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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Porque usamos a NVI, mesmo com tantas críticas?

Assim que foi lançada, em 2000, a NVI sofreu dezenas de ataques por parte dos evangélicos brasileiros, que alegavam que ela era "fraudulenta" e possuía erros gritantes. Mas estranhamente, tais críticas surgiam muito rápidamente após o seu lançamento. Pensamos que os adoradores da João Almeida foram com tanta sede ao pote que após a sua leitura (duvidamos que tenham lido direito), já foram criando teorias mirabolantes para desacreditar a NVI. Pensamos também que tais críticas sejam pura balela da Sociedade Bíblica do Brasil, detentora dos direitos da JFDA, justamente por medo de perder mercado, o que já vem acontecendo em uma escala grande.
Porém os defensores da João Almeida, que atacam frenéticamente a NVI, na sua quase que totalidade, não conhecem a história desta bíblia (JFDA), a qual, traduzida por um único homem, feita às escondidas e baseando-se em textos considerados como fraudulentos. Fora que é uma bíblia que não passou por nenhuma mudança devido as novas descobertas arqueológicas, normas linguíticas e uma variedade de outros ítens. As poucas atualizações ocorreram na versão de 1994, porém ela continuou com a mesma base, a JFDA do século XVII.
O fato da NVI buscar uma linguagem mais "moderna", não tira seus créditos e, em relação às suas diferenças junto a JFDA, não fazem a mínima diferença na doutrina cristã. Em nenhum momento a NVI tira a autoridade de outras versões e manuscritos, pelo contrário, ela apenas utiliza da melhor forma o português brasileiro para traduzir os manuscritos diretamente dos originais grego, aramaico e hebraico. Diferente da JFDA, que, na sua tradução, utilizou-se, além de textos fraudulentos, de manuscritos em línguas européias, como a espanhola e italiana, com um arcaísmo exagerado.
Outro problema é que os adoradores da João Almeida não gostam da NVI justamente ao tipo de liguagem usada nela. A NVI eliminou o arcaísmo que a JFDA tem, facilitando a leitura e entendimento das Escrituras. Esse "remelexo" dos evangélicos nos lembra muito o "remelexo" dos católicos quando John Wicliff traduziu a bíblia para o Inglês, lá pelo século XIII (primeira bíblia da idade média em outra lingua além do Latin). Ou seja, os evangélicos conservadores não querem que o arcaísmo seja substituído, como se ele fosse a verdadeira língua das Escrituras, igualmente à ICAR quando Wicliff traduziu para o Inglês.
Cabe lembrar que praticamente todas as versões lançadas sofreram represálias como as que a NVI sofreu. A própria João Ferreira de Almeida, de 1995, foi uma delas, a qual sabemos que deu mais polêmica do que a própria NVI. Isso aconteceu com várias versões. King James, Westcott/Hort, Bíblia da Linguagem de Hoje, entre outras.

Como resposta, a SBB - Sociedade Blíblica do Brasil, lançou uma nova versão na BLH - Bíblia da Linguagem de Hoje, entitulada NTLH - Nova Tradução da Linguagem de Hoje, no mesmo ano de lançamento da NVI.  

Fonte: http://www.dc.golgota.org/nvi/nvi.html

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Gente murmuradora

TODA QUEIXA CONTÉM EM SI UMA AGRESSÃO.
Niethzsche

Conviver com pessoas viciadas em reclamar é um tormento, pois a desgaste mental e a negatividade desse tipo de personalidade acabam contagiando tudo ao redor. É por isso que Nietzsche se refere à queixa em si como uma agressão, tanto para quem reclama quanto para os pobres interlocutores.
O mais curioso é que as pessoas que sofrem desse mal geralmente não têm consciência disso. Mas talvez exista uma forma de fazer com que elas enxerguem as inconveniências do seu modo de agir. Faça com que saibam que:
. Ninguém presta atenção de verdade aos lamentos dos outros.
. Os que insistem em ficar lamentando sem parar acabam sendo inoportunos, chegando ao ponto de serem evitados pelos demais.
. Expressar uma situação negativa não ajuda a resolvê-la, Na verdade, paralisa a ação. pois a queixa incessante se torna cansativa também para quem a produz.

Além disso, por trás da negatividade existe um sinal de impotência que não passa despercebido. Como afirmava Confúcio: "Os que se queixam da forma como a bola quica são os que não sabem arremessá-la".

Transcrito do livro "Nietzsche para estressados", de Allan Percy, Ed. Sextante, pag. 37.
— lendo Nietzsche para estressados.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

ELEGÂNCIA, O QUE É?




Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até à hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.    
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.       
Nas pessoas que escutam. E quando falam, não ficam a julgar sentindo-se o "dono da verdade".
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.        
É possível detectá-la em pessoas pontuais.     
Em pessoas que sabem que os mais velhos, muitas vezes, são rabujentos e mesmo assim o tratam com a deferência que merecem.  
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.       
É elegante não ficar espaçoso demais.  
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...     
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.  
É elegante retribuir carinho e solidariedade.   
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição....       
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.         
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.   
É elegante a gentileza; atitudes gentis falam mais que mil imagens...      
Abrir a porta para alguém? É muito elegante. 
Dar o lugar para alguém sentar? É muito elegante.   
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...      
Oferecer ajuda? Muito elegante.           
Olhar nos olhos ao conversar? Essencialmente elegante.    
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras". Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.  

Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Preparando mensagens que transformam vidas



Carlito Paes


Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade. (2Timóteo 2.15)
Junto com a fidelidade, porém, há outro valor que devemos agregar a nossa mensagem: a contextualização. No texto de Timóteo, Paulo recomenda o ensino correto da mensagem de Deus. No entanto, se não soubermos transmiti-la ao homem pós-moderno, ela não será eficaz, e naturalmente não atingirá seu objetivo.
Este texto, tem sido a divisa de milhões de pregadores ao longo dos séculos. Trata-se de fato de um grande texto. Ele reitera a fidelidade do pregador como elemento básico para a eficácia da mensagem. Nunca seremos grandes pregadores se não tivermos caráter, se não nos apegarmos à verdade, se não formos fiéis às Escrituras. Alguém poderia argumentar: mas e o Espírito Santo? E o poder sobrenatural da Palavra? Ele é real, é claro, mas há uma parceria entre Deus e o pregador, entre pregação e mensagem. Deus o escolheu para que você cumpra sua parte: fidelidade e contextualização.
Você já possui o amor por Deus. Também está em seu coração o altruísmo para crescer. O próprio fato de ler este livro demonstra seu interesse pelos que o ouvem.

PREGAR É UMA ARTE

A palavra de Deus é viva e verdadeira. Entretanto, se pregarmos morbidamente, sem vigor, em vez de convencer o ouvinte, ele poderá até desconfiar de nossa convicção sobre o que cremos. Muitas pessoas que não têm Jesus vêem os pregadores como vendedores de sonhos, profissionais da fé, homens de religião, e isto muito se deve ao estilo de pregar.
É necessário reverter esse quadro com uma mensagem que vá direto ao coração das pessoas, que lhes supra as necessidades, que seja coerente com a realidade que elas vivem. A questão não é tentar tornar a palavra de Deus relevante; ela já o é por sua natureza divina. Nós é que temos de ser relevantes. Nosso modo de pregar e de levar a Palavra é que deve mudar de modo que as pessoas de hoje possam se interessar em parar para ouvir o que dizemos. Se não ouvirem, como crerão?
Um tipo clássico e muito difundido de sermão é a exposição textual, que se configura do seguinte modo:
• seleciona-se um ou mais parágrafos do texto;
• estuda-se o contexto histórico, gramatical e teológico dele;
• faz-se um esboço conforme com as divisões naturais do texto;
• adicionam-se ilustrações e aplicações.
Se você estiver pensando que não há nada de errado com essa seqüência, está certo. A questão é que uma mensagem para transformar a vida de alguém deve ir além disso; precisa agregar outra característica muito importante. Mas vamos adiante.
Quatro estágios básicos da mensagem que transforma vidas
Uma vez selecionado o texto bíblico, é o momento da exegese, ou seja, de observar e interpretar o sentido original do texto. O próximo passo é descobrir as verdades eternas. É o que denominamos hermenêutica. Trata-se de descobrir a implicação dessas verdades atemporais para os dias de hoje. Nesse momento uma boa pergunta a fazer é: Que resposta espero obter nesse texto?
Feito isto, é preciso aplicar o resultado à situação local, o que chamamos de personificação. Isto é, situar o ouvinte no universo apresentado nas Escrituras. A Bíblia menciona cidades, regimes, partidos, sociedades, línguas, reinos, sistemas métricos e monetários. Muitos deles inexistentes hoje, o que dificulta a comunicação com o homem contemporâneo. Daí a necessidade da conexão, da personalização de toda essa linguagem. Aplicar as verdades atemporais das Escrituras é 'construir pontes' entre o ontem e o hoje.
Entretanto, não poderemos construir pontes adequadas se não tivermos em mente o público-alvo. Que tipo de pessoas nos ouvirá? É neste momento que ocorre a contextualização, ou seja, como aplicar para as pessoas que vivem no século xxi as palavras de Deus escritas há séculos, para sociedades totalmente diferentes?
Este é o diferencial e é aqui que lamentavelmente muitos pregadores têm falhado. Ainda que sejamos fiéis às Escrituras, que façamos uma boa exegese e hermenêutica, sem uma adequada contextualização, a mensagem ficará incompleta. E o motivo é simples: não se estabelecerá uma boa comunicação entre o pregador e o público alvo. As verdades eternas não serão compreendidas adequadamente e, portanto, as pessoas não saberão como aplicá-las hoje. Teremos falhado como pregadores.
Ao contextualizar a mensagem, portanto, lembre-se dos seguintes aspectos:
1. Todos querem ser amados. Pregue com amor. As pessoas já estão alquebradas pela crueldade e indiferença impostas pelo mundo. Pregue 'pastoreando', porque talvez o único cuidado pastoral que essas pessoas encontrem na semana seja sua mensagem. Elas precisam de misericórdia, de boas novas! Aponte o pecado e diga a verdade, sim, mas com amor. Se elas não encontrarem amor na pregação da Verdade, poderão se deixar seduzir por mensagens heréticas, espíritas, da nova era ou qualquer outra filosofia que lhes ofereça amor, acolhimento.
2. Todos desejam sentir-se úteis. Ao pregar, valorize a vida, as habilidades, o conhecimento, o trabalho das pessoas. Deus criou cada um de nós com um claro propósito. Diga isso às pessoas. Elas têm o direito de saber.
3. Todos buscam preencher o vazio interior. Não importa quão ricas ou bem-sucedidas sejam, as pessoas sem Jesus são vazias. Se alguém se propõe ouvir uma mensagem bíblica, certamente busca preencher um vazio espiritual, interior.
4. Muitos se sentem culpados. Há pessoas cujas vidas têm-se consumido pela culpa. Pense nisso antes de imputar mais culpa nesses corações. Você é mensageiro do perdão e da graça de Deus. As pregações de Jesus transmitiam encorajamento, boas novas para seus ouvintes.
5. Muitos estão sendo consumidos por sentimentos negativos. A amargura, a mágoa e o rancor causados por problemas interpessoais, familiares e afetivos têm assombrado a vida de muitas pessoas, levando-as a uma existência de medo, desespero e depressão. Mostre-lhes que é possível livrar-se de tais sentimentos. E a libertação tem início em Jesus, na decisão dela de aceitar a única esperança de vida. Pregue uma mensagem de renúncia ao passado, de libertação e traga as pessoas ao presente de fé, esperança, altruísmo e determinação.
6. Muitos sofrem por temer a morte. De um certo modo, todos tememos a morte: crentes ou não, pobres ou ricos, jovens ou velhos. Creio tratar-se de um sentimento natural, até porque Deus não nos criou originalmente para a dor, o sofrimento e a morte. Fomos feitos para a eternidade. Por isso, esse tema desperta a atenção das pessoas; todos se interessam, embora resistam a enfrentá-lo.
Nossa missão como pregadores é levar a Palavra a toda criatura. O convencimento cabe ao Espírito, mas a exposição da Palavra cabe a nós. Devemos fazer nossa parte, portanto, com eficiência e zelo. Somos o canal de comunicação, e ele deve apresentar o mínimo de interferência.
Esteja atento também à linguagem e vestimenta. Esses fatores podem agir como elementos facilitadores ou limitadores do processo de ensino-aprendizagem. Imagine pregar num culto de adolescentes num sábado à tarde trajando terno e gravata! Isso em nada contribuirá para sua interação com eles, não é mesmo?

CONCENTRE-SE NA UNIDADE DA MENSAGEM

A mensagem se compõe, em geral, de três partes: introdução, desenvolvimento do tema e conclusão, as quais devem convergir a um único propósito. Têm de conformar uma unidade, caso contrário a mensagem não alcançará seu objetivo com eficácia.
Com isso em mente, vejamos quatro passos fundamentais para elaborar uma boa introdução:
1. Conecte mente e coração dos ouvintes: antes de qualquer coisa, é preciso estabelecer essa conexão, de modo que as pessoas se concentrem no tema que você deseja abordar.
2. Conquiste a atenção das pessoas: conte uma história com humor, por exemplo.
3. Use uma lustração como fio condutor da mensagem: como vimos, pode ser uma breve encenação, uma entrevista, um vídeo, enfim algo que se aplique ao propósito central da mensagem.
4. Responda à pergunta: por que devo ouvir esta mensagem? Se você preparou sua mensagem com muita dedicação mas não consegue dar uma boa resposta a essa pergunta, recomece do princípio.
O segundo passo na elaboração da mensagem é o desenvolvimento do tema propriamente dito. É a criação do esboço. Embora três ou quatro pontos em geral sejam suficientes, não se constituem numa regra. Seja flexível. O importante é manter a unidade da mensagem.
Finalmente chegamos à conclusão. A chamada para o compromisso, o clímax de sua mensagem, o ponto chave! Uma boa conclusão aponta sempre para Jesus, independentemente do tema abordado, ainda que a pregação seja no Antigo Testamento.
Se queremos transformar vidas, é preciso confrontar as pessoas com seus pecados. Mas, lembre-se, faça-o com amor, e não em tom de acusação. Lance uma pergunta que atinja profundamente o coração do ouvinte. As pessoas precisam de respostas, tenha coragem de levá-las ao questionamento.
Alguns erros e deslizes são comuns no momento de concluir uma mensagem. Fique atento para evitá-los:
• Não finalize o sermão com um simples resumo. É fácil, mas ineficaz.
• Tampouco mencione a expressão 'concluindo', a menos que sejam de fato as últimas frases.
• Não descuide a hora. Culpar o relógio pelo atraso não é boa saída. O pregador deve preparar a mensagem tendo em mente o tempo que lhe é concedido, sem prejudicar seu propósito. Trinta ou quarenta minutos são suficientes para uma boa pregação.
• Regra básica para qualquer conclusão: não introduza fatos novos. Lembre-se, você está consumando a idéia.
Conclua, portanto, reafirmando vigorosamente os pontos fortes da mensagem. Expresse-se de maneira firme, intensa. Abra, então, espaço para que as pessoas reflitam e tomem sua decisão. Ao finalizar suas mensagens, não deixe de oferecer aos ouvintes a oportunidade de arrependimento e de se achegarem a Jesus.
O apelo é um momento crucial para o não-crente. Evite apelos longos e constrangedores. Use no máximo dez minutos. Não esqueça, porém, que o não-crente não sabe como assumir esse compromisso. Explique o que ele deve fazer. Para receber Jesus não é suficiente perguntar-lhe se quer que a igreja ore por ele, como fazem alguns pregadores.
Planeje também esse momento da pregação. Tudo deve convergir para um mesmo propósito, lembra-se? Busque a excelência, inclua música ou outro recurso que possa compor o clima de reflexão, e não de emocionalismo, que o momento exige. Não apele para a comoção. Lembre que a tarefa de convencimento é do Espírito Santo. Não tente conduzir os sentimentos das pessoas. Não as constranja. Use no máximo dez minutos.
Uma vez que a mensagem está concluída. Pense no título. A escolha do título é primordial. Ele atrairá ou afastará os ouvintes, predispondo-os positiva ou negativamente. Por isso, busque uma linguagem atual, sem ênfase negativista nem proibitiva. Lembre-se, a proibição pura e simples não traz benefícios. Em vez disso instiga à desobediência e rebeldia.
Esteja certo de que, se o ouvinte compreender os princípios eternos ensinados por Deus em sua Palavra e aceitá-los, ele os adotará espontaneamente como estilo de vida. Não há necessidade, portanto, de regras de proibição.

FATORES FUNDAMENTAIS DA MENSAGEM

Dissemos que o diferencial de uma mensagem para transformar vidas está na aplicação e que os pontos são aplicações em si mesmos. Vejamos então seu funcionamento.
Concentre-se em algumas questões específicas
É importante não divagar. Ao refletir no texto bíblico e iniciar a elaboração da mensagem, procure responder à seguinte questão: o que desejo que os ouvintes pensem, sintam e façam?
A mensagem adquire relevância quando pensamos no ser humano como um ser integral, reunindo seus valores tridimensionais: razão, emoção e ação. A mensagem não deve focar apenas um, em detrimento dos demais. Não faz sentido, pois os três se mesclam entre as necessidades básicas do ser humano, e têm de ser atendidos pela pregação.
Utilize-se de experiências pessoais
Paulo usou desse expediente em suas pregações: 'Irmãos, apliquei estas coisas a mim e a Apolo por amor a vocês, para que aprendam de nós o que significa: ‘não ultrapassem o que está escrito’ assim, ninguém se orgulhará a favor de um homem em detrimento de outro' (1Co 4.6).
Ao fazê-lo, porém, esteja atento às motivações do coração. Veja se o exemplo se aplica de fato e adequadamente à situação e ao contexto mencionados. Cuidado para não cair na autopromoção, em especial quando se referir a viagens que tenha feito.
Interpele os ouvintes
Formule perguntas relevantes para que as pessoas possam refletir nelas mais tarde. Veja alguns exemplos bíblicos:
O que você acha Simão? De quem os reis da terra cobram tributos e impostos: de seus próprios filhos ou dos outros? (Mt 17.25).
O que acham vocês? Se alguém possui cem ovelhas e uma delas se perde, não deixará as noventa e nove nos montes, indo procurar a que se perdeu? (Mt 18.12).
O que vocês pensam a respeito do Cristo? De quem ele é filho? (Mt 22.42).
Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? (Lc 10.36).
Apresente a mensagem de modo prático
Ao ouvir uma mensagem, as pessoas buscam respostas de Deus para suas necessidades. Seja prático, mostre-lhes o que fazer e como agir. Evite as expressões 'eu penso', 'eu acho', 'eu sinto', em vez disso diga: 'está escrito!' e 'assim diz o Senhor'. Ajude as pessoas a encontrarem as respostas de Deus para suas dúvidas, seus medos, seus traumas e suas tristezas.
Use exemplos do dia-a-dia
Jesus, nosso Mestre, nos ensinou e enfatizou com profundidade essa prática, que está fartamente registrada nos quatro evangelhos. Fale sobre como vencer a tentação, por exemplo (v. Mt 4). A Bíblia possui respostas para todos os problemas divulgados diariamente pela mídia mundial. Em 1Coríntios 10.11, Paulo diz: 'Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós'.
Não se atenha apenas a exemplos do passado nem de outras culturas, procure aplicações dentro da realidade brasileira atual.
Pregue a mensagem de esperança que Deus tem para seu povo
Ao contrário do que muitos podem pensar, a Bíblia é um livro de fé, esperança e amor. Ainda em sua ira, Deus mostrou compaixão e amor por seu povo. Num mundo em que os laços de amor, fraternidade, compreensão têm-se deteriorado continuamente, o desejo de algo maior tem invadido o coração das pessoas. Precisamos apresentar-lhes a fonte correta: a Palavra de Deus. Só em Jesus elas poderão encontrar o que tão sofregamente buscam.
Pois tudo quanto foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedente das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança (Rm 15.4; grifos do autor).
Torne cada ponto uma aplicação
A eficácia é muito maior quando as pessoas associam a cada passo do tema uma aplicação. Ainda que percam parte da mensagem, o que ouvirem estará completo, e elas poderão aplicar à própria vida. Além disso, será muito mais fácil cativar e manter a atenção das pessoas.
A aplicação também motiva e dá vida à pregação. Lembre-se de que os ouvintes precisam associar conceitos à ação.
A ação divina deve estar presente em cada ponto
A ação divina na solução dos problemas deve ficar clara em sua exposição. A mensagem tem sempre de apontar para Deus — Pai, Filho e/ou Espírito Santo — e não para o ser humano. Aqueles que nos ouvem têm de sair convictos de que ninguém, além de Deus, é capaz de nos levar à solução de nossos males.
Não use frases como: 'Você é capaz de vencer a tentação'. Prefira confrontar a pessoa com a pergunta: 'Que fazer quando se sentir tentado?'. Então ofereça-lhe estas alternativas: 'Creia que Deus viu sua tentação, que ele limitará a intensidade e lhe dará um meio de escape'. Em seguida, fundamente sua afirmação com, por exemplo, o texto bíblico de 1Coríntios 10.13:
Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.
Uma mensagem forte, relevante, bíblica está completamente voltada para Deus, e não para o ser humano, a criação. Deus vê nossa tentação, limita sua intensidade e cria um meio de escape.
A mensagem fraca, baseada no ser humano, é a antítese da pregação para transformar vidas. Ela é comum, limitada e evasiva.
Identifique claramente os personagens-alvo da mensagem
Quando a mensagem é bem pessoal, direcionada, fala mais profundamente ao coração do ouvinte. Em vez de dizer 'Jesus veio para salvar o ser humano', diga 'Jesus veio para salvar a mim e a você', 'ele morreu por mim e por você', 'ele voltará para buscar a mim e a você'.
Quando a mensagem é impessoal, ela se torna abstrata. Imagine os seguintes pontos levantados no texto de 1Coríntios 12 para compor o esboço de uma mensagem: 1) a fonte dos dons dos coríntios; 2) a função dos dons dos coríntios; 3) o propósito dos dons dos coríntios.
Agora compare com os pontos extraídos do mesmo texto bíblico visando a compor um esboço para transformar vidas: 1) Deus deu a você dons especiais; 2) Deus deu a você dons para serem multiplicados; 3) Deus deu a você dons para beneficiar pessoas.
Que diferença podemos perceber entre as abordagens? A primeira, como disse, é impessoal, remete ao passado (e lidamos com questões presentes), não menciona Deus nem pessoas. Trata-se de uma descrição de fatos históricos que, do modo como foi elaborado, dificilmente atingirá o coração do ouvinte, que veio buscar respostas para suas questões. É um esboço mais informativo que prático.
Já o segundo esboço é pessoal e muito prático. Está totalmente centrado em Deus, passa uma visão positiva, que transforma vidas. A diferença é bem grande, não é mesmo?
Entretanto, não é apenas a questão da pessoalidade que diferencia um esboço forte de um fraco, mas também a linguagem e abordagem do tema. Vejamos, por exemplo, alguns pontos de um esboço fraco, intitulado Um caminho mais excelente, elaborado segundo o texto de 1Coríntios 13: 1) seu ministério de cura; 2) sua simplicidade de linguagem; 3) sua competência para resolver problemas; 4) sua supervalorização.
Difícil, não? Parece não dizer muito. O problema está na complexidade da linguagem, nas frases incompletas. É passivo. Não alcança o coração.
Agora compare-o com os pontos de um esboço que transforma vidas, elaborado segundo o mesmo texto aos coríntios. A diferença já pode ser vista no título: Como seu amor pode transformar as pessoas: 1) seu amor cura sua vida; 2) seu amor fala a seu coração; 3) seu amor pode resolver problemas; 4) seu amor é muito valioso.
Diferente, não? Transmite esperança, usa uma linguagem direta, objetiva, simples e relevante para a vida das pessoas. Veja o testemunho de Warren Wiersbe que após 40 anos de pregação sentiu necessidade de mudar:
Mudei minha maneira de abordar o sermão. Eu me concentrava naquilo que o texto diz, isto é, como eu poderia torná-lo compreensível. Agora eu pergunto, o que Deus quer que essas pessoas ouçam? Minha pregação era acadêmica; agora é mais pessoal [...] todos com quem falo carregam consigo alguma mágoa. Ai daquela igreja que não reconhece as necessidades das pessoas.1
As pessoas precisam restaurar a fé e a esperança. Precisam revigorar o amor. Ao elaborar sua mensagem, lembre-se de quão simples e profundas eram as mensagens de Jesus. Atendiam por completo às necessidades das pessoas. Assim também pregava Paulo, apesar de sua erudição:
Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloqüente, nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus (1Co 2.1).
E a minha pregação foi muito simples, não com abundante oratória (1Co 2.4; bv).
Veja a recomendação de Paulo a seu discípulo Tito:
Sua linguagem deve ser tão sensata e equilibrada que alguém que quiser questionar sinta vergonha de si mesmo, porque não haverá nada a censurar em tudo o que você diz! (Tt 2.8; bv).
Albert Einstein, uma das mentes mais brilhantes da ciência, disse: 'Você não entende realmente uma coisa até que seja capaz de explicá-la de maneira simples'.2
Não tenha receio de compartilhar suas lutas e fraquezas: 'Eu acho que vocês devem saber, amados irmãos, que tempos difíceis nós atravessamos na Ásia. Fomos realmente esmagados e oprimidos, e tivemos medo de não conseguir sobreviver' (2Co 1.8; bv).
Não tenha máscaras no púlpito. Seja você mesmo. Seja autêntico.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O risco do julgamento

Na faculdade de Jornalismo, aprendemos uma regra básica da profissão: nunca ouça um lado só da história. Pois todo relato sempre terá mais de uma versão, mais de um ponto de vista, e os implicados sempre vão defender os seus interesses. Isso é algo tão evidente que, se assim não fosse, não haveria juízes para intermediar disputas, nem árbitros, para dizer se foi pênalti ou não: o atacante sempre vai afirmar que o zagueiro pôs a mão na bola dentro da área e o zagueiro sempre vai negar. Por isso, ninguém conhece uma moeda por inteiro sem ver suas duas faces. No entanto, muito frequentemente nós assumimos verdades sobre outros só porque "alguém disse". O que, em linguagem bíblica, é exatamente o que significa "julgar o próximo".

Existe a regra de ouro do trânsito que, se for aplicada a sua vida, vai ajudá-lo muito a não cometer o pecado do julgamento: "Na dúvida, não ultrapasse". Em outras palavras, se alguém te diz algo negativo sobre um terceiro indivíduo que não está ali para se defender, não assuma imediatamente como uma verdade, mesmo que a pessoa que te passou a informação em questão seja alguém próximo de você, o seu melhor amigo ou alguém da sua família. Sempre desconfie.

By MAURICIO ZÁGARI

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Reflexões de um jovem cristão brasileiro

Esse texto foi escrito pelo jovem Silas Miranda, membro da Ig. Metodista Wesleyana, no bairro São Lucas, em Volta Redonda-RJ. 
Originalmente ele o postou no Facebook para os jovens da sua denominação, mas seu texto alcançou maiores proporções. Ele mesmo me autorizou a publicar o seu texto e o faço aqui com o mínimo de adaptações possível. Penso que vale a pena ler. Segue então o texto:
  
Uma coisa me assusta.... já não se distingue tão facilmente cristãos de não cristãos, principalmente no mundo virtual. Recentemente vi no facebook alguns jovens que eu conhecia como crentes postando frases nitidadamente de linguagem profana. Coisas simples, porém que dão indícios do estado em que nós jovens estamos. Palavras como "é foda" ou "pqp" já me apareceram escritas por músicos e (pasmem) até mesmo diácono. Recentemente vi uma postagem de uma jovem que até onde eu sei era crente e filha de pais evangélicos postando: "show do rappa na Ilha São João muito bom. Ele fez homenagem ao chorão. Adeus vagabundo, você vai deixar saudades..."
????????? Como assim????
Sério mesmo que essa galera está preocupada com uma vida com Deus?? Tenho sérias dúvidas. E o pior é que sempre compartilham essas frases prontas e bonitinhas falando de Deus e de amor e blá blá blá blá
Creio que um monitor dá à pessoa a sensação de estar, talvez, protegida, escondida. Quem sabe escondida dos pais, da sua realidade, quem sabe vivendo uma vida paralela, sendo uma pessoa na net e outra na vida real.
Conheço ainda quem canta funk secular, já é até "MC", faz baile nessas noitadas por aí a fora mas se considera cristão, afinal (ele pensa) "Deus se importa com o coração".
Vou te contar um segredo: o cristianismo não é cômodo, não é fácil, não é para os indecisos, para os mascarados, não é para os que não renunciam. Não é para os que não tem disposição de defender a fé, de dar a cara, de assumir. O Evangelho não é engraçado, animado, excitante. Jesus não é um brother, um carinha legal. A igreja não é um cinema e o pecado não é uma bobeirinha....
Eu sei que o mundo nos atrai. E muito! Não deixo de ser homem porque sou crente. Não perco meus desejos porque leio a Bíblia, não posso fingir que não quero quando na verdade minha carne quase me arrasta. O bem que eu quero eu não faço, mas o mal que eu não quero persegue os meus passos - já dizia o apóstolo Paulo. Todavia, ou eu decidi viver com Deus e pra Deus ou então eu me entrego aos meus desejos e assumo logo que não sou crente coisa nenhuma. Mas não posso viver uma vida dupla!!!!
Esses dias enquanto via muitos jovens comentando e convidando uns aos outros para o tal "show na ilha" onde o pecado reina, eu vim nesse grupo e dei graças a Deus pelos jovens que decidiram renunciar e não se prostraram diante de Baal.
Graças a Deus por você, jovem cristão que permanece firme e constante, ciente daquilo que faz, daquilo que crê. Fico triste pelos que se perdem, porém feliz pelos que se dedicam ao Reino de Deus.
Eu e você sabemos que não precisamos de whisky e redbull, vodca ou big apple pra ficar "legal". Não precisamos da skol, nem do cigarro. Não precisamos pegar a mulherada pra confirmar nossa masculinidade e as meninas nao precisam ficar com vários pra provar que são lindas.
Somos separados. Somos guardados por Deus. Pena que alguns vivem uma fachada, como esses que criam seu personagem virtual, alheio à sua realidade.
Abraços, fiquem na Paz.

Por:
Silas Miranda (adaptado).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ELEGÂNCIA, O QUE É?

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até à hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam. E quando falam, não ficam a julgar sentindo-se o "dono da verdade". É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Em pessoas que sabem que os mais velhos, muitas vezes, são rabujentos e mesmo assim o tratam com a deferência que merecem. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.... Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza; atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém? É muito elegante. Dar o lugar para alguém sentar? É muito elegante. Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda? Muito elegante. Olhar nos olhos ao conversar? Essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras". Se os amigos não merecem cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O que está acontecendo com nossos pastores?

Prezado amigo, colega, companheiro líder, estou escrevendo essas poucas letras direto para você e também para mim mesmo. Poucos minutos antes de escrever essas poucas linhas, recebi um telefonema de um querido pastor e sua primeira palavra foi: PR. PONTES, VOCÊ TEM UM TEMPO PARA ME OUVIR? Falei que sim, foi então que ele me disse da sua dificuldade em ter amigos, dificuldades em se abrir e desconfianças com sua própria igreja e denominação. Disse-me ele: “preciso de alguém que me escute sem me julgar, sem me condenar, etc… etc… etc…” Conversamos por longos minutos, aliás, falei muito pouco, muito pouco mesmo, ele, no entanto, falou o tempo todo, do seu medo, das suas angústias, das suas inquietantes preocupações com a igreja, com sua família, com sua própria vida; depois chorou, chorou muito, sozinho pela manhã, disse-me ele. Depois me perguntou: “Pr. Pontes, o que está acontecendo com nós pastores? Será que isso é Deus trazendo juízo?” Pois, segundo ele, na sua cidade existem muitos pastores tristes, deprimidos, tomando remédios para conseguir conciliar o sono.
Fiquei a ouvir atento aquele amado colega que passa por uma forte crise depressiva, existencial; fiquei realmente a pensar o que na verdade está acontecendo conosco, “líderes” do rebanho de Deus. Comecei então a pensar em algumas possibilidades que quero compartilhar com você querido leitor dessa coluna, são elas:
Primeiro: Acho que nos últimos anos, nós pastores passamos a viver e praticar mais uma religião do que viver a SIMPLICIDADE DO EVANGELHO.
Segundo: As instituições passaram a ter um poder e um domínio fortíssimo sobre os seus líderes; as pessoas, o rebanho passaram a ser segundo plano.
Terceiro: O pastor não tem pastor que cuide dele mesmo. Não tem amigos, se isola, às vezes é autossuficiente.
Quarto: As igrejas locais estão abarrotadas de programações e atividades, e isso gera muito peso, muito trabalho e pouca produção de santidade e crescimento espiritual sadio.
Quinto: O pastor não prioriza seu casamento nem seus filhos.
Sexto: Existe no meio pastoral muita indisciplina do seu tempo e no cuidado do seu próprio corpo e da sua saúde mental.
Sétimo: Muitos pastores querem pastorear a geração de hoje com os mesmos métodos e formas de 10, 20 anos atrás – isso gera angústia e impotência. Bem, esses são apenas alguns aspectos do que considero como combustíveis que estão alimentando essa forte crise do meio pastoral. AGORA, A PERGUNTA É: FORAM APONTADOS OS POSSÍVEIS ERROS, MAS QUAL A SOLUÇÃO ?
Respondo de forma mais simples possível: se o líder quer dar um novo rumo a sua vida ou mesmo fazer consigo mesmo um trabalho preventivo contra essa crise que assola a liderança, então é copiar cada um dos pontos acima, refletir e começar a combater UM POR UM. Levando isso a sério, o líder será mais saudável nos mais variados aspectos.
ENTÃO, MÃOS A OBRA, OU SENÃO FIQUE NO MESMO ESTADO E DAQUI A ALGUNS DIAS ESTAREMOS NOS CONSULTÓRIOS PSIQUIÁTRICOS E PSICOLÓGICOS.
MAS, ACONSELHO A MIM E A VOCÊ: FAÇAMOS A CERTO HOJE PARA AMANHÃ NÃO ESTARMOS CHORANDO.
Abraço amigo,
Pr. José Pontes
(Fonte: Site da Vinacc)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

SOBRE O STRESS


Em uma conferência, ao explicar para a platéia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

-"Qual o peso deste copo d'água? "

As respostas variaram de 250g a 700g.

O palestrante, então, disse:

- "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado."
"Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema. Se eu o mantenho levantado por uma hora, vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância."

E ele continuou:
- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega a sua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la."
"Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente. Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga."

Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:

1 * Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.

2 * Mantenha sempre suas palavras leves e doces pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

3 * Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem, caso você morra durante a leitura.

4 * Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante.

5 * Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.

6 * Se você emprestar R$200,00 para alguém e nunca mais vir essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dela.

7 * Pode ser que o único propósito da sua vida seja servir de exemplo para os outros.

8 * Nunca compre um carro que você não possa manter.

9 * Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

10 * Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.

11 * Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.

12 * Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

13 * Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.

14 * Quando tudo parece estar vindo na sua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.

15 * Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive

16 * Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez.

17 * Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.

18 * Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.

19 * Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo "queria ter estado lá".

20 * Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.


"Portanto, antes de voltarem para casa, depositem sua carga de trabalho/vida no chão. Não carreguem para casa. Vocês podem voltar a pegá-la amanhã. Com tranquilidade."
"Unir-se é um Bom Começo...
Saber Cultivar a União é uma Conquista...

Trabalhar em Conjunto é uma Grande Vitória".


Fonte desconhecida