terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ENTENDENDO A SOBERBA.

Há um poder sedutor na soberba.
Ninguém zomba de um soberbo.
As pessoas zombam de pessoas humildes, de bêbados, de pobres, etc. Mas os soberbos muitas vezes são admirados porque passam a imagem de quem "sabe" o que quer, de quem "é" senhor de si, de quem tem o "controle" sobre "tudo" e "todos".
Por isso satanás caiu do céu. Sua soberba o derrubou. Ele achou que "era" e que "podia".
Os soberbos tentam se impor porque acham que "são" e "podem", mas sendo ou tarde cairão assim como o seu diabólico mestre.

TENTANDO ENTENDER A HUMILDADE.

A humildade sabe o que é e o que pode.
O humilde não pode ser humilhado porque ele está seguro de quem é vive no "piso" de suas competências. Por isso ele não pode "cair".
O humilde  não "acha" nada. Ele constrói a partir do seu "piso" e ergue sua história com base nas suas competências.
Por isso o humilde não se impõe sobre ninguém. Seu trabalho não se fundamenta em sobressair aos outros, mas em superar a si mesmo, sendo o melhor que pode a cada dia.
Deus é o modelo perfeito da humildade. Ele é e não vê necessidade nenhuma de provar que é. Ele pode, mas não força ninguém por Seu poder para fazer o que quer e Ele faz coisas novas a cada dia.
A humildade é a característica de Deus naqueles que aceitam a Sua proposta de vida.
Diferente da soberba, a humildade não se impõe, ela propõe.
Por isso os humildes são bem aventurados e herdarão a terra; o seu Senhor É manso e humilde de coração e eles aceitaram a proposta de aprender dele e dele é a Terra e a sua plenitude.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Alguns tipos de figuras de linguagem


1  As figuras de linguagem que transmitem comparação
Símile – É uma comparação que lembra outra explicitamente. Pedro usou um símile quando disse que “…toda carne é como a erva…” (1 Pe. 1:24). Jesus também fez uso do símile quando disse: “…eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos”. A dificuldade dos símiles é descobrir as semelhanças entre os dois elementos. Em que aspecto a carne é como a erva. De que forma os cristãos são como cordeiros?
Metáfora – É uma comparação em que um elemento representa outro, sendo que os dois são essencialmente diferentes. Em uma metáfora a comparação está implícita. Temos um exemplo disso em Isaías 40:6: “Toda a carne é erva”. Note que é diferente da expressão em 1 Pedro, acima. Jesus comparou seus seguidores ao sal: “Vós sois o sal da terra” (Mt. 5:13). Quando Jesus afirmou: “Eu sou a porta” (Jo. 10:7-9), “Eu sou o bom pastor” (vv. 11-14) e “Eu sou o pão da vida” (6:48), ele estava fazendo comparações. O leitor é levado a pensar de que forma Jesus assemelha-se a tais elementos.
Hipocatástase – Não é uma figura de linguagem tão conhecida, mas também faz uma comparação, na qual a semelhança é indicada diretamente. Davi, no Salmos 22: 16, disse: “Cães me cercam…”. Ele não estava se referindo aos caninos, mas sim aos seus inimigos. Os falsos mestres também são chamados de cães em Filipenses 3:2, e lobos vorazes em Atos 20:29. Em João 1:29, João Batista fez uso de uma hipocatástase quando exclamou: “Eis o Cordeiro de Deus”.
2  As figuras de linguagem que transmitem substituição
Metonímia – A metonímia consiste em trocar uma palavra por outra. Por exemplo, quando afirmamos que o Congresso tomou uma decisão, queremos dizer que os deputados e senadores tomaram a decisão. Pode ser também que a causa seja usada em lugar do efeito. Os opositores de Jeremias disseram: “…vinda, firamo-lo com a língua…” (Jr. 18:18). Como seria absurdo produzir ferimentos com a língua, é claro que eles estavam referindo-se a palavras. Em Atos 11:23, temos outro exemplo quando fala de Barnabé: “…e, vendo a graça de Deus…”. O sentido aqui só pode ser o do efeito da graça, pois a graça, na realidade não pode ser vista. Temos exemplos de substituição de elementos relacionados ou semelhantes. quando Paulo disse: “Não podeis beber o cálice do Senhor…” (1 Co. 10:21), ele não estava se referindo ao cálice propriamente dito, mas sim ao conteúdo do cálice. Quando o Senhor disse para Oséias que “a terra se prostituiu…”, a palavra terra diz respeito à população.
Sinédoque – É a substituição do todo pela parte, ou da parte pelo todo. Em Lucas 2:1, a Bíblia nos diz que o imperador César Augusto emitiu um decreto de que deveria ser feito o censo “do mundo todo”. Ele falou do todo, mas estava se referindo ao Império Romano. É óbvio que Provérbios 1:16 – “…os seus pés correm para o mal…” – não significa que somente os pés corriam para o mal. Os pés são a parte que representa o todo. Áquila e Priscila arriscaram suas próprias cabeças (Rm 16:4). Nesta sinédoque, “suas cabeças” representa suas vidas, o todo.
Personificação – É a atribuição de características ou ações humanas a objetos inanimados, a conceitos ou animais. A alegria é uma emoção atribuída ao deserto, em Isaías 35:1. Isaías 55:12 fala de montes cantando e árvores batendo palmas. A morte personifica-se em Romanos 6:9 e em 1 Corintios 15:55.
Antropomorfismo –  é a atribuição de qualidades ou ações humanas a Deus, como ocorre nas referências aos dedos de Deus (Sl. 8:3), a seus ouvidos (31:2) e a seus olhos (2 Cr. 16:9).
Antropopatia – Esta figura de linguagem atribui emoções humanas a Deus, como vemos em Zacarias 8:2: “…tenho grandes zelos de Sião”.
Zoomorfismo – Se o antropomorfismo atribui qualidades humanas a Deus, o zoomorfismo atribui características animais a Deus (ou outros). Em Salmos 91:4, faz-se referência a penas e asas. Jó descreveu o que ele considerou como ira de Deus contra ele quando disse: “…contra mim rangeu os dentes…” (Jó 16:9).
Apóstrofe – É uma referência direta a um obejto como se fosse uma pessoa, ou uma pessoa ausente ou imaginária, como se estivesse presente. O salmista empregou um apóstrofe em Salmos 114:5: “Que tens, ó mar, que assim foges?…” Miquéias fala diretamente à terra, em Miquéias 1:2: “Ouvi, todos os povos, prestai atenção, ó terra…”. Em Salmos 6:8, o salmista fala como se seus inimigos estivessem presentes: “Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade…”.
Eufemismo – Consiste na substituição de uma expressão desagradável por outra mais suave. Falamos da morte mediante eufemismos: “passou desta para melhor”, “bateu as botas”. A Bíblia fala da morte dos cristãos como um adormecimento (At. 7:60; 1 Ts. 4:13-15).
3  As figuras de linguagem que transmitem omissão ou supressão
Elipse – é uma supressão de uma palavra facilmente subentendida. É a omissão intencional de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase.Em 1 Co. 15:5, “os doze”, representa “os doze apóstolos”.
Pergunta retórica –  Uma pergunta retórica é aquela que não exige resposta; seu objetivo é forçar o leitor a respondê-la mentalmente e avaliar suas implicações. Quando Deus perguntou para Abraão: “Acaso para Deus há algo muito difícil?…” (Gn. 18:14), ele não esperava ouvir uma resposta. A intenção era que o patriarca refletisse mentalmente. Paulo fez uma pergunta retórica em Romanos 8:31: “… se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Estas perguntas são formas de se transmitir informações.
4  As figuras de linguagem que transmitem exageros ou atenuações
Hipérbole – É uma afirmação exagerada em que se diz mais do que o significado literal, com o objetivo de dar ênfase. Vejamos em Deuteronômio 1:28 a resposta dos espias israelitas sobre a tomada de Canaã: “”…as cidades são grandes e fortificadas até os céus…”
Litotes – É uma frase suavizada ou negativa para expressar uma afirmação. É o oposto da hipérbole. Quando dizemos: “Ele não é um mal goleiro”, na realidade queremos dizer que ele é um goleiro muito bom. Esta atenuação dá ênfase à frase. Em Atos 21:39, Paulo disse: “… eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante”, quis dizer que Tarso era uma cidade importante.
Ironia – É uma forma de ridicularizar indiretamente sob a forma de elogio. Geralmente vem marcada pelo tom de voz da pessoa que fala, para que os ouvintes percebam. Por isso, às vezes é difícil saber se algo escrito é, ou não, uma ironia. O contexto nos ajuda a perceber isso. Por exemplo Mical, filha do rei Saul, disse a Davi: “… que bela figura fez o rei de Israel…” (2 Sm. 6:20). O versículo 22 nos mostra que o sentido pretendido era o oposto, ou seja, o rei havia se humilhado agindo daquela maneira. Em 1 Reis capítulo 18, no episódio de Elias contra os profetas de baal, vemos que Elias ironizou a baal várias vezes.
Pleonasmo – Consiste na repetição de palavras ou no acréscimo de palavras semelhantes. Atos 2:30 quer dizer literalmente “Deus lhe havia jurado com juramento”. Como para nossa língua é uma repetição desnecessária a  NTLH traduziu sem esta repetição.
5  As figuras de linguagem que transmitem incoerências
Oxímoro – Consiste na combinação de dois termos opostos ou contraditórios. Quando falamos, por exemplo, “um silêncio eloqüente”, empregamos um oxímoro. Em Fp. 3:19, Paulo diz que a glória dos inimigos de Cristo está em sua infâmia; em Romanos 12:1 somos desafiados a sermos “sacrifícios vivos”.
Paradoxo – É uma afirmação aparentemente absurda ou contrária ao bom senso. Um paradoxo não é uma contradição; é simplesmente algo que parece ser o oposto do que em geral se sabe. Jesus utilizou muitos paradoxos em seus ensinos. Um deles nos diz que quem quiser salvar sua vida deve perdê-la. Os humilhados serão exaltados. O maior no reino de Deus é o menor. Se você quiser viver então morra.

SÍNTESE DE HISTÓRIA DA IGREJA I



A PREPARAÇÃO PARA O ADVENTO DO MESSIAS E A PROPAGAÇÃO DO EVANGELHO
1.    Os gregos contribuíram com a implantação do idioma universal.
2.    Os romanos com a instalação da Pax Romana.
3.    Os judeus com a preservação da Escritura veterotestamentária.

A IGREJA ANTIGA (ano 5 – 100).
1.    Jesus pregava e curava, mas focou seu ministério na formação de 12 homens que continuariam a Sua obra.
2.    Jesus criou a igreja, mas não estabeleceu formas de culto, credos ou ritos.
3.    Embora Jesus tenha criado a igreja ela foi inaugurada no dia de Pentecoste, quando Pedro prega ousadamente e cerca de 3000 pessoas de 17 etnias se convertem.
4.    Por conta do crescimento da Igreja em Jerusalém a perseguição se intensificou e isso forçou os irmãos a fugirem da cidade, e aonde eles iam levavam a mensagem do Evangelho e a igreja crescia exponencialmente, tornando o cristianismo uma religião universal.
5.    No fim do primeiro século Jesus era adorado em todo o Império Romano, inclusive na capital.
6.    A Igreja alcançou tamanho sucesso em sua missão durante o primeiro século por conta da prática do amor fraternal, do selo e da pureza moral e da alegria e confiança com que viviam por meio da fé em Jesus e na Sua vinda.
7.    Mesmo diante das mais intensas perseguições a Igreja mantinha-se firme e alegre adorando a Deus com sinceridade e simplicidade, celebrando a eucaristia todos os domingos bem cedo, de madrugada, visto que se tratava de um dia útil no Império Romano e na Palestina.
8.    O credo cristão era simples e se fundamentava na crença na Trindade; no perdão dos pecados; na moral baseada no ensino do Senhor, de amarmos todas as pessoas; na volta de Jesus para o juízo final e na vida eterna para os salvos.
9.    As igrejas eram independentes, sem um poder central, e eram governadas pelos presbíteros que eram separados para essa função com base na sua vida de serviço e amor ao Senhor.

A IGREJA ANTIGA (ano 100 – 313)
1.    Este foi o período de maior expansão do Império Romano, porém com um declínio cada vez maior, por conta dos diversos povos que compunham o império fragmentando sua identidade, de imperadores fracos, egocêntricos e cruéis, da expansão cada vez maior da escravidão e da decadência moral.
2.    Juntando ao que foi dito acima, ainda havia o fato de que os Germanos, povo hostil e guerreiro, impelidos pelo crescimento e pela falta de recursos emigraram para o S, SO e SE do Império, mudando a face da Europa.
3.    A Igreja continuava crescendo e introduziu-se em todas as camadas da sociedade, chegando mesmo a contar com irmãos na corte imperial e entre elementos do governo.
4.    Os meios de crescimento da igreja eram os missionários itinerantes, os apologistas (Justino e Tertuliano), os mestres (Orígenes) e os cristãos comuns, que sempre anunciavam a fé em Jesus aos seus amigos e conhecidos.
5.    Todo esse crescimento se deu debaixo de grandes perseguições contra a Igreja, sobretudo com Calígula (37-41) e Nero (54-68), que queriam ser adorados como deuses, e os cristãos não se submetiam a tal exigência. Já neste período a Igreja enfrentou a pior perseguição jamais sofrida, sob o governo de Décio e seus dois sucessores (250-260). Então, no ano 260 a perseguição foi suspensa pelo imperador Galieno e durou até o ano 303, sendo conhecida como a pax longa. A última perseguição foi sob o governo de Diocleciano, que foi forte, porém breve. Então em 331 surgiu um Edito de Tolerância, publicado por Galério, imperador no Oriente.
6.    Também havia uma hostilidade popular por conta do que se falava contra a Igreja, que por ter suas reuniões a portas fechadas era vista como uma perigosa arma secreta que crescia assustadoramente. Ainda haviam os boatos de que os cristãos praticavam atos indecentes em suas reuniões fechadas e isso despertava a ira da população contra a igreja.
7.    As perseguições tiveram um efeito positivo sobre a Igreja, ajudando-a a manter um caráter puro e uma vida de ascetismo (Exercício prático que leva à efetiva realização da virtude, à plenitude da vida moral[1]). Contudo também começou a surgir a prática cada vez maior do legalismo, impondo as regras da igreja em detrimento da liberdade de viver o Evangelho.

A IGREJA ANTIGA (ano 313 – 1517)
1.    A partir do ano 313 Constantino assumiu o Império do Oriente e governou com sabedoria e energia.
2.    Antes de Constantino a Igreja vivia em Conflito com o mundo, mas com ele, a Igreja passou a dominá-lo. Embora as razões para essa atitude de Constantino não sejam claras, é óbvio que ele, perspicaz como era, percebeu que o Cristianismo era indestrutível, pois suportara as mais intensas perseguições e não esmoreceu jamais. Como ele tinha o sonho de unificar o império novamente viu no Cristianismo uma ótima oportunidade para tal.
3.    Constantino e Licínio em 313 estabeleceram completa liberdade religiosa que proporcionou igualdade de direito a todas as religiões. Depois mostrou-se favorável aos cristãos, fazendo ofertas valiosas para a construção de templos e para a manutenção do clero.
4.    A partir de Constantino a Igreja alcançou a liberdade tão sonhada. No entanto, isso não lhe fez bem, com a cessação da perseguição muitas pessoas passaram a fazer parte da Igreja, mas sem uma mudança de vida real. Isso fez com que a igreja crescesse em número, mas perdesse em qualidade moral e ética.
5.    Por essa ocasião começaram a surgir ideias sobre Jesus, questionando sua natureza divina-humana, o que acabou por promover o Concilio de Nicéia, que fechou a questão declarando que o Filho é igual ao Pai e ao Espírito Santo em natureza e essência e que fora 100% homem em sua encarnação, não abdicando de nenhuma das duas naturezas, mas com ambas co-existindo em perfeita harmonia nele.
6.    A partir de Constantino o culto começou a ficar mais pragmático e ritualístico e, gradativamente, o paganismo começou a influenciar a prática cristã.
7.    Sobretudo quando em 382, Teodósio, declarou o Cristianismo a religião oficial do Império. A partir daí os bispos eram eleitos e designados pelo imperador e muitos buscavam lugares de honra inclusive mediante a prática da simonia (compra de cargos eclesiásticos).
8.    Com o crescente poder político da Igreja, entre 1054 e 1305 desenvolveu-se a ideia de que o bispo de Roma deveria ser o bispo primaz sobre todas as Igrejas e sucessor de Pedro. Por conta disso essa posição passou a ser a de maior honra e autoridade na cristandade, e a mais bem remunerada também; o que gerou muitas conspirações e assassinatos.
9.    Com o propósito de tornar o Cristianismo uma potência cada vez maior a Igreja começou a “cristianizar” as festas pagãs e os seus ídolos, a fim de alcançar a sua simpatia e adesão à religião cristã, fazendo assim aumentar a sua arrecadação e o seu poder cada vez mais.
10. A superstição do povo ignorante também se tornara uma ótima ferramenta para a corrompida igreja que cada vez mais introduzia crendices com o propósito de prender o povo debaixo do seu poder.
11. Toda essa corrupção por conta do clero eclesiástico e o crescimento da idolatria no seio da Igreja acabaram por motivar Martinho Lutero a se levantar com uma proposta de Reforma da Igreja ao se deparar com um monge chamado Tetzel, vendendo bulas de perdão papal com o objetivo de arrecadar fundos para as construções no Vaticano.
12. Após a uma viagem a Roma, que o jovem monge Lutero julgava ser uma sucursal do céu e onde ele viu as coisas mais terríveis imagináveis, e lendo o texto de Romanos 1.17, o jovem monge se dá conta de que a salvação é apenas pela fé e nada mais.
13. Então em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero prega na porta da Igreja de Winttenberg, suas 97 teses contrárias à Igreja de Roma e dá início à Reforma Protestante.
14. A princípio Lutero não queria se desligar da Igreja Romana, mas em função de sua excomunhão e das tentativas  mata-lo, ele não teve outra escolha, senão continuar seu ministério a parte da Igreja Romana e dar início ao que se tornaria o movimento protestante no mundo inteiro, formando na Alemanha a Igreja que após a sua morte receberia o seu nome como homenagem.  


[1] Dicionário eletrônico Aurélio Século XXI.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Construindo uma emoção saudável em Cristo

Texto: Filipenses 4.1-9

Introdução: Um dos grandes desafios do nosso tempo é viver alegre. A mídia quer que acreditemos que nossa alegria depende de coisas que não temos e a maioria de nós acredita nisso e se mata para ter. Então, quando temos não sentimos nenhuma alegria ou sentimos uma alegria breve, e um novo produto é apontado como o auge da alegria e nossa mente é novamente enganada e traída.
Pior de tudo é que parece-me, pelo menos, que, por algum motivo, fomos programados para para desejar a alegria, mas um vírus (pecado) nos infectou e só nos leva a pensar coisas negativas e desgraças (contar o exemplo da proposta do trabalho das crianças à Quinta da Boa Vista).
Nesta reflexão vamos analisar quais são os princípios bíblicos expostos neste texto por Paulo para nos "desinfetar" desse vírus e viver uma vida emocional plena em Cristo.

Elucidação: Os Filipenses eram uma igreja amiga e querida de Paulo, que também o amava muito e o sustentava, mesmo quando ele estava trabalhando como missionário em outras terras; as pessoas dali também davam muito importância às instruções que dele ouviam. O inicio da igreja ocorreu com o próprio Paulo, cerca de doze anos antes dessa carta, e está  narrado em Atos 16.11-40, com a conversão de Lídia e da família do carcereiro da cidade.
Paulo agora está preso, provavelmente em Roma, e já enviou dali as cartas para Colossos e Éfeso. A igreja de Filipos envia Epafrodito para levar ajuda material para Paulo; lá Epafrodito adoeceu gravemente, correndo risco de morrer, mas recuperou-se, e agora Paulo aproveita sua viagem de volta para enviar essa carta junto esta carta à igreja. Em Filipenses somos convidados a aprender como cristãos crescem e amadurecem na fé, alcançando níveis profundos de alegria, de comunhão com Deus e amor uns com os outros.

Verdade teologia: A vida verdadeiramente feliz só é possível no Senhor.

Sentença interrogativa: Como podemos ter uma vida verdadeiramente feliz no Senhor?

Sentença transicional: Existem pelo menos seis atitudes ensinadas neste texto acerca da vida verdadeiramente feliz no Senhor. São elas:

Divisões:

I - Cuide dos seus sentimentos no Senhor (vv.1-3).
   A) Expresse a importância que as pessoas têm para você (v.1).
   B) Cuidado com o distanciamento emocional causado por divergências (v.2) - não leve nada para o lado pessoal. Encare tudo a partir do prisma espiritual (Ef 6.12).
   C) Conte com seus amigos para a resolução de problemas (v.3, Pv 17.17).

II- Cultive a alegria no Senhor  (v.4; 1Ts 5.16).
   A) Segundo o Dr. Daniel Goleman a chave para o sucesso em qualquer empreendimento compõem-se de três elementos: alegria, planejamento e foco total.
   B)  A alegria é a força motriz para que qualquer realização seja possível. Você conhece alguém que conquistou alguma coisa chorando de tristeza?
   C) A Bíblia nos ensina a cultuar a Deus com alegria (Sl 100.2) e também que a alegria do Senhor nos fortalece (Ne 8.10).
   D) Jesus quer que a alegria Dele esteja em nós e seja completa (Jo 15.11).
   E) "A alegria do coração transparece no rosto, mas o coração angustiado oprime o espirito" (Pv 15.13).

III - Cultive o afeto no Senhor (v.5).
   A) O afeto cristão deve ser universal, indiscriminado.
   B) A proximidade do Senhor aqui pode ser uma referência tanto temporal, quanto espacial. Isto é, a volta do Senhor resta pouco tempo ou a presença do Senhor em nós deve nos fazer amorosos assim como Ele (1Jo 3.16).

IV - Mantenha uma vida de oração e gratidão no Senhor (vv.6,7).
   A) A prática da oração gera em nós uma relação de amor com o Pai que nos traz aquela paz inexplicável à carne.
   B) Aprendemos a não depender das circunstâncias que nos cercam porque nossa segurança vem de Deus e sabemos que nossa vida não se resume a esse mundo, mas à eternidade no seu glória, onde não existem doenças, fome, morte ou qualquer tipo de necessidade.

V - Alimente sua mente com o bem que está no Senhor (v.8).
   A) A psicologia e a psiquiatria já comprovaram que nossos pensamentos dirigem nossos sentimentos. Porém, parece que nós, por algum motivo, somos pré programados para pensar em coisas negativas.
   B) A Bíblia ensina há séculos ensina a importância de um olhar positivo para a vida:
     1. "Se você vacila no dia da dificuldade, como será limitada a sua força!" (Pv 24.10).
     2. "Um olhar animador dá alegria ao coração, e as boas notícias revigoram os ossos". (Pv 15.30).

VI - Siga o exemplo de um mentor maduro emocional e espiritualmente no Senhor (v.9).
   A) Paulo era um modelo para a igreja de Filipos.
   B) Você tem um modelo de piedade e vida com Deus em quem se espelhar? Se não tem, busque um e imite sua vida com Deus. Converse, ouça-o, peça conselhos, ande com  ele.

Conclusão:
Seguindo os conselhos de Paulo aos irmãos de Filipos, no Senhor podemos expressar nossos sentimentos às pessoas que amamos, evitar toda e qualquer espécie de distanciamento emocional e sempre contar com amigos nas resoluções de problemas. Também precisamos cultivar a alegria, o afeto, uma vida de oração e gratidão ao Altíssimo. E ainda, precisamos alimentar nossos pensamentos com o bem e seguir um modelo exemplar de vida.
Pense o bem, sinta o bem e aprenda o bem no Senhor!