sexta-feira, 14 de março de 2014

APRENDENDO A MANTER UM CASAMENTO SAUDÁVEL



TEXTO BASE: Filipenses 1.3-11
3 Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, 4 fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, 5 pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora. 6 Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus. 7 Aliás, é justo que eu assim pense de todos vós, porque vos trago no coração, seja nas minhas algemas, seja na defesa e confirmação do evangelho, pois todos sois participantes da graça comigo. 8 Pois minha testemunha é Deus, da saudade que tenho de todos vós, na terna misericórdia de Cristo Jesus. 9 E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, 10 para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, 11 cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.[1]
ELUCIDAÇÃO TEXTUAL
Na carta aos filipenses Paulo está expressando toda a sua alegria com essa igreja extraordinária, que sempre esteve com ele, apoiando-o em tudo, especialmente financeiramente (Fp 4.15).
Nestes versículos iniciais Paulo está escrevendo uma oração em louvor a Deus pela vida dos filipenses e declarando que a fidelidade de Deus não os desampararia jamais; e ele explica sua certeza alegando que era justo pensar assim, pois aquela igreja sempre esteve junto dele em toda e qualquer circunstância (v.7).
INTRODUÇÃO:
O texto que usamos como base para nosso estudo hoje, embora se refira diretamente a uma igreja, como foi explicado acima, pode ser perfeitamente aplicado ao casamento. Pois se podemos ser tão fiéis e amorosos assim com um obreiro de Cristo, por que pensar que no casamento haveria espaço para ser diferente?
Paulo está certo de que Deus continuará a realizar a boa obra que começou entre os filipenses porque eles estavam unidos ao apóstolo no propósito da evangelização mundial. Assim também podemos estar certos que Deus continuará a boa obra que Ele começou em nosso casamento se assim como os filipenses e Paulo, nós estivermos unidos com nosso cônjuge em toda e qualquer circunstância.
O propósito desse estudo é mostrar como um casamento pode dar muito certo e alcançar a bênção de Deus, se nos propusermos em colaborar um com o outro para o bem comum da vida do lar.
VERDADE TEOLÓGICA:
A vida conjugal é uma parceria que visa o bem comum do casal e a promoção da alegria mútua.
SENTENÇA INTERROGATIVA:
Como podemos promover a parceria conjugal para o bem comum e a alegria do casal?
SENTENÇA DE TRANSIÇÃO:
Existem pelo menos quatro maneiras pelas quais podemos promover a parceria conjugal e a alegria do casal. São elas.
ESTABELECER UM DOS TRÊS TIPOS BÁSICOS DE CASAMENTOS SAUDÁVEIS
VALIDAÇÃO
Neste tipo de casamento no meio de uma discussão o casal se empenha em mostrar ao parceiro que considera suas opiniões e emoções válidas, ainda que não concordem com elas.
Eles ouvem o ponto de vista do outro, embora isso não signifique que eles estejam concordando. Na verdade sua atitude é de quem está interessado e atento ao que o outro está dizendo e sentindo. Mesmo tendo o seu ponto de vista ele quer ouvir o outro.
Neste tipo de discussão nenhum dos dois interrompe o outro enquanto este fala, pois o que ambos querem é entender a razão de tal discussão e chegar a convencer o outro ou a um meio termo sobre a questão.
VOLÁTEIS
Casais voláteis são aqueles que discutem por qualquer coisa, por menor que seja, e quase sempre são discussões acaloradas e em tom de voz alterado.
Esse casais discutem muito, mas demoram bastante também reconciliando-se.
Não existe um parceiro retraído num casamento volátil. Ambos têm “sangue quente”. Mas da mesma forma que discutem acaloradamente se amam com a mesma intensidade na reconciliação.
EVITAÇÃO
No casamento de evitação o casal prefere dar pouca importância às diferenças ao invés de solucioná-las. Agem mais ou menos assim: “deixa como está para ver como é que fica”.
Ao contrário do estilo de validação, o estilo de evitação produz uma noção diferente de nós: é como se o casal soubesse que o vínculo entre ambos é tão forte que podem fazer vista grossa para suas discordâncias. Contudo o nível de companheirismo e comunhão é bastante baixo nesse tipo de casamento. Os cônjuges valorizam o afastamento e mantêm a autonomia em sua maneira de usar o espaço. Esses casais costumam ter vidas calmas e agradáveis. Embora não seja comum entre eles a paixão intensa de um casal volátil, e muito menos de um casal de validação. Defrontam-se muito pouco com os riscos que os outros dois tipos correm ao colocarem seu casamento à prova.

Esses três tipos de casamentos são básicos, mas acredito que todos nos identifiquemos com um deles. Contudo, é comum haver uma combinação entre eles, formando um estilo misto e personalizado para cada casal.

ESTABELECER ALIMENTAR O CASAMENTO COM OS NUTRIENTES CONJUGAIS BÁSICOS:
AMOR E RESPEITO.
Independente do estilo de casamento (validação, volátil, evitação) os elementos fundamentais para a permanência da união conjugal são o amor e o respeito.
O desrespeito é, possivelmente, a força mais destrutiva da união conjugal.
Todos os casamentos duradouros têm em comum o fato de os parceiros sempre demonstrarem amor e respeito pelo outro, fortalecendo os aspectos positivos do casamento em detrimento dos aspectos negativos.
De acordo com o Dr. John Gottman, no seu livro Casamentos, por que alguns dão certo e outros não, não são os estilos de casamento que tornam um casamento feliz ou não. Mas o equilíbrio ideal entre sentimentos e atitudes positivas e negativas dentro da relação.
Segundo Gottman sua equipe avaliou o número de vezes em que casais discutiram versus o número de vezes em que se relacionaram positivamente – com carícias, sorrisos, elogios, risos, etc. e descobriram uma equação bastante específica entre a quantidade de positividade e negatividade num casamento estável, seja ele de qual estilo for.
Esta proporção é de 5 para 1. Isto é, enquanto houver cinco vezes mais interações e sentimentos positivos do que negativos a probabilidade é que o casamento se mantenha estável. Nos casais muito infelizes são caracterizados pelos momentos e sentimentos negativos superarem os positivos ou estarem em níveis semelhantes.
ESTABELECER O EQUILÍBRIO DA ECOLOGIA DO CASAMENTO
Usando a expressão do dr. Gottman, assim como a terra precisa de um equilíbrio ecológico, com a regulação exata entre chuvas e secas, entre crescimento populacional e manutenção da fauna e flora, também o casamento necessita de manter um equilíbrio entre brigas e reconciliações, discordâncias e concordâncias, palavras e atitudes rudes e palavras e gestos carinhosos.
Pode parecer contraditório, mas alguns momentos negativos são muito úteis para a manutenção do casamento. Por exemplo, uma discussão pode acabar promovendo um momento de reconciliação muito apaixonante que talvez já não vinham tendo há algum tempo.
O fundamental, porém, é que o casal saiba manter esse equilíbrio, pois é uma utopia imaginar que um casal nunca brigará (entenda-se briga por expor diferentes opiniões e não por gritaria, ofensas, escândalos e pontapés).

ESTABELECER A ELIMINAÇÃO DOS QUATROS DESTRUIDORES DO CASAMENTO
1º Destruidor – As Críticas
A crítica é um monstro terrível nos casamentos. Ela é diferente da queixa.
A queixa é uma constatação negativa e específica do que está nos afetando e em geral começa com o pronome “eu”, por exemplo: “Eu estou muito aborrecido porque você não perguntou como foi o meu dia e só ficou falando sobre o seu dia durante todo o jantar”.
A crítica é muito menos específica e ataca a personalidade ou o caráter da pessoa sempre trazendo assim a sua acusação de culpa, por exemplo: “Você nunca demonstra interesse por mim ou pelo meu trabalho. Você não liga a mínima para mim”.
Mesmo a queixa acaba por desgastar o casamento, mas a crítica tem o poder muito maior porque generaliza e ataca a pessoa diretamente.
2º Destruidor – O Desrespeito.
O que separa o desrespeito da crítica é a intenção de insultar e agredir psicologicamente o parceiro. Com nossas palavras e linguagem corporal acabamos por atingir em cheio o âmago do ego de nosso parceiro. Os pensamentos negativos sobre o parceiro abastecem atitudes desrespeitosas – ele é estúpido, repugnante, incompetente, um idiota, etc.
Quando o desrespeito toma conta nós tendemos a nos esquecer totalmente dos pontos positivos do nosso parceiro, pelo menos enquanto estivermos nos sentindo transtornados. Nos tornamos incapazes de recordar uma única qualidade de nosso cônjuge. Essa queda da admiração é uma boa razão para que o desrespeito seja banido das relações conjugais.
Os sinais do desrespeito no casamento são: insultos e xingamentos, disposição hostil (comicidade ácida), zombaria (menosprezo – um cônjuge diz ao outro: eu gosto muito de você e o outro responde com ironia: claro, você gosta muito de mim), linguagem corporal (expressão de deboche, indiferença, revirar de olhos, torcer os lábios, etc.).
3º Destruidor – A Defensividade.
Esse destruidor é caracterizado pelo fato de os cônjuges sempre entrarem na defensiva quando o outro os desrespeita. Agora, devido ao desrespeito ambos passam a se sentirem vítimas um do outro e nenhum dos dois está disposto a assumir a responsabilidade pela correção das coisas. Na verdade ambos estão sempre alegando inocência.
O fato de que a defensividade é uma reação compreensível quando alguém se sente acuado explica porque ela é tão destrutiva. A vítima não vê mal algum em ficar na defensiva.
Os sinais da defensividade são:
1.    Rejeitar a responsabilidade: qualquer que seja a acusação do seu cônjuge, você insiste que a culpa não é sua. “Não foi minha culpa”. “A culpa foi sua”.
2.    Pedir desculpas: Nessa manobra defensiva, você afirma que circunstâncias externas que estão além do seu controle forçaram-no a ter certa atitude. Eu não fiz isso por causa daquilo. “O cachorro comeu minha lista de tarefas”. “Não consegui deixar de me atrasar. Se você tivesse consertado o carro como disse, eu não teria me atrasado”.
3.    Discordar de uma leitura negativa dos seus pensamentos: Às vezes seu cônjuge fará afirmações sobre seus sentimentos, comportamento ou motivações íntimas. E quando essas afirmações expressarem pensamentos negativos poderá deflagrar uma atitude defensiva de sua parte. “Você sempre fica tensa com a minha mãe”. Reação: “Eu não, se você ficasse do meu lado quando ela me critica, eu não ficaria tensa”.
4.    Queixas cruzadas: Essa é uma versão adulta do “seu pai também”. Você rebate uma queixa (ou crítica) do seu parceiro com uma queixa própria, ignorando por completo o que seu parceiro disse. “Nós nunca saímos!”. O outro responde: “Você nunca quer fazer amor!”.
5.    Deu, levou: Nessa modalidade a pessoa não se preocupa apenas em se defender, mas também em atacar o seu parceiro. “Você não me ouve”. Resposta: “Bom, você também não me ouve”.
6.    Sim-mas: O sim-mas é uma afirmativa que começa em concordância e termina em discordância. “Sim, nós poderíamos tentar, mas não seria nada prático”.
7.    Repetir-se: Em vez de tentar entender o outro, os casais que se especializam nessa técnica simplesmente repetem sua própria posição para o outro várias vezes. Ambos estão certos de que têm razão e acreditam que tentar entender a perspectiva do outro é pura perda de tempo. “O que tenho dito à ela é que deveríamos economizar mais e viajar menos”.
8.    Queixumes: Refere-se menos àquilo que você diz e mais a como você diz. De maneira infantil, em tom anasalado e agudo e ressaltando uma sílaba no final da frase: “Você nunca me leva para Saaaair”.  
Estamos familiarizados com o som do lamento, é igualmente possível queixar-se sem esse som. Sentindo pena de si mesmo e agindo como uma vítima inocente. O queixume transmite a seguinte mensagem: “Por que você está me azucrinando?”.
9.    Linguagem corporal: sorriso falso, trocar o peso do corpo de um lado para o outro, cruzar os braços diante do peito, etc. Às vezes mulheres quando estão na defensiva brincam com o pescoço como se estivesse usando um colar.
4º Destruidor: O Muro de Pedra
Esse monstro do casamento se manifesta especialmente na vida dos homens. Segundo o Dr. Gottman 85% dos indivíduos fechados são homens. Portanto, trata-se de um problema que as mulheres enfrentam com seus homens.
Esse fenômeno se deve ao fato de que fisiologicamente os homens se sobrecarregam mais do que as mulheres. Afinal, as mulheres trabalham suas crises e necessidades emocionais externando o que estão sentido através da fala, enquanto que os homens trabalham essas mesmas crises e necessidades emocionais se calando e tornando-se introspectivo.
Um exemplo é que durante um embate conjugal a pulsão do homem eleva-se com mais frequência, juntamente com a pressão sanguínea. Portanto, os homens têm necessidade maior, talvez instintiva, de fugir do conflito intenso com a esposa, a fim de protegerem sua saúde.
Em suma, o muro de pedra se consiste em manter uma indiferença diante das queixas, críticas, deboches, etc., sobretudo quando eles se tornam habituais. A pessoa simplesmente não esboça reação e, em geral, nem olha para o cônjuge enquanto este fala, agindo como se fosse um muro de pedra. E isso torna o outro muito mais irritado e distante.
Quando o relacionamento chega nesse nível o divórcio é quase inevitável.

O grande problema com esses quatro destruidores do casamento é a interferência na comunicação do casal. À medida que eles vão se instalando e tornando-se mais frequentes a comunicação vai ficando mais difícil até passarem-se a se ver como vítimas inocentes e ao conjuge como o algoz e assim chegarem ao ponto da não comunicação, visando unicamente proteger-se. Quando o processo passa da dificuldade de comunicação para a não comunicação, então o relacionamento está chegando ao fim.

CONCLUSÃO:
PROPOSTAS PARA A MANUTENÇÃO DA SAÚDE DO CASAMENTO
Para que os casamentos possam ser mantidos com a ajuda do Senhor e com a Sua bênção é preciso que o casal procure estabelecer a sua vida em conformidade com a Escritura Sagrada.
Como esse é um tema muito vasto e impossível de ser esgotado em um tão pequeno estudo, seguem-se algumas sugestões.
1.   Cheguem a um consenso sobre qual o tipo ideal de relacionamento para vocês.
a.    “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” [2] (Amós 3.3).
2.   Cultivem o amor e o respeito desde o início ou retomem essa prática.
a.    Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”.[3] (1 Timóteo 5.8).
b.     “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” [4] (Efésios 5.25).
c.     As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor;” [5] (Efésios 5.22).
d.    “Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor. Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura”.[6] (Colossenses 3.18,19).
e.    Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações”.[7] (1 Pedro 3.7).
3.   Mantenham com cuidado a proporção entre os aspectos negativos e positivos no casamento (5X1).
a.    Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;” [8] (Romanos 12.17).
b.    Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos”.[9] (1 Tessalonicenses 5.15).
c.    não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança”.[10] (1 Pedro 3.9).
4.   Evite com todas as forças a crítica, o desrespeito, a defensividade e o isolamento do muro de pedra.
a.    “Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” [11]. (1 Pedro 3.8-12).

BIBLIOGRAFIA:
GOTTMAN, John, Casamentos, por que alguns dão certo e outros não, Ed. Objetiva, Rio de Janeiro, 2001, 287 páginas.
SBB – Sociedade Bíblica do Brasil, Biblioteca Digital – Recursos eletrônicos.







[1]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Fp 1:11
[2]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Am 3:3
[3]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. 1Tm 5:8
[4]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Ef 5:26
[5]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Ef 5:23
[6]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Cl 3:19
[7]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. 1Pe 3:7
[8]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Rm 12:17
[9]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. 1Ts 5:15
[10]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. 1Pe 3:9
[11] Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. 1Pe 3:12

THE LADDER OF DECLINE OF SIN.

The spiritual decline, usually begins like this: One is tempted to something wrong. Not withstanding temptation and sin it yields.
From there begins the decline. The person in sin sidelines and avoid those who could help and then goes on to accuse them of having abandoned the. Consequently, it ceases to attend worship services because it claims that no one cares about her, including those who called but were not met, who visited her, but she pretended she was not home, etc..
Finally, this person suffers with God and with others "dropped out" and leave the faith.
All this because a sin was committed, it was confessed to be treated and the patient was not restored in spirit. And whose fault is it?

A ESCADA DE DECLÍNIO DO PECADO.

O declínio espiritual, via de regra começa assim: A pessoa se sente tentada a algo errado. Não resistindo à tentação ela cede e peca.
A partir daí começa o declínio. A pessoa em pecado afastasse e evita aqueles que a poderiam ajudar e depois passa a acusá-los de a terem abandonado. Consequentemente, ela deixa de frequentar os cultos porque alega que ninguém se importa com ela; inclusive aqueles que telefonaram mas não foram atendidos, que a visitaram, mas ela fingiu que não estava em casa, etc.
Por fim, essa pessoa se ressente com Deus e com os irmãos "que a abandonaram" e abandona a fé.
Tudo isso porque um pecado foi cometido, não foi confessado para ser tratado e o doente não foi restaurado no seu espírito. E a culpa é de quem mesmo?

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

VIDA CRISTÃ EFICAZ PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO



tEXTO: Atos 1.8
Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra".


Introdução
Temos vivido dias de muita confusão no entendimento correto da Escritura que tem levado muitos a uma prática deturpada do cristianismo.
Se perguntarmos a todo e qualquer um que se professe cristão ele nos responderá que a Bíblia é a regra de fé e conduta da igreja. Mas na prática não é isso que constatamos.
Nesta mensagem vamos refletir na Escritura acerca do envio do Espírito Santo para nos conferir poder de Deus para testemunharmos de Jesus onde Ele nos levar.
Vamos entender o conceito bíblico de poder, testemunho e progresso do Reino.
Que o Senhor nos abençoe abrindo os olhos do nosso entendimento para a Sua Palavra.

Elucidação Textual
Neste texto os discípulos estão preocupados com a restauração do Reino de Israel (vv.6), contudo o Senhor os alerta que isso não é o que lhes interessava (v.7). Então o Senhor entra no assunto que era importante para eles; a promessa do recebimento do poder do Espírito Santo para testemunhar acerca da obra salvadora do Filho de Deus (v.8).
Logo em seguida o Salvador foi assunto aos céus.

VERDADE TEOLÓGICA, PROPOSIÇÃO OU TEMA.
O Espírito Santo torna nossa vida eficaz para o Reino de Deus.

sentença interrogativa
O que este texto nos ensina sobre ter uma vida eficaz?

sentença de transição
Atos 1.8 nos revela a necessidade de três elementos fundamentais para uma vida cristã eficaz.

I – É preciso receber poder.
1.    A palavra receber (gr. Lambano) tem, entre outros, o sentido de pegar com a mão, agarrar algo a fim de usá-lo, tornar-se acessível. Portanto, receber poder tem o sentido de apossar-se desse poder ou se fazer acessível a ele.
2.    A palavra poder (gr. Dunamis) significa poder, força, habilidade (tanto para destruir quanto para construir). Também se refere ao poder que reside em alguém ou alguma coisa pela virtude da sua natureza, que uma pessoa mostra ou desenvolve (por exemplo: fulano tem um poder de comunicação...).
3.    A Bíblia ensina o que é o poder de Deus:
a.    O Evangelho é o poder de Deus. “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego”. (Rm 1.16); “Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus”. (1Co 1.18).
b.    Jesus é o poder de Deus encarnado. “mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus”. (1Co 1.24).
4.    O poder que recebemos do Espírito Santo é, então, a capacidade e virtude de compreensão e aceitação do Evangelho, por meio da fé, para que nos tornemos acessíveis à comunhão com Jesus, que vem habitar em nós.
5.    Esse poder que recebemos do Espírito Santo nos torna aptos para testemunhar.

II – É preciso testemunhar (referência bíblica).
1.    A palavra testemunhas, que aparece aqui (gr. Martus) se refere a uma testemunha no sentido legal e histórico. Alguém que presenciou um fato e pode confirma-lo. Mas também no sentido ético são aqueles que por seu exemplo provaram a força e a genuinidade de sua fé em Cristo por estarem dispostos a sofrer até mesmo uma morte violenta sem voltar atrás.
2.    Portanto, testemunha é aquela que por seu exemplo de vida chama a atenção das pessoas para o evangelho por tratar qualquer coisa de forma justa e verdadeira, ainda que isso lhe custe muito caro. “porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós” (1Ts 1.5). “mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação”. (1Pe 2.12).
3.    Nós recebemos poder para dar testemunho de Jesus em nossas vidas e não para nos exibirmos como se fôssemos especiais. “pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do poder do Espírito de Deus. Assim, desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, proclamei plenamente o evangelho de Cristo”. (Rm 15.19).

III – É preciso progredir.
1.    Jesus deixa claro para os seus discípulos que o Reino precisa progredir – Jerusalém, Judéia, Samaria e confins da terra.
2.    O poder de Deus é multiplicador. Consequentemente deduzimos que aqueles que têm o poder de Deus também são multiplicadores. Era o que Jesus esperava da Igreja que nasceria e continua esperando até hoje; que ela cresça pelo poder de Deus.
3.    O povo de Deus está predestinado ao crescimento, pois o próprio Senhor afirmou que edificaria a Sua Igreja e as portas do inferno jamais a poderiam vencer. “E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la” (Mt 16.18).
4.    A evidência de que uma igreja é mesma cheia do poder de Deus é que ela ganha almas e gera filhas, isto é, novas igrejas. “Em número cada vez maior, homens e mulheres criam no Senhor e lhes eram acrescentados, de modo que o povo também levava os doentes às ruas e os colocava em camas e macas, para que pelo menos a sombra de Pedro se projetasse sobre alguns, enquanto ele passava” (At 5.14,15). “A igreja passava por um período de paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor” (At 9.31). “pois temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor que têm por todos os santos, por causa da esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade, o evangelho que chegou até vocês. Por todo o mundo este evangelho vai frutificando e crescendo, como também ocorre entre vocês, desde o dia em que o ouviram e entenderam a graça de Deus em toda a sua verdade. Vocês o aprenderam de Epafras, nosso amado cooperador, fiel ministro de Cristo para conosco,” (Cl 1.4-7). Ao que tudo indica Epafras era o fundador da Igreja de Colossos. Paulo não conhecia a Igreja, mas conhecia Epafras que era fruto do testemunho dos irmãos acerca de Jesus e agora um multiplicador.
5.    A igreja e o cristão que recebeu o poder de Deus por meio do Espírito Santo tem uma visão de avanço, de progressão contínua. “Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.12-14).

Conclusão: 
Irmãos, o poder de Deus é a abertura do ser para Cristo revelada pela sede da Palavra. Esta atuação da Palavra na nossa vida vai nos transformar cada dia mais à semelhança do Senhor – “Mas quando alguém se converte ao Senhor, o véu é retirado. Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade. E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito”. (2Co 3.16-18) e vai gerar em nós um desejo e alegria contínuos de ver e promover a expansão do Reino de Deus.
Você é cheio do poder de Deus?