sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Os Princípios do Congregacionalismo


O regime de governo eclesiástico conhecido como Congregacional é um sistema onde cada congregação local é autônoma e independente. A igreja local possui autonomia para sua própria reflexão teológica, expansão missionária, relação com outras congregações e seleção de seu ministério. O Congregacionalismo está baseado nos seguintes princípios:
Cada congregação de fiéis, unida pela adoração, observação dos sacramentos e disciplina cristã, é uma Igreja completa, não subordinada em sua administração a qualquer outra autoridade eclesiástica senão a de sua própria assembléia, que é a autoridade decisória final do governo de cada igreja local.
Não existe nenhuma outra organização ou entidade maior ou mais extensa do que uma Igreja local a quem pode ser dada prerrogativas eclesiásticas ou ser chamada de Igreja.
As igrejas locais estão em comunhão umas com as outras, são interdependentes e estão intercomprometidas no cumprimento de todos os deveres resultantes dessa comunhão. Por isso, se organizam em Concílios, Sínodos ou Associações. Entretanto, essas organizações não são Igrejas, mas são formadas por elas e estão a serviço delas.
O Congregacionalismo é o regime de governo mais comum em denominações como Anabatistas, Igreja Batista, Discípulos de Cristo, Igreja de Cristo no Brasil e obviamente a própria denominação que deu nome ao termo: a Igreja Congregacional (Wikipédia).
O primeiro documento que apresenta os princípios do Congregacionalismo é a Declaração de Fé e Ordem, que foi redigida em Londres em 1658. A Declaração Savoy de Fé foi elaborada a partir da Confissão de Fé de Westminster com pouquíssimas mudanças. A fé dos Separatistas (ou Independentes) na Inglaterra era a mesma dos Presbiterianos. Onde eles divergiam era na área de governo eclesiástico, e é na Declaração Savoy de Ordem que o governo Congregacional é mais clara e resumidamente estabelecido.
Os Presbiterianos têm níveis diferentes de autoridade em seus sistema de governo. Os membros de uma Igreja local devem submeter-se a um Conselho dentro da igreja local; o Conselho deve submete-se ao Presbitério que é encarregado da liderança naquela área e o presbitério deve submeter-se ao Sínodo; e o Sínodo deve obedecer ao Supremo Concílio. Todo o que foi decidido no Supremo Concílio torna a ser lei para as igrejas locais. Os Episcopais, os Anglicanos, os Metodistas e os Luteranos também têm sistema hierárquicos com vários níveis de autoridade. Mas os Congregacionalistas não têm nenhum sistema hierárquico.
No geral, há trinta artigos na Declaração Savoy de Ordem. Não é minha intenção expor todos os trintas, mas apenas para retirar deles os mais importantes princípios do Congregacionalismo.
I - O primeiro e o mais importantes princípios do Congregacionalismo é que Jesus Cristo é o Senhor e a única Cabeça de Seu Corpo, a Igreja. Outros cristãos, também acreditam no Senhorio de Cristo. Mas no Congregacionalismo, o Senhorio de Cristo está no coração do nosso sistema de governo. As cartas de Paulo aos Efésios e aos Colossenses dão a Cabeça ao Seu Corpo, a Igreja.
II - Um segundo princípios do Congregacionalismo é que Jesus Cristo junta pessoas para si mesmo. A palavra grega para a igreja refere-se a uma reunião de pessoas que haviam sido chamadas por Cristo. Cristo chama-nos do mundo para a aliança com Ele mesmo. Nas palavras de Pedro: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.
III - Um terceiro princípio do Congregacionalismo é que a Igreja devem consistir de uma reunião local de pessoas que Cristo chamou para Si. É natural para os cristão estarem reunidos. Assim Jesus reúne pessoas para Ele mesmo, e quando Ele junta pessoas para Si, eles também são reunidos para perto uns dos outros. Este é certamente o modelo que nós vemos no Livro de Atos. O Evangelho era pregado, o povo era reunido para Cristo, e em ser reunido para Cristo,  Ele era reunido para si mesmo.
Geralmente, quando o Novo Testamento usa a palavra igreja, está se referindo a um destes ajuntamentos locais. Nós temos a respeito da igreja em Jerusalém, da igreja em Antioquia, e assim por diante. Isto simplesmente significa que os cristãos tinham se reunido naqueles lugares. Quando o Novo Testamento refere-se a uma região, ele usa o plural e assim nós lemos a respeito das igrejas da Macedônia, das igrejas da Ásia e das igrejas  da Galácia. A única outra maneira em que a palavra igreja é usada no Novo Testamento é no sentido universal. Jesus falou sobre a construção de Sua Igreja (Mt.16.18). “...Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela.” (Ef.5.25). Jesus é a Cabeça da Igreja (Ef.1.22;5.23 e Cl.1.18). A coisa importante para se observar é que não há nenhuma outra organização ou estrutura entre a igreja local e a igreja universal que é chamada de uma igreja no Novo Testamento. Então, quando você fala sobre uma denominação como uma igreja, você está usando a palavra “Igreja” de uma maneira que nunca é usada no Novo Testamento. É por esta razão que é apropriado para você chamar a si mesmo como a Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.
Uma implicação importante deste terceiro princípio do Congregacionalismo é que todo membro da igreja local deve ser cristão - um seguidor verdadeiro de Cristo. Agora, é claro, a igreja local não é uma instituição perfeita. Haverá sempre joio crescendo no meio do trigo. E como Jesus avisou, um  arrancamento descuidado do joio pode também prejudicar o trigo. Mas, ao mesmo tempo, deve tomar cuidado no recebimento de novos membros para que os descrentes não sejam trazidos publicamente para dentro da igreja. Certamente que os novos cristão, fracos e imaturos, não devem nunca ser excluídos, mas se a Igreja local é para ser um agrupamento do povo de Cristo, todo membro deve ter um compromisso com ele.
Uma outra implicação deste terceiro princípio é que todo membro deve concordar em andar com todos os outros membros da maneira do Senhor. Na Inglaterra e na América, este acordo é na forma de um pacto.        
Este tipo de pacto é o pacto da primeira igreja em Salem, Massachusetts em  1629. Ele afirma: “Nós fazemos pacto com o Senhor e uns com os outros e nós nos ajuntamos na presença de Deus para andar em seu caminho completamente, da mesma forma que Ele está contente por revelar-Se a nós em Sua abençoada Palavra da Verdade”.
Existe alguma coisa maravilhosa e excitante sobre um grupo do povo de Deus reunindo-se para envolver-se neste tipo de acordo. Associar-se a uma igreja não deve ser como associar-se a um clube. Pelo contrário, é juntar-se a um grupo de crentes, ligados a Cristo e uns aos outros, com propósitos comuns de adorar a Deus, de encorajar e amar aos outros e de fazer a obra de Cristo no mundo.
  IV - Um quarto princípio do Congregacionalismo é que Cristo concede poder e autoridade a cada igreja local para exercer suas responsabilidade, através do poder do Espírito Santo e em obediência a Palavra de Deus. Jesus disse: “Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estarei Eu com eles.”(Mt.18.20). Quando Jesus está no meio de Seu povo e o povo tem Sua Palavra escrita, estando eles buscando a Sua vontade para a vida de sua igreja, eles têm tudo que  precisam.
Pense a respeito da implicação deste princípio para cada igreja local. Toda vez que nos reunimos, Cristo está presente. Por isso, toda vez que estivermos juntos, seja para adoração ou para negócio, deve ser uma experiência espiritual, pois Cristo está presente. E quando nós nos ajuntamos, não é para buscarmos nossa própria vontade, ou para agirmos da nossa própria maneira, mas é pra buscarmos a vontade de Cristo. Oração e uma busca por Cristo devem fazer parte de todo culto.
Isto também significa que todo membro é importante e deve exercer sua responsabilidade seriamente. Não existe nenhum membro simples da igreja pelo qual Deus não possa falar. Nós cremos no sacerdócio de cada crente. Todo membro tem recebido dons por Deus e tem alguma coisa para contribuir com toda a aliança. Não existe nenhuma elite espiritual na vida de uma igreja. Somos todos iguais diante de Deus.
Isto também significa que toda igreja local tem o poder de eleger seus próprios oficiais e para disciplinar seus próprios membros. Contudo, isto é para ser feito também sob o Senhorio de Cristo. Se Cristo orou toda a noite anterior à convocação de seus doze discípulos, tanto mais nós devemos esperar em Cristo antes de escolhermos nossos líderes ou disciplinar nossos membros.
V - Um quinto princípio do Congregacionalismo é que é apropriado e benéfico para cada igreja local buscar aliança e conselho de outras congregações locais. A declaração Savoy de Ordem chega ao ponto de dizer: “Todas as igrejas e todos os seus membros estão obrigados a orar continuamente pelo bem e pela propriedades de todas as igrejas de Cristo em todos os lugares”.
O Congregacionalismo nunca foi meramente uma coleção de congregações independentes. é verdade que os peregrinos puritanos inglês eram separatistas e que eles declararam-se independentes da Igreja da Inglaterra e de suas práticas e traduções não bíblicas, mas eles nunca declararam-se independentes uns dos outros. Embora cada igreja local ser autônoma e livre, eles reconheciam que tinham uma grande dependência de Deus, de Suas Palavras e uns dos outros como membros companheiros do corpo de cristo. Exatamente como a igreja em Antioquia que avistou ajuda da igreja em Jerusalém, eles acreditavam na busca mútua de ajuda e encorajamento, umas das outras.
É por este tipo de espírito que as Igrejas Congregacionais tem se reunido em conferências, associações, alianças, uniões, associações. E é por este tipo de espírito que a Fraternidade Mundial Evangélica Congregacional foi formada.
Contudo, deve ser entendido que estes grupos de igrejas existem para servir a igreja local e não para controlá-la. O senso comum e a história têm demonstrado que há coisas que podemos fazer juntos que nós não podemos fazer sozinhos, mas ainda é principalmente pela igreja local que Cristo realiza Sua obra.           
Estes são apenas alguns dos princípios pelos quais o Congregacionalismo é baseado. O Congregacionalismo não é uma maneira fácil. É uma maneira difícil. É exigente. Envolve responsabilidade. Requer maturidade espiritual. Há muitos idealismos nele. Mas é verdade que é uma maneira cristã. Jesus disse: “Sigam-me” e nunca foi fácil, e foi sempre idealístico, mas é nossa meta; é nosso objetivo.      
Podemos retornar este espírito, hoje, em nossas igrejas e em nossas denominações Congregacionais Evangélicas? Todos nós somos uma influência positiva e negativa na Igreja de Jesus Cristo. Ou nossos supremos interesses estão, na vontade de Cristo, sendo feitos na vida da Igreja ou nossos interesses estão em fazer nossa própria vontade?  Cada um de nós deve examinar nosso próprio coração para ver o que é verdadeiro em nós. Isto requer um espírito de profunda humildade - uma vontade em nos submetermos a Cristo e uns aos outros. E isto requer um espírito de profundo amor - uma obediência a Cristo e uma afeição pelos outros.
Que o Senhor nos ajude a sermos tanto humildes quanto caridosos ao traçarmos este caminho dos puritanos. 

Rev. Clifford Christensen

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Homilética - O sermão expositivo.

O sermão expositivo tira da Palavra de Deus os argumentos principais da exegese ou exposição completa de um trecho mais ou menos extenso. O Dr. C. W. Koller, famoso professor de homilética, define sermão expositivo com esses argumentos:
     1. O "Sermão Expositivo" consiste da "Exposição" mais aplicação e persuasão (argumentação e exortação). Uma "exposição" torna-se um sermão, e o mestre torna-se pregador, no ponto em que é feita uma aplicação ao ouvinte, com vistas a alguma forma de resposta, em termos de fé ou entrega.
     2. O "Sermão Expositivo" extrai os seus principais pontos, ou o subtítulo dominante de cada ponto principal, do particular parágrafo ou capítulo do livro da Bíblia de que trata.
J. Braga define o sermão expositivo como aquela mensagem "em que uma porção mais ou menos extensa da Escritura é interpretada em relação a um tema ou assunto. A maior parte do material deste tipo de sermão provém diretamente da passagem, e o esboço consiste em uma série de idéias progressivas que giram em torno de uma idéia principal".

Características do sermão expositivo:
  1. Unidade. Não é um mero comentário de textos bíblicos e, sim, uma análise pormenorizada e lógica do texto sagrado.
  2. Presta-se melhor à exposição contínua de um livro inteiro ou de uma doutrina.
  3. É de grande valor para o desenvolvimento do poder espiritual e da cultura teológica do pregador e de sua congregação.
  4. Inclina-se mais à intérpretação natural das Escrituras do que à alegórica.
  5. É o método mais difícil, apreciado pelos que se dedicam à leitura e ao estudo diário e constante da Bíblia..
EXEMPLO:
 Tema: Dois tipos de cristão.
 Texto: Lucas 10.38-42

Introdução: Todos os cristãos são discípulos de Jesus, sendo salvos por Sua divina graça; mas nem todos são iguais. De fato, estudando as atitudes das duas discípulas de Betânia, Marta e Maria, a quem o Senhor amava e em cuja casa gostava de estar, descobrimos nelas dois tipos de cristão. Vejamos, pois, em face do texto, quais são esses tipos.

I - CRISTÃOS MAIS PREOCUPADOS COM O ASPECTO MATERIAL DA VIDA CRISTÃ DO QUE COM O ESPIRITUAL - v. 40.
  1. Marta, não obstante ter sido uma boa crente, representa esse tipo de cristão.
  2. Notemos que Marta provavelmente estava preparando uma refeição para o Senhor e Seus discípulos - v.38.
  3. Ou, talvez, após oferecer a refeição, tenha se dedicado a outros trabalhos domésticos, aos quais deu mais importância do que ao aprendizado dos mistérios do Reino de Deus, aos pés de Jesus - v. 42.
  4. Essa atitude arrastou Marta - como também acontece com qualquer cristão - aos seguintes estados:
    • Viver preocupado - "te preocupas com muitas coisas". Queremos fazer diversos negócios ao mesmo tempo preocupamo-nos com a possibilidade do prejuízo ou do fracasso.
    • Viver ansioso - "Marta, estás ansiosa". A ansiedade é fruto de alguma preocupação de ordem material ou moral, a falta de confiança na providência de Deus. Ela pode gerar graves disturbios físicos com consequências fatais.
    • Viver perturbado - "Marta, andas perturbada". Os cristãos que coloca os valores materiais em primeiro plano em sua vida não pode deixar de ter perturbações, porque quase sempre confia mais em sua própria habilidade do que no Senhor, para solucionar seus problemas.
    •  Censurar os cristãos mais espirituais ou chamá-los de fanáticos, porque preocupa-se mais com as coisas do Reino de Deus. "Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só?".
  5. Desse modo, os cristãos que andam assoberbados de serviços e negócios não dispõem tempo:
    • Para falar com o Senhor em oração;
    • Para ler Sua Palavra e nela meditar;
    • Para dar testemunho do poder salvador de Jesus;
    • Para ir à igreja ou tomar parte das atividades eclesiásticas.
II - CRISTÃOS QUS SE PREOCUPAM MAIS COM O ASPECTO ESPIRITUAL DA VIDA CRISTÃ DO QUE COM  O MATERIAL - v. 42.
  1. Maria sabia que era seu dever ajudar a irmã no serviço doméstico; entretanto, sentia que maior era o dever de ouvir e aprender de Jesus aquilo que ninguém poderia ensinar melhor que Ele.
  2. Os serviços domésticos, sempre ela os poderia fazer, mas ouvir a Palavra da vida dos lábios de Jesus era raro. Por esse motivo, não queria perder tal oportunidade. Assim deve proceder todo cristão.
  3. Não há prejuízo, mas somente lucro em pararmos um pouco as atividades materiais ou os negócios a fim de nos dedicarmos ao serviço e interesses do Reino de Deus.
  4. Os cristãos que submetem seus interesses aos de Jesus sempre:
    • São espirituais.
    • São fervorosos.
    • Não têm preocupações obsessivas de ordem material.
    • São confiantes na providência e no amor de Deus.
    • Têm paz e tranquilidade de espirito.
    • Têm satisfação e prazer em ser cristãos.
    • Escolhem a melhor parte, que jamais lhes será tirada, e crescem "na graça e no conhecimento de Jesus".
CONCLUSÃO:
A que tipo pertencemos nós? Se do tipo de Maria, somos bem-aventurados. Entretanto, não devemos nos orgulhar disso, mas persistir humildemente no mesmo caminho. Se, porém, somos do tipo de Marta, atendamos às advertências carinhosas do Senhor e mudemos de rumo para nossa felicidade e para a glória de seu nome.

Fonte: Reifler, Hans Ulrich; Pregação ao alcance de todos, Ed. Vida Nova.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Homilética - Os tipos de sermão

Como já abordamos o sermão temático no primeiro texto publicado, neste vamos tratar do sermão textual (ainda que de forma sucinta).O sermão textual, diferentemente do temático, é aquele que deriva suas divisões do texto. Isto é, divide-se o texto e não o tema.
O sermão textual se divide em três tipos: natural, analítico e por inferência.
O sermão textual natural é aquele cujas divisões são feitas de acordo com as declarações originais do texto, assim como se encontram na Bíblia. Em consequencia, as subdivisões devem ser constituidas preferencialmente da citação de textos.
O sermão textual analítico baseia-se em perguntas feitas ao texto, tais como: Onde? Quem? Que? Por que? Para que? As respostas são dadas pelas declarações ou frases de que o texto é constituído. Neste caso, os ponto principais expressam-se em forma interrogativa.
No sermão textual por inferência, as orações textuais são reduzidas a uma expressão sintética ou palavra que encerra o conteúdo, sendo, portanto, a essência da frase ou declaração. Esta modalidade presta-se à análise de textos que não podem ser divididos naturalmente.

Vantagens do sermão textual:
  1. É profundamente bíblico.
  2. Exige do pregador um conhecimento profundo das Escrituras.
  3. Obriga o pregador a estudar constantemente a Bíblia.
  4. É o que mais se presta ao doutrinamento cristão.
  5. É o que mais se adapta ao pregador de cultura mediana, mas com vasto conhecimento das Escrituras e de certos tratados teológicos.
  6. É muito apreciado pelo povo.
Desvantagens do sermão textual:
  1. Não é o mais indicado quando se tem pouco tempo para a preparação.
  2. Tende a ser tornar prolixo quando o pregador não tem a habilidade de síntese.
  3. Tende a ser um problema quando o pregador pensa que tem profundo conhecimento bíblico, mas não tem.
  4. É um risco para pregadores propensos a detalhes, pois por se tratar de uma análise profunda do texto o apego acentuado a detalhes tende a tirar-lhe o objetivo e foco.
Que Deus te abençoe.

Fonte: REIFLER, Hans Ulrich, Pregação ao Alcance de Todos, Ed. VidaNova.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

QUANDO NOSSA VIDA ESPIRITUAL ENTRA EM DESEQUILÍBRIO.


Existem algumas áreas de nossas vidas em que os nossos esforços para sermos corretos podem acabar por nos levar ao erro, e esse erro tende a ser tão sutil que nos leva a uma desfiguração espiritual que é imperceptível por nós, mas tão séria e perceptível para o que nos rodeiam que acaba por afastá-los. Essa desfiguração espiritual pode ser descrita pelos cinco ou por alguns dos cinco sintomas citados abaixo:


1. Quando, em nossa determinação de nos tornarmos ousados, nos tornamos atrevidos. 

2. Quando, em nosso desejo de sermos francos, tornamo-nos rudes. 

3. Quando, em nossos esforços para sermos vigilantes, ficamos a suspeitar de todos. 

4. Quando tentamos ser sérios e nos tornamos sombrios. 

5. Quando tencionamos ser conscienciosos e nos tornamos escrupulosos em demasia. Se o diabo não puder destruir a consciência, seus esforços se concentrarão na tentativa de enfermá-la. Conheço crentes que vivem em um estado de angústia permanente, temendo que venham a desagradar a Deus. Seu mundo de atos permitidos se torna mais e mais estreito, até que finalmente temem atirar-se nas atividades comuns da vida. E ainda acreditam que essa auto-tortura é uma prova de piedade.

Enquanto os filósofos religiosos buscam corrigir essa assimetria (que é comum à toda raça humana), pregando o "meio-termo áureo", o cristianismo oferece um remédio muito mais eficaz. O cristianismo, estando de pleno acordo com todos os fatos da existência, leva em consideração este desequilíbrio moral da vida humana, e o medicamento que oferece não é uma nova filosofia, e sim uma nova vida. O ideal aspirado pelo crente não consiste em andar pelo caminho perfeito, mas em ser conformado à imagem de Cristo.

Sintetizado do texto “Como Evitar Desequilíbrios Religiosos” de Arthur W. Pink.
Extraído do site www.editorafiel.com.br 


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Homilética - Os tipos de sermão

As obras homiléticas fazem diferença entre três tipos básicos de sermões: o sermão temático ou tópico, o sermão textual e o sermão expositivo.
Embora seja possível essa divisão básica possa ser ampliada quase que indefinidamente os três tipos aqui apresentados são os pilares para a pregação bíblica e, por isso, nos ateremos somente a eles.
Vejamos:

Sermão Temático
É aquele cuja divisão é extraída do tema. Em outras palavras, divide-se o tema, não o texto de onde o tema é tirado.

As vantagens do sermão temático são as seguintes:
  1. É o de divisão mais fácil e o mais simples de se fazer. Isso se dá porque é mais fácil dividir um tema do que um texto, já que este é mais complexo que aquele.
  2. Possui uma lógica mais fácil e é muito útil para corroborar a ordem e a harmonia da Escritura.
  3. Mantém a unidade do sermão com mais facilidade devido à relação harmônica entre os pontos do sermão e o tema, mantendo a unidade do assunto.
  4. É o mais adequado para a abordagem de temas contemporaneos de caráter moral, evangelístico e datas especiais e ocasionais.
  5. É o mais adaptável à prática retórica.
As desvantagens são:
  1. É muito mais fácil se perder em divagações e generalizações vazias de sentido e profundidade.
  2. Requer um estilo mais apurado e formal do que os outros tipos.
  3. Exige mais imaginação e vigor intelectual, visto que se presta mais ao uso de símiles, metáforas e analogias.
  4. Exige profundo conhecimento teológico e geral por não estar limitado à análise do texto.
  5. Exige mais conhecimentos da lógica e da dialética, pois tende a discussões apologéticas.
  6. Há o perigo de desprezar o uso abundante das Escrituras.
Fonte bibiográfica:
Reifler, Hans Ulrich, Pregação ao Alcance de Todos, Edições Vida Nova.

domingo, 24 de julho de 2011

O legado de Amy Winehouse

1 - SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
2 - Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 - Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 - Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 - Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
2 Timóteo 3.1-5

No dia de ontem, 23 de julho de 2011, morreu Amy Winehouse com 27 anos.
Esta jovem, linda e extremamente talentosa veio a óbito de forma tão melancólica e tão cedo por ter escolhido viver uma "vida louca", "de pé embaixo", "acelerando até o talo", e motivando pessoas no mundo inteiro a adotar o seu estilo de vida. Afinal, ela vive assim e é rica, faz sucesso e todos a amam; pensam muitos jovens e até mesmo adultos.
Embora a necrópsia ainda não tenha sido realizada, sendo programada para amanhã, segunda-feira; não é difícil imaginar o que causou a morte dessa menina tão talentosa.
Mas o que me preocupa é o legado de Amy para o jovens. Temos vivido dias em que o anti-heróis são venerados quase como se fossem deuses. Garotos que brincam de polícia e ladrão hoje brigam para serem os ladrões e não a policia, porque cresceram tendo a idéia de que policiais são maus e covardes e os criminosos são ousados, corajosos e agem como Robin Wood. Adolescentes veneram a conduta de pessoas como Amy porque elas são o símbolo da "liberdade" e da rebeldia contra os "sistemas ultrapassados" que os seus pais querem lhes impor.
Como a vida parece infinita para eles, então acreditam que podem fazer o que quiserem que tudo ficará bem, pois "eles aguentam", dizem.
Para piorar, a mídia ainda ajuda. Filmes são feitos apresentando essas pessoas como idealistas, bondosos, etc. Quem não se lembra do filme sobre Cazuza? Um rapaz rebelde, desobediente aos pais, drogado e alcoólatra, que praticava sexo sem o menor cuidado consigo ou com a outra pessoa e que por isso contraiu AIDS. Contudo, no filme sobre a sua vida é apresentado como um "bom menino", um "incompreendido", um "modelo". Mas modelo de quê?
O que aconteceu? Onde estão os Martin Luther King Jr., os Chico Serra? Não, só restaram os Cazuza, as Bruna Surfistinha, as Amy. Pelo menos para a mídia parece que sim.
Já pensou se todos decidissem viver como vivem esse "ícones" de comportamento?
Amy Winehouse deixou um legado de uso de drogas, bebedeiras, cancelamento de compromissos com shows por causa de sua condição física.
Hoje pela manhã, em frente à casa de Amy, haviam vários objetos depositados ali pelos seus fãs como uma forma de homenageá-la. Em meio a todos esses objetos haviam diversos maços de cigarro, garrafas de bebidas e taças. Objetos que representam bem a vida que essa menina viveu e que, todos sabem, não fazem nada de bom a quem os consome; e ela é um exemplo fatal do que é viver escravizado por esses vícios.
A pergunta que deve ser feita aos jovens é: "Você quer mesmo viver como Amy Winehouse?"
Espero que nossos meninos e meninas entendam que o legado de Amy é um legado de tristeza e destruição de uma bela carreira por causa de uma vida inconsequente e devassa.
Que os versículos que foram colocados no início desse texto possam ser um alerta para você, meu querido leitor.
Deus te abençoe.