quinta-feira, 19 de junho de 2014

Meditando sobre o perdão

Tenham todos um ótimo dia.
Segue uma pequena reflexão que escrevi após minha devocional de ontem.

Perdoar e não restituir a confiança não é perdoar. É extremamente difícil, mas igualmente necessário.
Jesus deixou claro para Pedro que o havia perdoado de tê-lo negado depois de lhe designar para apascentar os ser cordeiros.
Mais tarde, Pedro tornou-se disposto a morrer por Jesus só porque o Senhor o perdoou e lhe restituiu a confiança. Ele havia voltado para a sua vida de pescador porque acreditava que seu ministério havia acabado e foi onde Jesus o encontrou, na beira da Praia (João 21.1-17).
Jesus não depositou confiança em Pedro porque esse mudou, mas ele mudou porque Jesus demonstrou que continuava acreditando nele porque o havia perdoado. Esta conversa de Jesus com Pedro se deu no terceiro encontro com os discípulos após a ressurreição, e o Senhor se encontrou com eles por diversas ocasiões num espaço de quarenta dias. Porém, a dramática mudança de Pedro se deu dez dias após a ascensão do Senhor ao céu, no dia de Pentecostes (Atos 2).
Eu sempre tive o raciocínio que perdoar seria possível, mas restituir a confiança não, até meditar no texto de João na minha devocional, ontem a noite e ouvir a voz de Deus no meu espírito acerca dessa questão (estou convicto de que tenha sido Deus, porque o diabo não está a fim de ver relacionamentos plenamente restaurados) e da restituição da confiança a pessoas que, em algum momento, erraram comigo, assim como eu espero que seja recomposta a minha confiança.
#não_adianta_tapar_o_sol_com_a_peneira

segunda-feira, 16 de junho de 2014

CONHECENDO O PODER DA LÍNGUA.


 
tEXTO: Tiago 3.1-12
  1. Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor.
  2. Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo.
  3. Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam, podemos controlar o animal todo.
  4. Tomem também como exemplo os navios; embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto.
  5. Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha.
  6. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniqüidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno.
  7. Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e é domada pela espécie humana;
  8. a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero.
  9. Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
  10. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim!
  11. Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte?
  12. Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce.

Introdução
A palavra tem um poder enorme. A Bíblia dá muita ênfase à questão da palavra dita com sabedoria ou sem ela; sobretudo no livro de Provérbios. Contudo, a história Bíblica de Doegue, o fofoqueiro, que levou uma traiçoeira informação a Saul, insinuando falsamente que o sacerdote Aimeleque estava conspirando com Davi contra Saul e levou o rei a se envenenar por sua mentira e a matar todos os oitenta e cinco sacerdotes de Node pelas mãos do próprio Doegue, visto que os soldados de Saul se negaram a cometer tal crime (1Sm 21.1-9; 22.6-19). Por causa de uma mentira homens inocentes foram mortos.
Em contrapartida, a Bíblia também ensina que nós, homens e mulheres, devemos usar nossas palavras para animar e fortalecer os outros.
“falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor,” Efésios 5:19.
“O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração”. Lucas 6:45


Elucidação Textual
Nesta perícope o pastor Tiago aborda a questão do uso da língua.
Ele começa exortando as pessoas a que não busquem posições de ensino e liderança porque serão cobrados de forma mais rígida. Ao dizer que não se deve buscar, Tiago não está desanimando as pessoas à liderança, mas deixando claro que o ensino e a liderança não devem ser fruto de uma busca, mas de um reconhecimento de outros; e explica que esse cuidado deve ser tomado porque todos tropeçamos em nossas palavras.
Na sequência, Tiago passa a falar sobre o uso da língua e aborda o poder da fala, tanto para destruição como para edificação. Fato que abordaremos com mais detalhes nessa mensagem.

VERDADE TEOLÓGICA, PROPOSIÇÃO OU TEMA
A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte
Provérbios 18.21

sentença interrogativa
O que determina que a língua tenha tamanho poder?

sentença de transição
Tiago nos ensina que o poder da língua se baseia em três verdades ensinadas simbolicamente.

I – A LÍNGUA TEM O PODER DE NOS GUIAR PARA A MORTE OU PARA A VIDA (vv.3,4).
A.    A primeira figura que Tiago usa é a do freio na boca dos cavalos (v.3).
a.    Um cavalo indomado é um perigo para quem se aproxima dele, podendo até matar essa pessoa, por ser muito mais forte do ela.
b.    Um cavalo domado é extremamente útil para aqueles que se aproximam dele, pois toda a sua força está a serviço daquele que o domina.
B.    A segunda figura é a do leme das embarcações (v.4).
a.    O leme é, talvez, a menor parte que compõe uma embarcação. Porém, sem ele essa embarcação ficaria à deriva, submissa à força das águas, podendo ser lançada contra rochedos ou ser levada para lugares diferentes dos quais ela pretendia.
b.    Também, se o leme não estiver sob o comando de um timoneiro hábil e preparado, a embarcação poderá ter a mesma triste sorte de uma embarcação à deriva.
C.    A língua é, na figura de Tiago, como um cavalo que precisa ser domado e colocado sob o controle de um freio para ser útil e um leme que precisa ser usado com habilidade pelo seu timoneiro, para que não leve à uma destruição terrível. 

II – A LÍNGUA TEM O PODER DE DESTRUIR E MATAR (vv.5-8).
A.    Continuando e ampliando seu raciocínio, Tiago aponta para a língua perversa como sendo orgulhosa e se gabar de grandes coisas (v.5). Essa expressão de Tiago aponta para a fala de alto-exaltação, que está sempre preocupada em mostrar o quanto é importante e valiosa, e em como é realizadora de grandes coisas.
B.    Na sequência, ele afirma que a língua perversa é fogo e mundo de iniquidade. Ela infecta todo o corpo e põe a vida numa condição de destruição cada vez maior. Assim, quando a fala é usada com propósitos carnais, malignos e degradantes, resulta num distanciamento das pessoas cada vez maior a médio e longo prazo, porque tal fala procede do inferno.

III – A LÍNGUA TEM O PODER DE DAR REFRIGÉRIO E ALIMENTAR PARA A VIDA (vv.9-12).
A.    A língua também tem um poder benéfico. Ela pode trazer refrigério.
a.    Na região desértica da Palestina uma das mais valiosas riquezas é a água. Por isso Tiago compara a fala como uma fonte de água para as almas sedentas. Aquele que usa de forma sábia a sua fala traz refrigério aos que ouvem e lhes ajuda a recuperar as forças para a vida.
b.    Assim como o ser humano não vive se ficar mais de três dias sem beber água, também nós precisamos de palavras de refrigério de tempos em tempos. As palavras de nossos amigos e irmãos são muito importantes para a manutenção da nossa saúde emocional.
c.     As palavras do homem são águas profundas, mas a fonte da sabedoria é um ribeiro que transborda. Provérbios 18:4
B.    A outra comparação que Tiago faz é com a árvore frutífera. Ela alimenta.
a.    As árvores frutíferas são bênção para a vida. Os frutos alimentam e trazem satisfação ao paladar.
b.    Assim como os frutos das árvores são importantes para a dieta humana, também os frutos dos lábios que confessam o nome do Senhor - Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome. Hebreus 13:15.
c.     A fala de quem teme a Deus pode trazer refrigério para a alma sedenta e força para a que está enfraquecida.
d.    Do fruto da boca enche-se o estômago do homem; o produto dos lábios o satisfaz. Provérbios 18:20

Conclusão: 
Como vimos, a língua possui um poder muito grande, tanto para matar e destruir como para dar vida e restaurar.
O fato que não podemos esquecer é de que forma temos usado nossa língua. Você tem usado sua fala como um instrumento de vida ou de morte? De destruição ou de restauração? O teor de suas conversas visa denegrir ou honrar o seu próximo? Ajudar ou condenar?
Com base no que você ouviu hoje, avalie-se e tome uma postura diante de Deus, em assumir uma posição de abençoar sempre.
Deus te abençoe!