domingo, 6 de outubro de 2013

A Igreja que adora a deus sabe o que canta e ouve



Leitura Bíblica Congregacional
referência bíblica (salmo 101.1-4)
1.Cantarei a lealdade e a justiça. A ti, Senhor, cantarei louvores!
2.Seguirei o caminho da integridade; quando virás ao meu encontro? Em minha casa viverei de coração íntegro.
3.Repudiarei todo mal. Odeio a conduta dos infiéis; jamais me dominará!
4.Longe estou dos perversos de coração; não quero envolver-me com o mal.

Introdução
Oliver Sacks, neurologista declara:
De todos os animais, o homem é o único dotado de ritmo, capaz de responder à música com movimentos.
É também o único a apresentar um cérebro adaptado para compreender complexas estruturas musicais e ainda se emocionar com elas. Músicos apresentam alterações em regiões cerebrais jamais vistas em outros profissionais. Para o neurologista britânico Oliver Sacks, a musicalidade é tão primordial à espécie quanto a linguagem e entender a relação entre música e cérebro é crucial para a compreensão do homem.
Em seu mais novo livro, “Alucinações musicais” (Editora Companhia das Letras), o especialista relata casos de pessoas que reagem à música de formas incomuns. Há os que simplesmente não conseguem ouvi-la. E há os que a ouvem o tempo todo, mesmo quando nenhuma melodia está tocando.
Há gente que passou a ouvir os sons de forma diferente após ser submetido a uma cirurgia cerebral. E mesmo os que desenvolveram um incomum talento musical. Nesta entrevista, Sacks conta que há um vasto caminho ainda a percorrer para que se possa entender completamente esses fenômenos. Mas uma coisa, diz, é fato: “A música se apossou de muitas partes do cérebro humano.”
(fonte: http://blogdofavre.ig.com.br/2007/09/musica-domina-o-cerebro-humano-diz-neurologista/)


Elucidação Textual
“Esse Salmo davídico expressa os compromissos do rei mediador (Davi) com seu Rei eterno (o Senhor) em relação: 1) à sua vida pessoal e 2) à vida dos que habitam no reino.” (John MacArthur).

VERDADE TEOLÓGICA
A vida dos santos de Deus deve ser dedicada ao louvor do nome do Eterno.
Ioséias Carvalho Teixeira

sentença interrogativa
Por que razão os santos devem dedicar suas vidas ao louvor do Senhor?

sentença de transição
Os santos devem dedicar-se somente ao louvor do Senhor por ao menos três razões fundamentais.

I – PORQUE AOS SANTOS FICA BEM LOUVÁ-LO (SALMO 33.1-4).
1.   O próprio mundo espera ouvir louvores a Deus na boca dos santos
a.    Cantem de alegria ao Senhor, vocês que são justos; aos que são retos fica bem louvá-lo.
Louvem o Senhor com harpa; ofereçam-lhe música com lira de dez cordas.
Cantem-lhe uma nova canção; toquem com habilidade ao aclamá-lo.
Pois a palavra do Senhor é verdadeira; ele é fiel em tudo o que faz.
2.   Porque quando curtimos e cantamos as letras mundanas nossos amigos não nos veem como pessoas diferentes e não sentem necessidade nenhuma de mudar a sua vida e conduta.
3.   Porque as letras das músicas mundanas têm letras que em nada glorificam ao Senhor de nossas vidas, e até mesmo que denigrem a fé, atacam os bons costumes ou menosprezam a criação de Deus.

II – PORQUE SOMENTE O SENHOR É DIGNO DO NOSSO LOUVOR.
1.   Escritura nos ensina a cantar somente ao nosso Deus:
a.    Pois o Senhor é grande e muitíssimo digno de louvor; ele deve ser mais temido que todos os deuses. 1 Crônicas 16:25
b.    E cantavam em alta voz: "Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor! " Apocalipse 5:12.
c.    Grande é o Senhor, e digno de todo louvor na cidade do nosso Deus. Salmos 48:1.
2.   As músicas mundanas de hoje não glorificam a Deus, mas, ao contrário deturpam os ensinos bíblicos de santidade, pureza, humildade e verdade.

III – PORQUE AQUILO QUE CANTAMOS IRÁ INUNDAR NOSSA MENTE E CORAÇÃO.
1.    Cantamos ao Senhor com nosso entendimento e não por modismo:
a.         O mundo e muitos crentes cantam as músicas da moda e não pensam na letra do que estão cantando, mas mesmo assim sua forma de pensar é influenciada por aquilo que cantam.
b.         O cristão autêntico sabe o que canta, porque o faz com inteligência: Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. 1 Coríntios 14:15
c.          O mercado “gospel” não está interessado em adorar a Deus com um louvor bíblico, mas em gravar músicas populares e que agradem a massa. O que importa é vender muito e produzir novas músicas continuamente para continuar vendendo para um público cada vez maior de ávidos consumidores.
d.         Usa-se o argumento de que devemos sempre cantar um novo cântico ao Senhor, pois a Bíblia assim ensina. Contudo, não podemos nos esquecer que os mesmos Salmos que ensinam essa verdade são cantados até hoje em Israel, porque músicas bíblicas, assim como a palavra Bíblica, não envelhecem, ao passo que as músicas do mercado gospel são gravadas hoje, fazem um enorme sucesso, mas seis meses depois as pessoas já as consideram velha e muitos nem se lembram mais delas.

Conclusão: 
A música tem o poder de formatar nosso comportamento e maneira de pensar. Se cantarmos e ouvirmos músicas ao Senhor teremos nossa mente e sentimentos formatados pelo amor e temor do Senhor. Se cantarmos e ouvirmos músicas humanistas ou até mesmo satanistas teremos nossa mente e sentimentos formatados pelo humanismo ou satanismo.
A escolha acerca de quem vai formatar sua forma de pensar e sentir é sua e você responderá por tal escolha. Decida-se e tome uma postura hoje.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A contextualização da pregação bíblica



Estive pensando e lendo um pouco acerca do ofício de pregador.
Sempre fui apaixonado por esse ministério que, para mim, é, junto ao ministério de ensino, o mais importante para o crescimento e desenvolvimento na fé.
Durante minhas leituras e estudos encontrei um texto fabuloso do pastor Carlito Paes, acerca da contextualização da mensagem do Evangelho. Fiquei tão impactado com o conteúdo do texto que decidi compartilhar parte dele contigo aqui. Segue abaixo o que o pastor Carlito ensina sobre a contextualização da mensagem do Evangelho:

"Ao contextualizar a mensagem, portanto, lembre-se dos seguintes aspectos:
1. Todos querem ser amados. Pregue com amor. As pessoas já estão alquebradas pela crueldade e indiferença impostas pelo mundo. Pregue 'pastoreando', porque talvez o único cuidado pastoral que essas pessoas encontrem na semana seja sua mensagem. Elas precisam de misericórdia, de boas novas! Aponte o pecado e diga a verdade, sim, mas com amor. Se elas não encontrarem amor na pregação da Verdade, poderão se deixar seduzir por mensagens heréticas, espíritas, da nova era ou qualquer outra filosofia que lhes ofereça amor, acolhimento.
2. Todos desejam sentir-se úteis. Ao pregar, valorize a vida, as habilidades, o conhecimento, o trabalho das pessoas. Deus criou cada um de nós com um claro propósito. Diga isso às pessoas. Elas têm o direito de saber.
3. Todos buscam preencher o vazio interior. Não importa quão ricas ou bem-sucedidas sejam, as pessoas sem Jesus são vazias. Se alguém se propõe ouvir uma mensagem bíblica, certamente busca preencher um vazio espiritual, interior.
4. Muitos se sentem culpados. Há pessoas cujas vidas têm-se consumido pela culpa. Pense nisso antes de imputar mais culpa nesses corações. Você é mensageiro do perdão e da graça de Deus. As pregações de Jesus transmitiam encorajamento, boas novas para seus ouvintes.
5. Muitos estão sendo consumidos por sentimentos negativos. A amargura, a mágoa e o rancor causados por problemas interpessoais, familiares e afetivos têm assombrado a vida de muitas pessoas, levando-as a uma existência de medo, desespero e depressão. Mostre-lhes que é possível livrar-se de tais sentimentos. E a libertação tem início em Jesus, na decisão dela de aceitar a única esperança de vida. Pregue uma mensagem de renúncia ao passado, de libertação e traga as pessoas ao presente de fé, esperança, altruísmo e determinação.
6. Muitos sofrem por temer a morte. De um certo modo, todos tememos a morte: crentes ou não, pobres ou ricos, jovens ou velhos. Creio tratar-se de um sentimento natural, até porque Deus não nos criou originalmente para a dor, o sofrimento e a morte. Fomos feitos para a eternidade. Por isso, esse tema desperta a atenção das pessoas; todos se interessam, embora resistam a enfrentá-lo.
Nossa missão como pregadores é levar a Palavra a toda criatura. O convencimento cabe ao Espírito, mas a exposição da Palavra cabe a nós. Devemos fazer nossa parte, portanto, com eficiência e zelo. Somos o canal de comunicação, e ele deve apresentar o mínimo de interferência.
Esteja atento também à linguagem e vestimenta. Esses fatores podem agir como elementos facilitadores ou limitadores do processo de ensino-aprendizagem. Imagine pregar num culto de adolescentes num sábado à tarde trajando terno e gravata! Isso em nada contribuirá para sua interação com eles, não é mesmo?"

Esse tema é fundamental para que possamos exercer um ministério de pregação eficaz. 
Reflita sobre o que você leu acima e analise-se. Como anda seu ministério? Qual tem sido o alcance da sua pregação? Você está pastoreando pela pregação? Está ajudando pessoas ou tornando-as ainda mais deprimidas?
Essas perguntas são relevantes demais para serem desprezadas, afinal, todos daremos contas diante de Deus daquilo que fizemos com os dons que Ele nos deu.
Que o Altíssimo te abençoe.


Ioséias Carvalho Teixeira.
23 de setembro de 2013.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A Igreja que agrada a Deus conhece a si mesma e à graça de Deus



Sermão
série: A Igreja que Agrada a deus
 
VERDADE TEOLÓGICA
Agradamos a Deus quando reconhecemos nossa incapacidade de viver de forma justa e recebemos essa justiça por meio de Jesus, que nos capacita.
Ioséias Carvalho Teixeira


Leitura Bíblica Congregacional
romanos 3.10-17


I – O pecado perverte a personalidade (Rm 3.10-12).
a)    Não há justo – A perversidade inata ao ser humano deixa claro que todos somos maus.
b)    Não há quem entenda – Somos espiritualmente ignorantes.
c)    Não há quem busque a Deus – Somos rebeldes.
d)    Todos se extraviaram – Somos desobedientes.
e)    A uma se fizeram inúteis – Somos espiritualmente imprestáveis.
f)     Não há quem faça o bem – Somos moralmente corruptos.

II – O pecado perverte a conversação (Romanos 3.13,14).
A verdadeira característica da pessoa inevitavelmente vem à tona na conversação. A Bíblia está repleta de afirmações dessa verdade:
a)      Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Mt 12.34,35
b)      Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.
Mt 15.18
c)      A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada.
Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, só perversidades.
Pv 10.31,32
d)     Um ato de fala maldoso, uma expressão perversa do coração, corrompe cada órgão que é tocado, pois “o que sai da boca” contamina todo o homem (Mt 15.11).

III – O pecado perverte a conduta (Romanos 3.15-20).
a)    Aqui Paulo está citando o Profeta Isaías (59.7,8) falando a Israel. Portanto, não se trata de uma denúncia contra as perversidades pagãs, mas uma acusação formal contra as pessoas religiosas que criam em Deus.
b)    A frase “são és são velozes para derramar sangue inocente” descreve a tendência pecaminosa ao homicídio. Lembremos que Jesus ensina que o ódio é o equivalente moral do homicídio (Mt 5.21,22).
c)    Os pecadores naturalmente são atraídos ao ódio e aos seus resultados violentos. Isso pode ser visto com muita clareza em nossa sociedade.
d)    A perversidade humana é a imperfeição do próprio coração humano.
e)    A Lei carrega a sua própria condenação contra aqueles que não a guardam perfeitamente: “Maldito aquele que não confirmar as palavras dessa lei, não as cumprindo” (Dt 27.26; cf. Gl 3.10).

IV – O pecado perde o seu poder através da graça de Deus em Jesus (Romanos 3.21-27).
a)    O pecado escraviza o homem, mas a graça de Jesus nos oferece a justiça de Deus mediante a fé no Filho de Deus.
b)    Uma vez que somos todos pecadores só podemos ser justificados pela redenção realizada através do sangue de Jesus que gratuitamente se ofereceu por nós, para nos purificar dos pecados que cometemos  sob a paciência de Deus.
c)    Assim, Jesus é o único merecedor de honra e glória, pois não há nada em nós do que possamos nos gloriar. Somente o Senhor é justo e pode nos justificar mediante a fé nele.
d)    Por essa razão o homem não tem do que se gloriar, pois a lei das obras não pode ser cumprida por pecadores, somente a lei da fé (convicção moral, certeza).

Conclusão: 
A conclusão óbvia a que chegamos com Paulo é que nós somos declarados justos por Deus, sem nenhuma obra da lei. Deus não anula a Lei, antes justifica tanto gentios e judeus pela graça e nós estabelecemos o valor da Lei ao recebermos pela fé o seu cumprimento por meio de Jesus.