiração e amor por este Senhor tão misericordioso, que nos oferece salvação por sua pura graça.
Este amor nos torna mais humildes e obedientes ao Senhor, e aumenta gradativamente o desejo de conhecer e agradar mais o Deus insondável e todo poderoso.
Esta é a melhor herança que os pais podem deixar aos seus filhos, não somente os estimulando a participarem da EBD, mas sendo um exemplo de aprendizes que amam a Deus porque o conheceram pela Palavra e se relacionam com Ele com reverência e intimidade.
Valorize e se comprometa com a EBD da sua igreja!
#IECConforto  #EBD #Conhecimento #AmorÀBíblia #AmorADeus #AmorAoPróximo

domingo, 11 de junho de 2017

O QUE SIGNIFICA SER DISCÍPULO DE JESUS

TEXTO: LUCAS 9.16-27.
TEMA: O DISCIPULADO CRISTÃO IMPLICA EM SABER QUEM É JESUS, SE DISPOR A SEGUIR SEUS PASSOS, IMITANDO-O, E JAMAIS SE ENVERGONHAR DELE POR CAUSA

INTRODUÇÃO:
       O termo “discipulado” aparece no Novo Testamento 269 enquanto a palavra “cristão” ocorre apenas 3 vezes. O NT é um livro sobre discípulos, escrito por discípulos e destinado a discípulos.
        O grande desafio da igreja hoje é que os cristãos decidam ser discípulos de Jesus.
        Nesta mensagem vamos meditar um pouquinho sobre o que significa ser discípulo de Jesus. Para isso vamos refletir no texto de Lucas 9.18-26, onde Jesus ensina sobre o discipulado e extrair dali três condições fundamentais para o discipulado verdadeiro.

SABER QUEM É JESUS.
Os homens têm várias opiniões sobre Jesus.
Alguns dizem que ele foi um grande mestre. - Como Nico demos em João 3.2.
Outros dizem que ele é mais um importante profeta. - Como a samaritana em João 4.19.
E ainda há quem diga que ele foi um embuste, um mito criado pelos seus discípulos. Como os fariseus em Mateus 26.64.67 e 28.11-15.
Mas os seus discípulos sabem que Ele é o Cristo, Filho do Deus vivo! Portanto, Deus Filho Todo Poderoso.
“enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”.
Tito 2:13 NVI

SEGUIR OS PASSOS DE JESUS.
Tomar a cruz implica em se colocar numa situação de humilhação e morte.
Tomar a cruz era carrega - la até o lugar da execução,  passando por uma multidão que gritava palavras de zombaria.
Os discípulos de Jesus devem promover a morte do eu diariamente para que a vida de Cristo se revele neles. - “Pois, se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão”
Romanos 13.8
Os discípulos de Jesus devem estar prontos para encarar um literal escárnio pelas ruas e até mesmo um eventual martírio por amor ao seu Senhor.

NÃO SE ENVERGONHAR DE JESUS, O MESSIAS.
Os discípulos não têm vergonha de passar por situações humilhantes por amor a Jesus. - “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus”.
Atos 20:24
Se envergonhar de Jesus implica em não ter coragem em assumir sua fé diante dos homens por medo de ser ridicularizado.
Quem se envergonhar de Jesus receberá vergonha de volta,  pois Jesus se envergonha de covardes que se dizem seus discípulos.

CONCLUSÃO:
        Aqueles que ouviram o chamado de Jesus e decidiram segui-lo como discípulos precisam estar convictos de que Jesus é o seu Deus, de que ele é Todo Poderoso e de que não falhará em sua promessa de voltar para nós buscar.
        Essa certeza de fé é necessária porque o discípulo aprende do seu mestre e segue o seu exemplo de vida em todas as coisas. Porquanto, o discípulo de Jesus entende que assim como o seu Mestre ele vai passar por escárnios e açoites em razão da verdade que defende. Ele decide morrer diariamente para si mesmo e viver a vida de Jesus para experimentar o poder da Sua ressurreição.
        O mestre nos ensinou que: “Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará”. João 12:26
        Você pode afirmar que é um discípulo de Jesus?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Perdão



TEXTO: mateus 6:14,15
“Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará.
Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas".

Introdução
Não temos nenhuma dificuldade em conceituar e falar sobre o perdão. Porém praticá-lo é outra coisa... Tendemos a guardar ressentimentos “justificáveis”, a ficar aguardando que o outro dê sinal de arrependimento primeiro para que depois pensemos em perdoá-lo.
Perdoar é conceder a absolvição de qualquer ofensa ou dívida, desistindo do direito de reivindicação, assim como o Senhor nos perdoou em Cristo sem exigir de nós qualquer pagamento.
Nesta reflexão vamos entender, a partir de alguns princípios bíblicos, o porquê o perdão é tão importante e quais os benefícios que vêm do ato de perdoar.
Abra o coração para que o Espírito Santo ministre a você.


I – PERDOAR É UM MANDAMENTO.
Somente seremos perdoados pelo Eterno se perdoarmos.
“Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas". Mateus 6:14,15
Deus se auto impôs este limite, ele só dá perdão a quem se dispõe a perdoar.
O não perdoar nos mantém em escravidão.
Na parábola do servo impiedoso, em Mateus 18:23-35, Jesus ensina sobre a maldade humana de querer ser perdoado, mas não estar disposto a dar o perdão.
Essa atitude nos fará ser entregues aos torturadores.
A falta de perdão frequentemente leva a pessoa a ter doenças físicas e mentais, além de produzir fortalezas demoníacas.
A negação em perdoar faz mal tanto a quem se recusa em dar o perdão, quanto ao que precisa ser perdoado.
A falta de perdão bloqueia as promessas de Deus.
"Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta”. Mateus 5:23,24
“E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados". Marcos 11:25
A palavra diz que devemos primeiro perdoar nosso irmão para depois orarmos.
Para caminhar na fé precisamos agir bíblica e corretamente com as pessoas.
Mateus 5 ensina que se nós ofendemos o nosso próximo, então nós devemos buscar a reconciliação. E Marcos 11 ensina que se foi o nosso próximo quem nos ofendeu, então nós também devemos iniciar o processo de reconciliação.
Buscar a reconciliação é a tarefa daquele que é espiritual e maduro o suficiente para saber que Deus nos fez ministros da reconciliação (2Co 5.18).

II – COMO AGIR NO PROCESSO DE PERDÃO.
Não se justifique
Os justificar-se apenas perpetua o pecado e mantém as pessoas separadas.
Ao dar o perdão não fale mais a respeito da ofensa - Aquele que cobre uma ofensa promove amor, mas quem a lança em rosto separa bons amigos. Provérbios 17:9

Não espere o arrependimento do outro para lhe dar o perdão.
O Senhor Jesus (Lc 23.34) e o diácono Estêvão (At 7.60), perdoaram os seus agressores enquanto estava sendo mortos, mesmo quando não havia nenhum arrependimento por parte daqueles que desejavam as suas mortes.
Perdoar é um ato da vontade, não um sentimento.
Decida perdoar e os sentimentos seguirão a decisão.
Não julgue o seu cônjuge. Não podemos justificar o nosso “pequeno” pecado e condenar o “grande” pecado do nosso cônjuge. Para o Senhor pecado é pecado. - Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei. 1 João 3:4
Dizer: “não posso perdoar” significa “não quero perdoar”.
A falta de perdão impede que Deus nos perdoe (Mt 6.14,15) e nos impede de prosperar (Pv28.13).
Em função disso começamos a experimentar os efeitos negativos da falta de perdão e tendemos a culpar a pessoa que não queremos perdoar.
Evite a amargura - Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos. Hebreus 12:15
Amargura é o resultado de uma falta de perdão de longa data.
O efeito da amargura é que ela traz perturbação e contamina muitas pessoas.
A amargura destrói o amor.

III – VIVENDO A RECONCILIAÇÃO.
Perdoe a si mesmo.
Antes de perdoar aos outros precisamos perdoar a nós mesmos.
Jesus nos perdoou. Então se não nos perdoamos estamos nos colocando acima do Senhor. Isso é orgulho.
Não é possível perdoar os outros se não perdoamos a nós mesmos - E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Mateus 22:39.
Não permita nem mesmo pequenas áreas de falta de perdão, chamadas de desapontamentos.
Jesus destruiu toda barreira de inimizade – Ef 2.14-16
Não permita que a falta de perdão reconstrua a barreira que o Senhor destruiu.
Escolha perdoar, seja obediente e inteligente.
Confesse que perdoou mesmo que seu coração esteja dolorido com a ofensa.
Não fique pensando mais na ofensa perdoada.
Semeie boas sementes e declare a Palavra ao invés de ficar pensando na ofensa.
Abençoe aqueles que você perdoar – “Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem,”. Mateus 5:44.

Conclusão: 
Talvez você pense que não há nada para ser perdoado. Mas pode ser que vocês se identifiquem com a palavra “desapontamento”. Pequenos desapontamentos podem passar despercebidos porque, afinal, não é nada tão grande. Porém, o acumulo desses pequenos desapontamentos pode gerar um afastamento tão grande que depois nenhum dos dois saberá identificar porque estão tão distantes, pois foi um acúmulo de uma infinidade de pequenos desapontamentos.
Decida tratar e perdoar todas as ofensas, até mesmo as que vocês julguem insignificantes. Elas podem ser as piores por passarem despercebidas e mesmo assim não deixam de causar seus pequenos estragos como a erosão em um terreno, que passa despercebida, mas quando se dão conta, já está destruindo tudo.
Decida perdoar e evitar a destruição dos relacionamentos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

abatidos, mas não destruídos

"De todos os lados somos (...) abatidos, mas não destruídos".
2 Coríntios 4:8,9
Ao defender o seu apostolado na segunda carta aos Coríntios Paulo faz uma declaração muito significativa. Ele não quer que os irmãos sejam iludidos por falsos apóstolos, que passam a imagem de super-homens, imbatíveis, sempre bem e sem problemas.
Pelo contrário, a preocupação do santo servo do Senhor Jesus é a de mostrar que toda a dignidade do seu ministério estava no fato de que ele o recebera por misericórdia de Deus e renunciou toda espécie de procedimento secreto ou vergonhoso, se dedicando à explanação correta da Escritura em benefício dos santos.
Contudo, essa fidelidade lhe trouxera alguns dissabores e dores, mas não o paralisou jamais.
Me identifico com este santo servo do Senhor no exercício do meu serviço espiritual, o pastorado, pois luto constantemente contra a minha carne, abdico de momentos prazerosos para zelar pela vida de outros e servi-los, mas não deixei de ser gente como eles e por isso sinto as mesmas coisas que Paulo; sou pressionado o tempo todo para "tomar atitudes" ou "fazer alguma coisa", mas isso não tem me desanimado; fico perplexo com o que estão fazendo com o evangelho, torcendo-o, e em como ovelhas que nos foram confiadas prestam muito mais atenção em pastores que elas não conhecem e que se quer se importam com as suas vidas do que naquele homem que Deus lhes deu para ser seu orientador, companheiro de caminhada, de quem elas conhecem a vida e sabem da sua conduta, mas isso não me desespera; sofro perseguição e traição de gente de dentro e de fora da minha "denominação", mas sei que não estou abandonado, pois há sempre irmãos sinceros e leais que permanecem comigo. Por fim, sinto-me abatido e triste com tudo isso certa frequência; choro, lamento e me recolho no silêncio interior, mas embora isso possa transparecer no meu rosto, jamais me destruirá; afinal, como disse no inicio do texto, Paulo não quer ser visto e admirado como um super homem perfeito e sempre sorridente, mas como um pecador que, por misericórdia, foi alcançado pela graça de Deus e hoje o serve por amor e gratidão.
Ainda que doa muito hoje, num futuro não tão distante Jesus enxugará dos meus olhos toda lágrima e a alegria de esta com ele apagará toda lembrança de dor e sofrimento.
Soli Deo Gloria.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

NÃO DEIXE A SUA VOCAÇÃO

Ao ler na Escritura sobre a narrativa da vida de Abraão; seus acertos e erros, mentiras e verdades, e saber que ele é o nosso pai na fé, me sinto confortado.
Sou alimentado pela certeza de que o Senhor não nos escolhe por nossas competências ou acertos, mas pela Sua mais pura graça.
Cada cristão foi vocacionado pelo Eterno para o exercício de um ministério, alguns de maior visibilidade, outros quase invisíveis, mas todos de fundamental importância. E mesmo apesar das nossas mazelas e dos erros que cometemos, o Senhor continua mantendo o Seu propósito para nós e investindo no nosso crescimento.
É verdade que alguns decidem optar pelo presente século, mas porque eles desistiram dos propósitos de Deus e não o contrário.
Entenda, não importam os erros que cometemos se após a iluminação do Espírito Santo em nossos corações nós nos arrependemos sinceramente, nos voltamos para o Senhor e humildemente lhe confessamos nosso pecado. Ele sempre estará pronto a perdoar e usará este evento para nos ensinar e nos fazer crescer.
Abraão se tornou o pai da fé porque creu e jamais duvidou do Senhor deixando a sua vocação. Este é o nosso chamado como herdeiros da fé de Abraão.
Não deixe a sua vocação!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Fundamentos da Missão da Igreja: Ação e Evangelização.

Texto: João 17.18; 20.21

Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo.
João 17:18 NVI
Novamente Jesus disse: “Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”.
João 20:21 NVI

Verdade teológica: A missão da igreja é, na verdade, a missão de Cristo que continua através de nós.

Sentença interrogativa: Como entender as evidencias de que a missão da igreja é a continuação da missão do Cristo?

Sentença de transição: Existem pelos menos duas evidências bíblicas que nos ensinam que fomos enviados em missão de fazer o bem e evangelizar para abençoar a todos, indistintamente. Vejamos:

COMO O PAI ME ENVIOU

“Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo”.
João 17:18 NVI

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos  e proclamar o ano da graça do Senhor”.  Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”.
Lucas 4:18-21 NVI

“como Deus ungiu Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e como ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo Diabo, porque Deus estava com ele”.
Atos 10:38 NVI

Jesus foi enviado para um propósito: salvar os homens. Porém, para cumprir o Seu propósito ele cumpriu uma missão ampla, que era evangelizar e fazer o bem a todos.

É importante entender que as duas coisas andam juntas, mas uma não pode servir de trampolim para a outra.
Jesus fez o bem, mas jamais o usou como barganha proselitismo, para que alguém se tornasse seu discípulo pela obrigação de “retribuir” o bem recebido.

Jesus evangelizou e anunciou a salvação, mas sem lançar mão de outros recursos, se não somente a pregação (Mt 4.17).

Jesus também posicionou-se contra os erros e apontou os desmandos daqueles que estavam no poder ou que gozavam de facilidades, mas não se punham em favor dos necessitados, sem jamais desrespeitá-los (Lc 6.25; Mt 23.1-39)

Jesus, nosso Senhor, nunca operou milagres ou fez qualquer bem por propósitos proselitistas, mas sempre por compaixão (MT 9.36; 14.14; 20.34; Mc 1.41; 8.2).

Transição: Ficou bem estabelecido que o Senhor sempre fez o bem e nunca impôs a ninguém que se convertesse em função do bem recebido. Logo, ele assim nos enviou.

EU OS ENVIO

A missão nos foi dada pelo Senhor - Novamente Jesus disse: “Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. E com isso, soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo”.
João 20:21-22

Nós fomos enviados ao mundo pelo Senhor Jesus com a mesma missão social, de ser um agente para o benefício do próximo, seja ele quem for.

Fazer o bem a todos, indistintamente. Essa atitude não pode ser confundida com a evangelização, mas com a revelação do caráter de Deus em nós que “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mt 5:45).

Visitar os órfãos e as viúvas (leia-se, os mais carentes da sociedade) (Tg 1.27). O texto não diz órfãos e viúvas crentes, mas todos eles. O texto também não diz que essa tarefa é apenas pastoral, mas cristã.

“Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé”. (Gl 6:10). É fato e natural que os membros da família da fé tenham prioridade, mas a Palavra nos ensina a fazer o bem a todos.

Nós fomos enviados ao mundo pelo Senhor Jesus com a mesma missão espiritual, de ser um agente de Deus para o anúncio da salvação para todos e toda e qualquer situação.

O uso da palavra “evangelizar” no Novo Testamento não significa ganhar almas, como normalmente pensamos. Evangelizar é anunciar a boa notícia da salvação em Jesus, e isto independe dos resultados serem positivos ou não, conforme nossa perspectiva.

Portanto, o sucesso da evangelização está ligado à comunicação fiel do evangelho de Jesus com amor.

Evangelizar é pregar o evangelho como ele é.

A forma de saber se estamos evangelizando é nos assegurar de que estamos fielmente tornando a mensagem do evangelho conhecida.

Evangelizar também não pode ser definido pelos métodos. Evangelizar é anunciar as boas notícias, independente de como este anúncio é feito. É pregar por todos os meios possíveis.

falando com um amigo, grupo de pessoas ou uma multidão.

distribuição de material impresso.

Desenhos com cenas e/ou motivos bíblicos.

Apresentações teatrais.

Evangelizar não é contabilizar almas ganhas para promover orgulho humano, mas anunciar a Cristo com fidelidade para fazê-lo conhecido por todos e para que todos possam ter a oportunidade de se decidir conscientemente por Ele ou não.

Conclusão:

O que este sermão abordou é a nossa missão como a missão de Cristo.  

E o sucesso no cumprimento desta grande missão depende do nosso entendimento completo dela (Social e Evangelístico) e da observação e cumprimento de cada “co”missão.

Penso que este é um dos sentidos de ser sal da terra (ação social) e luz do mundo (ação evangelística). Fomos enviados para dar sabor e conservação à vida da sociedade em que estamos inseridos, fazendo o bem e promovendo e lutando pela justiça e para evangelizar anunciando o perfeito Reino de Deus em Cristo do qual a prática e vivência da igreja hoje é uma anúncio profético.

Como igreja de Jesus nós precisamos compreender a missão que recebemos do nosso Senhor e Cristo, de ser agente abençoador para o mundo, levando amor e alento a todos por meio do envolvimento social e da evangelização cristã.

Você aceita a missão?



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Desafios da igreja na Pós-Modernidade: Igreja de Cristo & homossexualidade.

Texto: I Coríntios 6.9-11

09. Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
10. Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
11. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.

Verdade teológica: O maior desafio da igreja na Pós-Modernidade consiste em estabelecer bem claro que sua premissa fundamental é a Verdade da Escritura em detrimentos de todas as demais “verdades” do pós-modernismo.

Introdução:
Nossos dias são marcados por um crescimento cada vez maior da prática homossexual em nossa cultura, em grande parte incentivada pela mídia geral (TV, internet, revistas, jornais, etc.). E esse crescimento e popularização dos romances homossexuais têm questionado em muito a fé cristã e nós precisamos dar uma resposta.
Este breve sermão tem o propósito de tratar, ainda que de forma insipiente, a questão dos desafios da igreja em responder com mansidão àqueles que questionam a razão da nossa fé (1 Pe 3.15) no que pertine à homossexualidade.
Para tal vamos avaliar a visão pós-moderna da questão e posteriormente a visão bíblica. Na sequência vamos tratar da questão com o confronto ou a análise das duas visões e um convite a uma escolha da tua “verdade”, aquela que você vai adotar e seguir segundo o seu próprio juízo e critério.
Que o Eterno nos abençoe.

1.     As verdades Pós-Modernas.
a.      Toda forma de amor é certa, afinal o amor vem de Deus.
b.     Não aceitar a prática homossexual é discriminação e preconceito.
                                                              i.      O ato de fumar ou embriagar-se também não é aceito ou praticado por quem segue a fé cristã protestante. No entanto, aqueles que se embriagam ou fumam não têm nenhum preconceito contra os cristãos por causa disso. O mesmo se aplica à opinião cristã sobre o homossexualismo.
c.      Os homossexuais nasceram assim e não conseguem mudar.
                                                              i.      Nem a Bíblia, nem a ciência falam de fatores biológicos que promovam a homossexualidade. Não existe cromossomo gay, apenas os cromossomos macho (XY) e fêmea (XX).
2.     A Verdade bíblica.
a.      A Bíblia ensina que Deus fez macho e fêmea.
                                                              i.      Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra" (Gn 1:27,28)
                                                           ii.      “Ele respondeu: ‘Vocês não leram que, no princípio, o Criador os fez homem e mulher’” (Mt 19:4).
                                                         iii.      A ciência concorda com a Bíblia pois comprovou por meios humanos (método científico) aquilo que Deus já havia dito.
b.     A Bíblia condena de forma veemente a prática homossexual.
                                                              i.      "Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante” (Lv 18.22).
                                                           ii.      “Para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina”. (1 Tm 1:10)
                                                         iii.      “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos” (1 Co 6:9)
c.      A Bíblia condena a fornicação em todo e qualquer caso.
                                                              i.      Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Gálatas 5:19
                                                           ii.      Fugi da fornicação. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que fornica peca contra o seu próprio corpo. (1 Co 6:18).
                                                         iii.      “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação” (1 Ts 4:3).
d.     A despeito da condenação bíblica da prática homossexual o Senhor nos ordena tratar os homossexuais, assim como qualquer outra pessoa com respeito e amor.
                                                              i.      Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei. (1 Pe 2:17).
                                                           ii.      “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7:12).
3.     A Verdade que você se apossa.
a.      A verdade humanista e pós-moderna te prende debaixo do conceito dos homens que hoje afirma uma coisa e amanhã pode mudar essa afirmação completamente.
b.     A verdade humanista te coloca numa situação idêntica a de qualquer animal irracional, pois afirma que você não pode ter controle sobre os seus impulsos. Embora aqueles que a adotam não deixam de ser assim: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz” (Tg 3:13-18).
c.      A Verdade do Evangelho de Jesus entende que o ser humano é o autor da sua história, podendo escolher o que vai fazer de si mesmo e sendo, portanto, responsável por essas escolhas.
d.     A verdade do Evangelho ensina que somos livres. O problema maior está no conceito de liberdade que existe hoje. Pensa-se que liberdade é poder fazer o que se quer, porém, liberdade é poder para fazer o que é certo. A própria estrutura social deixa isso muito bem claro; os cidadãos livres são aqueles que fazem o que é socialmente aceito como certo, ao passo que aqueles que fazem o que querem acabam por prejudicar a paz e a ordem do todo e são literalmente presos. Portanto, espiritualmente o princípio é mesmo: Somos livres quando fazemos aquilo que é certo. Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo" (Gl 5:13,14).
e.      Somos livres quando entendemos e cumprimos o propósito para o qual fomos criados: Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês (Mt 5:48).
                                                              i.      A palavra grega traduzida por “perfeitos” é teleios. Esta palavra significa perfeito no sentido de que cumpre o propósito para o qual foi criado. A questão lógica a ser levantada é: teologicamente a prática homossexual cumpre o propósito para o qual Deus fez homem e mulher?
f.       A Verdade do Evangelho ensina que aquele que crê em Jesus é livre para viver acima das suas paixões carnais (pecaminosas):
                                                              i.      Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência, as quais vocês praticaram no passado, quando costumavam viver nelas (Cl 3:5-7).
                                                           ii.      Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus (1 Co 6:9-11).
                                                         iii.      A luta daqueles que têm fortes desejos sexuais com tendências homossexuais é a mesma daqueles que têm esses desejos com tendências heterossexuais, posto que tudo aquilo que foge ao padrão divino de conduta é pecado. Todos somos responsáveis pelas escolhas que fazemos e daremos contas delas diante de Deus.
Conclusão:
Neste muito breve sermão nós pudemos ver que há conceitos de verdade distintos em nossos dias, pois a Pós-Modernidade trouxe uma interpretação pluralista e subjetiva da vida de forma que cada indivíduo e/ou cultura constrói a sua “verdade”. A despeito disto a Bíblia diz que há uma única Verdade (Jo 14.6) e que não podemos nada contra ela (2 Co 13.8).
Seguindo a lógica Pós-Moderna eu e você somos livres para escolher qual verdade queremos crer e seguir; se a verdade cultural e pagã ou se a verdade do Evangelho e ninguém pode nos criticar pela nossa escolha.
Seguindo a lógica Bíblica eu e você também somos livres para escolher que tipo de “verdade” queremos para a nossa vida. Porém, a nossa escolha determinará o nosso destino: Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam (Dt 30:19).
Exerça a liberdade e escolha hoje a tua “verdade”!

domingo, 20 de setembro de 2015

O QUE FAZER EM MOMENTOS DE CRISE

CARTA AOS FILIPENSES
o que fazer em momentos de crise

Introdução
Todos vivenciamos momentos de crise. Eu já passei por momentos em que não sabia o que fazer tamanha a dificuldade que me cercava. Acredito que todos aqui já tenham passado por momentos semelhantes.
Nesta mensagem hoje vamos pensar um pouco sobre o que fazer quando as crises nos sobrevêm. Para aprofundar nossa reflexão vamos estudar quais foram as reações de Paulo diante da prisão por causa do nome do Senhor Jesus e procurar entender como podemos aprender a reagir de forma que Deus seja glorificado quando as adversidades batem à nossa porta.

texto: Filipenses 1.19-26

Elucidação Textual
No texto em estudo hoje Paulo está relatando à igreja que está certo de que, no fim, a sua prisão resultaria em salvação. Se fosse a termos humanos a salvação seria a sua libertação, mas se ele fosse condenado e morto a sua salvação seria eterna. Por isso ele usa o termo grego “soteria” nesta frase, porque, fosse como fosse Paulo seria salvo.
Ele ainda manifesta a sua divisão quanto a que “salvação” lhe seria melhor, já que se partisse e fosse estar com Cristo isso seria uma maravilha e se fosse liberto e ficasse com os irmãos ficaria satisfeito em poder servi-los.

VERDADE TEOLÓGICA
Nossa fidelidade ao Senhor Jesus é provada pelas reações às diversas situações que vivemos, sejam boas ou ruins.

I – Em momentos de crise devemos orar.
“Porque sei que disto me resultará salvação, npela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo” (Fp 1.19).
Paulo valorizava a prática da oração pelos irmãos e dos irmãos por ele. Ele tinha certeza da ação do Espírito Santo em seu favor função da oração dos santos.
A igreja de Filipos cuidava do apóstolo não apenas nas suas necessidades financeiras, mas também nas suas necessidades espirituais por meio da oração intercessória. Eles estavam sempre levando o nome do apóstolo ao Senhor, orando em favor dele.
A igreja do Senhor jamais é omissa na oração em favor dos seus obreiros locais e daqueles que estão incumbidos da obra do Senhor em outros campos.
Não apenas Paulo orava pela igreja, mas também a igreja orava por Paulo e isso trazia muita alegria ao coração do apóstolo. Ele sabia que não estava só, havia irmãos à sua retaguarda cobrindo-o com orações.
É muito reconfortante quando sabemos que há pessoas orando incessantemente por nós.
A oração deve ocupar lugar prioritário na vida cristã. Martinho Lutero dizia que a oração é para o espírito do cristão o que o oxigênio é para o corpo humano, a sua ausência implica em morte.
Nós temos dado à oração a prioridade que ela precisar ter em nossa vida? Temos orado por nossos líderes e por aqueles que estão a serviço do Reino de Deus nos campos?
O Senhor Espírito Santo está intimamente ligado à prática da oração na vida dos fieis (Rm 8.26,27; Zc 12.10) e é importante notar que as ações de poder do Senhor em favor da igreja estão sempre relacionadas à oração (At 1.14; 4.23-31; 12.5,12), assim como a Palavra de Deus e a oração andam sempre juntas e uma leva à outra (At 6.4).
Todos os homens e mulheres que o Eterno usou ao longo da história e que deixaram marcas tão profundas que impactam as nossas vidas até hoje foram pessoas de oração.
Nossa vida de oração nos fará homens e mulheres que deixarão marcas nas gerações futuras?

II – em momentos de crise devemos ter coragem.
Paulo era sabedor que o Senhor o poderia libertar de forma poderosa e milagrosa em atendimento à oração dos santos. Ele já havia sido liberto por Deus por meio de um milagre extraordinário (At 16.35), assim como também aconteceu com Pedro quando fora preso junto com João (At 5.19) e em outra ocasião enquanto a igreja orava em seu favor (At 12.1-7).
Porém, em Filipenses 1.19 Paulo se refere à esperança da sua soltura não como sendo realizada de forma miraculosa pelo Senhor Deus. Paulo nutria a expectativa de ser liberto porque entendia que ainda era necessário estar servindo a Igreja aqui na terra e, por isso, afirmou sua convicção de que o Senhor o manteria vivo para o bem da Sua igreja (Fp 1.24,25).
É interessante notar que Paulo usa a expressão grega “soteria” (salvação) para se referir à esperança da sua soltura da prisão. Ao usar esse termo propositalmente ele está ensinando aos irmãos que independente do que acontecesse ele seria “salvo”. Se fosse solto seria uma salvação em nível humano. Se fosse morto, seria a salvação eterna.
A fé de Paulo é o antídoto divino para o desânimo que as circunstancias adversas tendem a nos causar. Ser salvo pela soltura ou pela morte seria fruto da obra do Espírito Santo em sua vida, pois lhe proporcionaria salvação de qualquer forma. É esta maturidade espiritual que falta em muitos cristãos contemporâneos; saber que independente do que nos aconteça na carne, o Senhor está sempre no controle e no final, Ele nos salvará.
Esta declaração de Paulo significava dizer para a igreja de Filipos que o Espírito Santo o estava fortalecendo de tal maneira que ele não se deixava abater porque sabia que era verdadeiramente “liberto”. E esta ousadia e coragem era também resposta às orações dos irmãos (Fp 1.19).
Além da oração dos irmãos e do socorro do Espírito Santo, Paulo orava e pedia ao Senhor que o Senhor lhe desse graça para jamais retroceder de sua missão. Veja como a Nova Tradução da Linguagem de Hoje traduz Filipenses 1.20: “O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que eu disser e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza de Cristo”.[1]
Paulo estava convicto de que o Senhor lhe proveria tudo o de que necessitasse para suportar o que estava por vir. A palavra “socorro” (Fp 1.19), utilizada por Paulo, se refere a um patrocinador que cobre todas as despesas de um evento. Sendo assim, o apóstolo dos gentios está expressando sua certeza de que o Senhor lhe forneceria toda graça, força e coragem necessárias para passar pelo que fosse necessário para a glória de Deus Pai.
O medo de Paulo em falhar na sua missão, perdendo a coragem diante dos desafios inerentes a ela e deixando de honrar o Senhor Jesus (Fp 1.20), também é digno de nota. Tudo indica que Paulo, sabedor de que poderia comparecer diante do imperador Nero, o cruel assassino de cristãos, desejava ser revestido de Deus para não fraquejar na fé devido à sua humanidade. Paulo entendia que se fosse dominado pela sua natureza humana tenderia a omitir ou subtrair questões essenciais de sua fé tentando salvar-se, vencido pelo medo natural da morte, ele estaria deixando de glorificar a Cristo.
Se ele tivesse que morrer, que fosse por confirmar a sua fé e não por negá-la. E se tivesse que viver, que fosse para a glória de Deus e não por negar essa glória.
O desejo de Paulo era que, na hora mais crucial de sua vida, diante da mais desafiadora confrontação da sua fé ele não negasse ao Senhor diante dos homens, pois não desejava ser negado diante do Pai (Mt 10.33). Por essa razão ele escreveu a Timóteo já na sua segunda prisão (aquela na qual seria morto) que Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação(2Tm 1.7).
Esta coragem inerente aos verdadeiros homens e mulheres de Deus é proveniente única e exclusivamente da pessoa do Espírito Santo. Ninguém enfrentará a morte com resignação e serenidade, sem tentar a todo custo salvar-se sem uma ação do Senhor em seu espírito, e isto só possível mediante uma vida de íntima comunhão com o Trino Deus Todo Poderoso.

III – em momentos de crise devemos glorificar ao senhor.
Paulo ansiava por glorificar a Cristo não só por meio de suas palavras, mas também por meio do seu corpo (Fp 1.20).
O testemunho de um servo fiel possui um poder descomunal.  Francisco de Assis, demonstrando bem a essência do testemunho de vida, dizia: “Evangelize sempre, quando for necessário use palavras”.  É possível ganhar para Cristo amigos que sempre foram indiferentes às nossas palavras quando eles virem como reagimos diante das adversidades da vida. Como escreveu meu amigo, pastor Carlos Coutinho Rômolo: “Seu obstáculo pode tornar-se o seu púlpito”.
O cristão que continua fiel no seu serviço a Jesus quando tudo está contra ele, exerce grande influencia sobre os que o cercam.
A essência do evangelho é que Cristo seja glorificado em nós de tal maneira que Ele se torne real para as pessoas. Não se trata da ideia equivocada, pregada por muitos hoje, de que Cristo só é glorificado quando eu faço sucesso, pois “não há glória no fracasso de ninguém”, dizem.
A resposta a essa falsa premissa é que Cristo é glorificado em nossas fraquezas pela forma como nos portamos diante delas. A fé é confirmada pela nossa fidelidade em qualquer situação, seja de sucesso, de fracasso, de dor, de alegria, etc., pois todas essas coisas vêm dele e são para atingir os propósitos dele. É possível envergonhar ou glorificar ao Senhor tanto no sucesso quanto no fracasso, na bonança quando na dor, tudo depende das nossas atitudes nestas circunstâncias.
Por essa razão Paulo declara com firmeza: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.[2] Ele estava convicto que a maior tragédia da vida é a falta de Cristo. Quando Jesus está presente em nós, tanto a vida quando a morte se revestem de um novo significado nele, pois, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor (Rm 14.8).
Se Paulo permanecesse vivo o lucro seria da igreja, se ele morresse o lucro seria dele, pois estaria com o Senhor. Morrer é lucro, pois não se trata se estar num sono insconsciente, mas de estar com o Senhor, numa comunhão consciente. O momento de ausência aqui é o momento de presença lá. Morrer para o cristão, portanto, é lucro.

Conclusão: 
Precisamos cultivar uma vida de oração contínua (1Ts 5.17) para aprofundar nossa comunhão com o Senhor e nos revestirmos dele a fim de que tenhamos coragem sempre no serviço a Ele diante dos desafios que nos forem impostos e assim possamos honrá-lo e glorifica-lo com nossas atitudes na mais diversas situações que vivermos, seja na bonança ou na escassez, na alegria ou na tristeza, no sucesso ou no fracasso, na cura ou na enfermidade, etc.
Enfim, ao aplicar os ensinamentos da Escritura à nossa vida diária vamos desfrutar de uma vida mais íntima com Deus a cada dia e estar prontos para viver ou morrer para Cristo, pois somos dele aqui ou lá.
Que a graça do Senhor seja com todos nós.




n 2Co 1.11; Rm 8.9
[1]Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Nova Tradução Na Linguagem De Hoje. Sociedade Bíblica do Brasil, 2005; 2005, S. Fp 1:20
[2]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Corrigida 2009; Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil; Barueri, 2009; 2009, S. Fp 1:21