sábado, 23 de fevereiro de 2013

Não Deixe Seus Sonhos Envelhecerem


Resgatando a Autoridade

Assistindo a um vídeo do pastor Lucio Barreto, que o presbítero Diego Pereira me enviou, falando sobre o resgate da autoridade, me pus a pensar nas palavras do irmão e fui levado a concordar e refletir com ele.
O diabo é muito sutil. Em dias de total falta de respeito pelas autoridades (políticas, policiais, religiosas, familiares, educacionais, etc.) muitas pessoas têm surgido, principalmente no seio da Igreja, com um discurso "espiritual" de que quando um líder reclama sua autoridade é porque ele não a tem ou está sendo tirano. Sutilieza filosófica satânica. Acredito que as pessoas que preconizam esse pensamento são justamente aqueles que não respeitam ninguém e não querem ser cobrados por isso.
Ao ler a Escritura percebo que homens de Deus, de autoridade que nenhum de nós questiona, tiveram que lembrar aos seus contemporâneos quem eles eram e o que representavam em Cristo. Paulo escreveu a sua segunda carta aos Coríntios justamente para lhe lembrar e defender a sua autoridade apostólica. Pedro exorta a Igreja a que honre as autoridades mesmo diante das perseguições (1Pe 2.11-17). Judas fala de falsos líderes (não constituídos pela Igreja, mas auto declarados) que rejeitavam e blasfemavam das autoridades constituídas. O próprio Senhor Jesus foi questionado pelos líderes religiosos dos seus dias e teve que reivindicar sua autoridade (Mt 9.6,8; Mt 21.23-27; Jo 5.27; Jo 10.18).
Portanto, concluo que nada há de errado em alguém lembrar àqueles que estão sob a sua responsabilidade que ele tem autoridade sobre eles. Parafraseando o pastor Lúcio, é hora de os pais lembrarem aos seus filhos que quem manda em casa são eles e não os meninos; é hora de os pastores lembrarem à Igreja local de que o povo lhe deve respeito, honra e obediência em Cristo, porque é ele quem vai responder diante de Deus por cada uma daquelas vidas que lhe foram confiadas (Hb 13.17).
Não há espaço para insubordinação e falta de respeito no seio da Igreja. Contudo os líderes devem sempre usar sua autoridade visando a edificação ou restauração com uma atitude de graça e tendo como base o próprio Cristo.
Você que é liderado, honre as autoridades que Deus colocou sobre a sua vida, e se essas autoridades, a seu ver, estão agindo de forma errada, faça como Davi, que mesmo sabendo dos pecados de Saul não ousou feri-lo, mas o colocou nas mãos do Senhor (1Sm 26.23) e o Altíssimo honrou o jovem pastor de ovelhas e julgou o tirânico rei de Israel.
Você e eu, que somos líderes, não sejamos como Saul, que não liderou para o Senhor, mas para si mesmo, buscando a satisfação das suas vontades e desejos, pois por mais que os homens nos honrem nesta terra o Senhor nos levará a juízo e lhe prestaremos contas.
Continuemos a servir o Senhor com alegria e cumprindo a Sua vontade.
Seja Deus exaltado hoje e sempre em nossas vidas.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O papel dos amigos do noivo

Assistindo ao vídeo do YouTube, Ministérios Fracassados, refleti: A missão de qualquer obreiro na Igreja de Deus é fazer com ela ame cada vez mais a Jesus. Se nós, obreiros, tentamos fazer com que a Igreja nos ame, ao invés de amar Jesus, estamos tendo uma conduta espiritual adúltera, afinal ela é noiva Dele e não nossa. Nós somos amigos do noivo e, como tal, temos que ser amigos da noiva também. Se amamos o noivo, amamos a sua noiva e a tratamos com carinho e respeito, mas nunca desejamos que ela seja nossa. Como nos sentiríamos se alguém flertasse com nossa esposa ou noiva? Imagino que ficaríamos muito irados. O que será que Jesus sente com relação àqueles que querem que a Igreja seja deles? Pois é... Como amigos do noivo temos que falar dele para a noiva, anunciar as suas virtudes, o seu amor por ela, o seu cuidado, falar do lugar que ele está preparando para viver para sempre com ela. Enfim, temos que estimular o amor da Igreja por Jesus. Que o noivo encontre em cada um de nós, amigos fiéis.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Nossas decisões "racionais"

"(...) somos incapazes de tomar qualquer decisão sem nossas emoções". Philippa Perry (Como manter a mente sã, ed. Objetiva, pg. 30). O neurologista António Damásio, no seu livro "O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano" (Companhia das Letras; São Paulo, 1996), descreve a situação de um paciente chamado Elliot, que passou por uma cirurgia cerebral para a remoção de um tumor e em consequência disso ficou incapaz de sentir. Seu QI continuou intacto, mas ele era incapaz de manifestar qualquer espécie de sentimento, mesmo diante de cenas horríveis de sofrimento humano. Em consequência disso Elliot tornou-se incapaz de decidir coisas simples, tais como, onde almoçar ou no que investir seu dinheiro. Ele podia imaginar as prováveis consequências de suas escolhas, podia ponderar calmamente as vantagens e desvantagens, mas não conseguia chegar a uma decisão. Este livro concluiu que, ao contrário de nossas expectativas, a falta de emoção não conduz a escolhas lógicas e racionais, mas ao caos. Isso porque confiamos em nossos sentimentos para decidir nossos caminhos da vida. E isso é verdadeiro quer estejamos conscientes de nossas emoções ou não. Um psicoterapeuta é treinado para investigar os sentimentos que estão por trás das justificativas e dos padrões fixos de comportamento e para ajudar seus clientes a percebê-los.