quinta-feira, 21 de abril de 2011

A falibilidade do conceito do sono da alma

O texto que segue abaixo é fruto de uma resposta dada a uma amiga, mestranda em teologia e que foi questionada acerca do dogma adventista do sono da alma. Como ela, acredito que mais pessoas tenham essa dúvida e por isso decidi postar essa breve matéria. Caso concorde ou discorde de mim deixe seu parecer em um comentário.
Deus te abençoe. 

Querida, com todo o respeito, acredito pia e convictamente que seu professor doutor está enganado. O dogma do sono da alma é uma criação dos Adventistas do Sétimo Dia, mas que não tem respaldo bíblico. 
O argumento dos Adventistas se baseia nos textos em que a Escritura se refere aos que "dormem no Senhor" (Sl 76.5; Dn 12.2; 1Ts 4.13,15; 1Ts 5.17)  . Entretanto, é importante prestar atenção no fato de que todas as vezes em que a Escritura usa essa expressão ela está se referindo ao corpo e não à alma. Sendo assim, o termo "os que dormem no Senhor" trata-se de um eufemismo e é usado para substituir o termo mais pesado: "os mortos no Senhor".
Porém, a Escritura, quando se refere à alma mostra-a plenamente consciente. 
Alguns poderiam dizer que esse pensamento não se fundamenta porque apenas o texto do rico e Lázaro (Lc 16.19-31) ensina isso e não devemos fundamentar uma doutrina com base em um único texto bíblico. Mas, isso não é verdade; há vários outros textos bíblicos que ensinam que a alma fica consciente após a morte física. 
Vejamos por exemplo Apocalipse 7.9-14, que ensina-nos acerca de uma multidão de mártires da grande tribulação diante do trono de Deus clamando ao Senhor. Pergunta: como uma alma inerte pode clamar? 
Paulo também tinha certeza de que, ao partir estaria junto de Jesus (Fp 1.23). Como ele teria essa certeza se a sua alma fosse ficar inerte?
Jesus prometeu ao ladrão na cruz que naquele dia eles estariam juntos no Paraíso, mas como esse ladrão teria certeza do cumprimento da promessa de Jesus se a sua alma estaria dormindo? E qual a diferença entre o paraíso e o inferno se as almas não têm consciência de onde estão?
Na verdade, o dogma Adventista do "sono da alma" não se sustenta na Bíblia e os doutores de teologia de hoje fundamentam suas teses muito mais em filosofia teológica do que na Escritura Sagrada.
Ah sim, acerca do por que os que estão em Cristo subirão é porque as almas dos santos virão do céu para retomarem os seus corpos das sepulturas e que desta feita em diante serão glorificados (1Co 15.51,52)..
Em poucas palavras espero ter podido contribuir para dirimir a sua dúvida acerca desse tema.
Deus te abençoe e grande abraço.
Amo muito vocês.

Do amigo,
Pr. Ioséias.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pastoral

Nós somos a Igreja do Senhor



Estamos vivendo dias de avivamento em nossa comunidade de fé. Nossa igreja tem sido tão abençoada pelo Senhor que só nos resta agradecer.


Nós celebramos seis anos da abertura do templo de nossa igreja. Os santos que servem ao Senhor aqui desde o início já experimentaram toda sorte de sentimentos; mas em todas essas circunstâncias o Senhor guardou o seu povo e o tem preservado.


Líderes vieram e se foram, mas o povo de Deus continua firme, militando o bom combate da fé. Isso porque, como declaramos em nossa festa de aniversário do templo, as portas do inferno não podem, nem jamais poderão prevalecer contra a Igreja de Jesus (Mt 16.18).


Jamais perca de vista essa realidade, você é a Igreja de Jesus e o inferno não pode prevalecer contra a sua vida porque você não está sozinho. Como igreja você vive em comunhão com o Altíssimo e com os irmãos e a sua luta é também nossa e do nosso Deus, uma vez que Ele abençoa pessoas através de pessoas e nós fomos reunidos em Jesus para abençoar uns aos outros. Precisamos estar juntos (Gl 6.2).


Como igreja de Jesus somos enviados numa missão (Mt 28.20), nos reunimos em comunhão para adorar, para incentivar uns aos outros e para extrair do ensino da Palavra o suprimento alimentar espiritual para nos sustentar durante a semana (At 5.42).


Fomos salvos para isso. Para fazer nosso Senhor conhecido e isso através da nossa adoração sincera, da nossa comunhão verdadeira e da nossa fidelidade à Escritura Sagrada em tudo o que ela pede de nós.


Somos Igreja porque vivemos unidos e igreja é sinônimo de comunhão entre os santos (At 2.44).


Nós somos a Igreja de Jesus, unidos pelos laços do amor que Ele derrama em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5). Aleluia!





Pastor Ioséias C. Teixeira



terça-feira, 5 de abril de 2011

Igreja, o Inferno não pode prevalecer sobre ti Mateus 16. 13-18

Porque a Igreja sabe quem é Jesus (vv.13-16)
       Ele não é apenas profeta (v.13,14).
      Essa Cesaréia não se trata daquela que a Bíblia se refere com mais frequência. Ela ficava ao N de Israel, próximo à fronteira, e ficava distante do Mar da Galiléia por cerca de 40 Km.
      Cesaréia de Filipe era um território pagão, próximo a uma gruta dedicada à adoração do Deus Pan. Pan (Lupércio ou Lupercus em Roma) era o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Era representado com orelhas, chifres e pernas de bode. Amante da música, trazia sempre consigo uma flauta. Era temido por todos aqueles que necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico.
      Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano.
       Por esse motivo, dificilmente Cesaréia seria um lugar para uma revelação divina.
       Ele é o Cristo o Filho do Deus vivo (vv.15,16).
      Da mesma natureza e essência (unigênito do Pai). Pedro declara, pelo Espírito Santo, que Jesus é o Filho de Deus (Portanto vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. - 1Co 12.3).
      Pedro entende que era natural que o derradeiro sucessor do Trono de Davi fosse chamado Filho de Deus (Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. - Sl 2.7; 27. Também por isso lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei mais elevado do que os reis da terra. – Sl 89.27).
Porque a igreja recebe revelação direto de Deus (v.17)
       O Espírito Santo é quem ensina as verdades espirituais aos santos.
      Pedro é chamado de “bem-aventurado”, o que é uma forma de abençoar.
      Porque não foi a sua humanidade (carne ou sangue) que o levou a essa conclusão, mas o Espírito Santo.
       Essas verdades nos fazem felizes.
Porque a Igreja é estabelecida sobre a Rocha (v.18)
       A Rocha é Jesus e nós somos edificados nele.
      Jesus está afirmando que Pedro seria a “pedra fundamental” da inauguração da igreja.
      No AT era comum a idéia de pessoas figurando como fundação de alguma coisa (OUVI-ME vós, os que seguis a justiça, os que buscais ao Senhor: olhai para a rocha donde fostes cortados, e para a caverna do poço donde fostes cavados. Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele só, eu o chamei, e o abençoei e o multipliquei. – Is 51,1,2;)
      Posteriormente todos os apóstolos são considerados fundamentos da igreja (Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina – Ef 2.20).
      Pedro é a rocha como confessor, e outros constroem sobre a fundação proclamando a mesma confissão.
       As portas do inferno não podem prevalecer contra aqueles que estão alicerçados em Cristo Jesus.
      As portas do inferno são uma referência ao Reino e ao poder da morte (Ou descobriram-se-te as portas da morte, ou viste as portas da sombra da morte? - Jó 38.17; 13. 13. Tem misericórdia de mim, Senhor, vê como me fazem sofrer aqueles que me aborrecem, tu que me levantas das portas da morte; - Sl 9.13).
Porque a Igreja tem as chaves do Reino (v.19).
       Chave é símbolo de autoridade.
      Ser guardião de uma chave era um dos mais importantes papéis que um servo podia representar (Mc 13.32-34).
      Um alto oficial guardava as chaves de um reino (Is 22.20-22).
      Na Casa de Deus, o Templo, chaves significam autoridade para admitir alguém no Reino (Mt 23.13).
       A igreja tem autoridade para “ligar” e “desligar” aqui terra e isso repercute no céu.
      Ligar e desligar era uma expressão rabínica para se referir à autoridade de Deus para proibir e permitir segundo a interpretação da Escritura.
      Sendo assim, aqueles que pastoreiam o rebanho do Senhor recebem de Deus a autoridade para estabelecer as doutrinas eclesiásticas segundo a interpretação da Escritura.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como Falar em Público

A ESCOLHA DO SERMÃO
O sermão, para obter maior êxito, deve, sempre que possível, estar em conformidade com alguns aspectos importantes referentes à ocasião, à necessidade do povo ou ao tema proposto.
Nesse breve texto o autor abordará a importância da escolha do sermão em conformidade com a ocasião, a necessidade do povo e ao tema proposto. Vejamos.

EM CONFORMIDADE COM A OCASIÃO.
Pregar em conformidade com a ocasião tende a ser muito eficaz e a trazer uma resposta muito positiva por parte dos nossos ouvintes.
Imagine o alcance de uma mensagem que tenha como tema "Jesus, a nossa Páscoa" e que discorra sobre o sacrifício de Jesus em nosso favor para nos salvar da opressão do inimigo e que faça uma correlação com a libertação de Israel do Egito nos dias de Moisés sendo pregada no domingo pascoal. As pessoas estão com o seu foco voltado exatamente para a Páscoa e quando você estabelece uma ligação entre a sua mensagem e o foco contextual dos seus ouvintes fica muito mais fácil para eles a compreensão do assunto. Além do que, você terá uma ótima oportunidade de ensinar a verdade bíblica acerca da Páscoa em contraste com a concepção consumista atual.
Assim também podemos fazer em outras ocasiões, tais como: natal, ano novo. descobrimento do Brasil, Proclamação da Indenpendência, etc.
Pregar em conformidade com a ocasião redunda em adequação ao contexto de vida das pessoas e em demonstração de conhecimento histórico e valorização da cultura por parte do pregador.

EM CONFORMIDADE COM A NECESSIDADE.
Pregar em conformidade com a necessidade dos ouvintes é outro método extremamente eficiente.
Embora essa modalidade de pregação se adeque mais específicamente ao pregador que conhece bem o seu público, tal como o pastor ou outro pregador que conviva com  a igreja diariamente, ainda que haja necessidades que sejam aplicáveis à qualquer igreja, em qualquer lugar.
As pessoas têm necessidades espirituais que precisam ser supridas e a missão do pregador é exatamente essa.
Escolher um sermão de acordo com a necessidade exige do pregador muito conhecimento do seu povo e muita humildade, para que não se sobreponha aos outros como sendo o único perfeito dentro daquela comunidade. Contudo, é um método maravilhoso porque dá ao povo o suprimento que, de fato, precisam.

EM CONFORMIDADE COM O TEMA.
Outra modalidade de sermão é aquele que é pregado em conformidade com o tema proposto.
Em geral esse tipo de mensagem é pregada em ocasiões festivas quando é proposto um tema alusivo à ocasião. Sendo assim, o pregador precisa ser fiel ao tema que lhe foi proposto, pois, caso contrário, estará traindo a confiança daqueles que o convidaram.
É sempre preciso ser fiel àqueles que nos convidam para pregar e partir do pressuposto que o tema que eles estão nos transmitindo foi formulado depois de um bom período de oração e jejum para que o Senhor os direcionasse nessa escolha. Portanto, pregar fora do tema significa insinuar que aquele tema não veio de Deus.

CONCLUSÃO:
Ao escolhermos um sermão em conformidade com a ocasião, a necessidade do nosso povo ou com o tema proposto estaremos alimentando o povo de Deus com uma dieta espiritual balanceada e coerente.